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After show

Marchas Antoninas 2009



Famalicão, Vila Verde e Braga

As festas em honra a St. António (Antoninas) da cidade de Famalicão, sempre com muita animação, desde os saltos às fogueiras, os comes e bebes, os arraiais e os divertimentos típicos, onde o ponto alto foi a noite popular de St. António.
As marchas Antoninas e as rusgas populares, matem a tradição viva, espalhando cor e alegria pelas ruas da cidade, atraindo sempre, milhares de pessoas.

Santo António nasceu em Lisboa em finais do Século XII. Pouco depois da sua ordenação sacerdotal, ingressou na Ordem dos Frades Menores.
Faleceu em Pádua, Itália no ano de 1213. Venerado por todo o mundo, onde se inclui V. N. de Famalicão, sendo festejado a 13 de Junho, dia constituído feriado municipal.

A abrir a noite popular, as ruas da cidade viram passar o desfile de automóveis antigos e clássicos. De seguida a população pode apreciar o desfile das marchas Antoninas, representadas por varias freguesias do conselho.
Ainda houve tempo para a música popular no palco da praça D. Maria II com Serafim Ferreira e Celeste Ferreira. À meia-noite, os mais corajosos puderam saltar as 3 fogueiras de Santo António.
«Ó meu rico Santo António/ nas fogueiras vou saltar/ arranjai-me uma namorada/ para um dia me casar.».
«Quando a marcha à rua sai/ Santo António também vai/ ao ver o Santo passar/ Famalicão desce à rua/ par poder também marchar/ sai a marchar com alegria e emoção/ nas vielas há tabernas e sardinhas/ para encher o coração!».

Cheira a sardinha assada e a manjerico. As vendedoras estão numa azáfama para escolher as quadras mais adequadas e as cores para os cravos de papel que enfeitam a chamada “Erva dos Namorados” – os cor-de-rosa são para oferecer às solteiras, os vermelhos ou laranjas às casadas.

A relação do manjerico ou “erva dos namorados” com os Santos Populares já é muito antiga. Diz-se que para cheirar um manjerico não se pode fazer directamente. Toca-se nele e cheira-se com a mão, caso contrário, a planta morre. Também se refere que o manjerico deve durar até Junho do ano seguinte, quando é substituída por outra oferta do namorado ou marido. Esta ideia leva as pessoas a pensar que é complicado manter um manjerico durante tanto tempo.
Os manjericos não podem apanhar sol directo nem estar à sombra e basta um pires de água por baixo do vaso para alimentar as raízes da planta mantendo-as assim sempre verdes.
Tão importante como a qualidade da planta é a escolha das quadras, que muitas vezes determina a compra do manjerico, principalmente quando é para oferecer à sua cara-metade.
Até Fernando Pessoa reconheceu o “poder” da rima popular nos amores: «Manjerico que te deram/ Amor que te querem dar/ Recebeste o manjerico/ O amor fica a esperar.».

Ainda inserido nas festividades Antoninas, os Buraka: Lili’ John, Dj Riot, Conductor e Kalaf, apresentaram em Vila Verde o seu álbum “Black Diamond”.
“Sound of Kuduru”, “Aqui pra Vocês” ou “Kalemba (Wegue wegue)” não faltaram. São temas incomparáveis e que os diferenciam de tantos outros artistas, que fazem com que sejam distinguidos perante o publico e a critica, dentro e fora do nosso país.

Com um estilo diferente e dinâmico, os Buraka Som Sistema são a mistura perfeita entre o Kuduro e a música electrónica. “Kuduro Progressivo”, um conceito que explica perfeitamente que musica é esta, uma mistura de sons tradicionais angolanos com a mais moderna electrónica que faz o corpo mexer sem parar. Ainda de salientar as colaborações com outros artistas como Petty, M.I.A., Puto Prata, Deize Tigrona ou Pongolove, que tem dado um ritmo avassalador aos Buraka Som Sistema.

Durante uma hora e meia de concerto, os Buraka presentearam a assistência com temas do 1º EP, com “Wawa, Quem é aquela mulher” e “Yah” e com covers Kuduro de temas como “Night in Gheto”, “Satisfation” de Benny Benassi, “Rhythm is a Dancer” dos Snap, “Smack My Bitch Up” dos Prodigy ou “Thunderstruck” dos AC/DC, que puzeram as cerca de 30 mil pessoas em perfeito delírio.

Os Buraka voltaram para um encore e terminaram o concerto com um pedido do público, “Kalemba” que foi cantada em uníssono pelos presentes.
De salientar ainda que o concerto foi de entrada livre, integrado nas festas de Santo António em Vila Verde. Concerto certo no local errado.

Depois do Santo António… o S. João.

O 20º encontro Internacional de Gigantones e cabeçudos, abriu o programa oficial das festas de S. João em Braga.
Durante cerca de duas horas o cortejo organizado pela Associação Cultural Ida e Volta, contou com a participação de 1200 figurantes organizados em 31 grupos, que percorreram as principais artérias da cidade de Braga.
Naquela que é uma iniciativa emblemática das festas de S. João, este vigésimo encontro pode contar com a presença de grupos vindos da Galiza, Zamora, Açores, Setúbal, Associação Tocándar da Marinha Grande, os Per’cutir de Vila do Conde, os Toca a Rufar do Seixal entre muito outros…
Nas ruas de Braga estiveram milhares de pessoas a assistir ao desfile, mostrando alguma ansiedade em participar nas festas que se aproximam, as festas de S. João!

Texto e fotos: Paulo Pinto

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