Aftershow

Sonic Blast 2016 - Dia 2

Sonic Blast
Moledo
13 de Agosto

Ao segundo dia, regressou-se à piscina, mas já sem Sol. Os artistas iam chegando de Espanha, primeiro Jay, depois Bala e finalmente Cachemira, com estes a destacarem-se ao revelarem um excelente psych rock, quase instrumental, em que o guitarrista Gaston Lainé mostrou não só ser a razão do grupo existir, como possuir excelentes qualidades nas cordas. Os vianenses Vircator chegaram depois, com um post Rock em vertente instrumental, que pedia uma cave escura e não o espaço daquele momento. O mesmo se passou com os germânicos Spelljammer que, apesar do bom concerto, nunca conseguiram afastar a ideia de que tudo seria bem diferente, longe da piscina e da luz diurna.
O final da tarde, marcou o encerramento do palco da piscina e abertura do espaço principal, sendo The Black Wizards a tocarem primeiro, depois de já terem estado na festa do dia zero. É impressionante ver como evoluíram desde a edição anterior, onde já tinham comparecido e como a sua presença é sinónimo de energia. “Pain”, “I Don’t Mind”, “Lake Of Fire” e “Wicked Brain” fizeram companhia à novíssima “No Worries”. Em seguida vieram os barcelenses Killimanjaro, que abriram com “New Tricks Old Dogs” e logo passaram ao novo Ep com “Hurry, Bury” e “Hook”. “Este festival dá-me arrepios” dizia o vocalista, e pela recepção, percebeu-se como estavam em casa. Excelente concerto a encerrar a participação nacional no Sonic 2016.
Vieram os ucranianos Stoned Jesus, com um rock orelhudo, e ficou a dúvida sobre se surpreendeu mais o Rock vindo de Leste, se a forma como o pessoal reagia ao concerto, cantava músicas e ria do bom humor do trio. Talvez por isso, o guitarrista Igor Sidorenko tenha ironizado sobre a popularidade dos ucranianos por cá.
Os cabeças de cartaz, os Uncle Acid And The Deadbeats, revelaram-se mais densos que no passado, mas nem por a sua qualidade decaiu, ficando para muitos como a melhor prestação do festival, mesmo com uma paragem após o segundo tema, por questões técnicas. Em seguida, o espaço no palco foi preparado para Truckfighters, abrindo espaço para que corressem no palco. Muito do concerto beneficiou dessa energia, ficando a dúvida como resultará o regresso, dentro de semanas, à Cave 45. O Festival foi finalizado pelos italianos Salem’s Pot, a executarem um space Rock interessante, por vezes lembrando Hawkwind e recorrendo a máscaras. Um bom nome para encerrar a festa, que se espera venha a repetir para o ano!

Fotos e texto: Emanuel Ferreira


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