Bandas/Discos | Crónicas | Livros | Eventos | DJ7 | Links | Apoios | Home


Mais Reportagens Fenther

After show

Festival Sudoeste TMN 2010



14ª edição, sim, estamos a falar de 14 anos do Festival Sudoeste,e que decorreu este ano entre o dia 4 e 8 de Agosto na Herdade da Casa Branca (Zambujeira do Mar).

O Fenther não esteve só nos concertos, mas foi também visitar quem realmente faz este festival… os festivaleiros que não arredam pé deste recinto e que vivem empoeirados durante 4 maravilhosos dias. No dia 4 (dia da recepção ao campista) fomos ver o que havia de novo neste acampamento mítico. As tribos continuam a parecer autênticos aldeamentos de tendas, onde só entra quem é do clã! Mas nesta edição houve campistas com mais sorte. Os Forateiros TMN (e não só) tiveram direito a um acampamento privilegiado. Neste espaço reservado podiam usufruir de uma piscina, ginásio, matraquilhos, espreguiçadeiras e até serviço de catering. Um espaço de meter inveja a qualquer campista! O ambiente era de festa e as forças ainda eram muitas!

Acolhimento



Neste dia de recepção ao campista o SW TMN contou com a presença de vários Dj’s. Nuno Reis, Zé Miguel Nora, Dr. Ramos, Zé Pedro e 2ManyDJs foram os nomes escolhidos para inaugurar o palco TMN nesta edição.

Dr Ramos presenteou-nos com remisturas de alguns clássicos do rock criando um warm-up ideal para o início de uma grande noite.

Zé Pedro continuou este warm-up abrindo as portas para 2ManyDj's, com um registo mais electro bem ao gosto do público jovem que se encontrava nesta noite de recepção ao campista.

A dupla de irmãos belgas 2ManyDJs apresentou-se com um set magnífico que deixou o público ao rubro. Uma vasta panóplia de remixes de grandes temas onde se ouviu desde Queen a Justice.Definitivamente um set original, com um certo humor e, claro, um vídeo jam fabuloso que acompanhava, sem falhas, a batida a que 2ManyDJs nos tem habituado. Começou assim, e em grande, mais uma edição do festival Sudoeste TMN.



Zé Pedro



2 Many Djs



DIA 5

O primeiro nome a destacar neste dia,no palco TMN, foram os colombianos Bomba Estéreo. A combinação de ritmos Cumbia com Electro (que tanto definem esta banda) e a energia de Liliana Saumet, alegraram o público curioso que se encontrava a assistir a este concerto que acabou com um saldo bastante positivo.

No palco Planeta SW encontramos os The Very Best. Os ritmos quentes continuam a estar presentes nesta noite. Desta vez com uma espécie de afro-pop que incendiou este espaço. Tenda cheia, público delirante com esta sonoridade dançante , ritmos contagiantes e uma fenomenal interacção com o público. "Kamphopo" foi sem dúvida o grande sucesso deste concerto (relembrando-nos o grande "Heart it Races" dos Architecture in Helsinki).

Voltamos para o palco TMN para receber os The Flaming Lips, mas foram eles que nos receberam com uma entrada em palco simplesmente fenomenal. Um espectáculo visual inesquecível. Michael Ivins (baixista), Steven Drozd (guitarrista) e Kliph Scurlock (baterista) entraram em palco através de uma porta que se abria no centro do ecrã de fundo, descendo uma rampa enquanto acenavam ao público. Wayne Coyne surgiu dentro de algo que parecia uma película de plástico que mais tarde se veio a revelar uma gigante bola insuflável onde o vocalista se manteve dentro enquanto era atirado para o público. Uma explosão de cores, confetis e balões gigantes fizeram deste concerto algo memorável de que o público muito dificilmente irá esquecer.

Entretanto, no palco Planeta SW (Groovebox), os australianos Kruder & Dorfmeister já estavam a deliciar o público com o seu dub e drum and bass. As músicas do álbum "The K&D Sessions" foram as mais bem recebidas e aplaudidas.

M.I.A começou com algum atraso, e sentia-se no ar uma ansiedade por parte do público que gritava "M.I.A, M.I.A,M.I.A!". As primeiras pessoas que se apresentaram em palco foram as 3 "back vocals" que vinham vestidas com burcas (mais uma provocação de M.I.A). M.I.A entra em palco poucos minutos depois acompanhada da sua MC e DJ. O concerto começou com a música "Boys" fazendo com que o público começasse a cantar logo na 1ª música deste line up. O concerto foi cheio de surpresas. M.I.A recebeu um "charro" de um fã que se encontrava entre o público, desceu e andou nos braços destes, mas a maior surpresa foi quando, no encore, colocaram uma mesa longa no palco cheia de shots de tequilha e chamaram pessoas do público (só raparigas) para se juntarem a M.I.A e beberem os ditos shots ao som da música "Tekilla". Foi palco cheio até ao final do concerto que acabou com a famosa "Paper Planes".

Groove Armada entrou em palco pouco tempo depois, apresentando a sua nova vocalista Saint Saviour que demonstrou uma grande presença e força em palco.



Bomba Estereo



The Flaming Lips



Groove Armada



Kruder & Dorfmeister



M.I.A.



The Very Best



DIA 6

Neste segundo dia é de se destacar o concerto de Lykke Li (no palco Planeta SW). Esta bela sueca deu um concerto arrepiante. A tenda estava cheia e o público rendeu-se à sensualidade deste som que combina rock alternativo com pitadas de electrónica. neste concerto apresentou, maioritariamente, o seu último álbum (de 2008) "Youth Novels".

Foi visível que Jamiroquai moveu várias faixas etárias até este festival neste dia. O concerto foi sem grandes surpresas e até mesmo previsível, mas Jamirouquai conseguiu cativar o público com a sua presença e carisma . Os grandes e mais famosos temas deste artista (como por exemplo a "Virtual Insanity") eram cantadas sem falhas pelo público que se mostrou bastante participativo .



Jamiroquai



Lykke Li



DIA 7

Começamos esta noite em grande com os Friendly Fires a actuarem no palco Planeta SW. Arrisco-me a dizer que foi um dos grandes concertos desta edição do SW TMN. Foi surpreendente ver a quantidade de público que se juntou e que conhecia a maior parte das músicas. Ed Macfarlane estava "on fire". Dançou como se não houvesse amanhã, veio para o meio do público e só a sua presença enchia o palco. Temas como "Jump in the pool", "Paris", "In the hospital" e "On Board" fizeram as delícias dos fãs mais fieis e atentos.

São 00h15 e o palco TMN encontra-se com um cenário que prometia um grande espectáculo visual. Este era o o palco que aguardava o concerto de Mika! Um concerto/espectáculo contagiante. Cheio de cor, luzes, adereços, personagens e muito alegre bem ao estilo do Mika. O concerto começou com a "Relax" e com uma presença muito energética deste artista multifacetado. Mika reservava-nos muitas surpresas (como por exemplo um pé gigante com um sapato de salto alto que foi insuflado ao som de "Big Girl", um boneco gigante que foi trazido para o palco pelo staff, o facto de falar português na perfeição, entre outras) mas o público e o SW TMN também surpreenderam o Mika. Foram distribuídos, antes do concerto, milhares de corações dourados que o público levantou e abanou quando a mais recente "We are golden" começou a tocar. O efeito foi inacreditável. À nossa volta criou-se um mar de corações dourados graças a todo o público que participou nesta iniciativa da TMN para surpreender o Mika. Depois de todo este belíssimo e animado espectáculo o concerto terminou com a contagiante "Lollipop"!



Friendly Fires



MIKA



DIA 8

Hoje começamos com os americanos Beirut no palco Planeta SW TMN. Mais um concerto surpreendente. Zach Condon mostrou-se admirado com a quantidade de fãs que se encontrava neste concerto... o 1º em Portugal. O público mostrou-se bastante familiarizado com a banda e as respectivas músicas. Foi notória a satisfação tanto do público como dos Beirut no final do concerto. Não faltaram pulos e dança ao som deste indie folk que ganha mais magia com as sonoridades da trompete e acordeão. Outro na lista dos melhores concertos deste festival.

Entretanto no palco TMN já tocavam os AIR. Não trouxeram nada de novo. O registo sério e pouco marcante que os caracteriza ao vivo fizeram com que o público não tivesse grande aderência a este concerto. Foi um concerto "a meio gás".

Ao contrário de Massive Attack que encheu rapidamente este recinto. O concerto foi bem dividido entre o último álbum ("Heligoland") e os seus clássicos do "Blue Lines", "Protection" e "Mezzanine". Temas como "Angel", "Unfinished Simpathy", "Safe from Harm","Teardrop" e "Inertia Creeps" continuam a deliciar os fãs e a fazer cantar o público. Horace Andy, Robert Del Naja e Grant Marshall continuam em excelente forma com as suas vozes e presenças. Um concerto que agradou, visivelmente, ao público. É por estes grandes concertos que os Massive Attack serão sempre bem recebidos em Portugal.

Air



Beirut



Massive Attack



David Guetta



02h30 e o recinto continua a abarrotar. A "histeria" toma conta dos festivaleiros quando David Guetta entra em palco. Mais uma agradável surpresa. David Guetta não se limitou a passar os seus grades hits mas fez o favor de nos presentear com um espectáculo visual imprevisível. Robôs gigantes iluminados que disparam lasers e "fogo de artifício", luzes, leds até dizer chega e claro que não podia faltar a bela da animação! O público estava ao rubro. Foi, com certeza, a melhor forma de terminar esta 14ª edição do SW TMN...




... houve também quem acabasse assim! :D


Texto e fotos: Carolina Matos



Mais Reportagens Fenther