Sequin- CCBeat- 11/05/2018

Para os ouvintes tanto ou quanto regulares do cenário alternativo da música Portuguesa actual, certamente que o nome Sequin já não passará despercebido. Seja por um amigo ter partilhado, por terem ouvido uma música na rádio, por terem visto um vídeo ou música numa rede social ou por terem visto uma notícia "algures", verdade seja dita que este nome já chegou aos ouvidos de qualquer um de nós. E ainda bem que assim o é, pois Sequin merece nada mais do que mérito e reconhecimento.

Projecto pessoal de Ana Miró criado em 2013 e dado a conhecer ao mundo com o rápido hit "Beijing", Sequin apresentou-se em pleno em 2014 com o lançamento de Penélope, seguido depois em 2016 do Ep Eden, que têm vindo a reúnir uma comunidade de fãs.
Com um estilo musical muito influenciado pelo electrónico, com muito Pop à mistura e ainda um laivo de música Oriental à mistura, Sequin consegue destacar-se em Portugal neste estilo como uma das poucas compositoras que construiram uma carreira musical de vontade e mérito próprio ( felizmente nos dias de hoje temos mais alguns exemplos, destaquemos ainda Surma e Isaura), criando o seu próprio caminho e estilo (um electro-pop, muito catchy e dançante) que aliado a uma série de parcerias lhe tem catapultado a carreira.
Já a vimos a tocar com Jibóia (nos tempos do Badlav), já a vimos trabalhar com Moullinex e já a vimos a actuar com Xinóbi, que acabaria por produzir e ajudar a concretizar este Born Backwards que foi agora apresentado no CCB.

Com sala bem composta, Ana Miró apresentou-se em palco um tanto ou quanto nervosa com o novo albúm e banda, pois Sequin consta agora com 4 membros. São eles a própria na voz e caixa de ritmos, Gonçalo Duarte na guitarra,Tiago Martins no baixo e ainda Filipe Paes no sintetizador.
Iniciando o concerto com "Make Believe", passando logo para "Borderline", duas das melhores faixas do disco, Ana Miró percorreu praticamente todo o novo albúm no concerto, fazendo uma pequena passagem por Eden ali pelo meio("Ellipse"), mas basicamente apresentando o que de novo tinha para mostrar, guardando para o encore aquilo que o público melhor conhecia. Como a própria referiu, foi quase um concerto-ensaio pois foram poucas as vezes que estas músicas foram tocadas fora de estúdio, mas para uma primeira vez com estes temas e esta composição, só podemos vangloriar a banda, pois apesar de o público não ser o mais entusiasta a banda manteve o ânimo, e deu um concerto que ficará marcado.
Os contratempos foram ultrapassados de forma simples e rápida, não impedindo aqueles que estavam em sintonia de disfrutar do concerto de, e como solicitado pela própria Sequin, de dançar as músicas que para isso se adequavam.
As baladas sempre bem vindas, deram aquele ambiente que faz parte de um concerto e que também é identidade Sequin.
Contudo nem tudo neste albúm, ao contrário dos anteriores, fala de amor ou desgostos amorosos e temos aquela que foi identificada pela própria Sequin como a sua primeira música "política", "LOUD" abordando temas que afligem a sociedade contemporânea.

Finado o que havia para apresentar do novo disco, a banda saiu de palco para depois voltar e tocar aquelas que são as músicas que deram nome a Sequin. Encore com "Beijing", "Naive" e "Flamingo" fecharam o concerto em grande, que nos deixou a ansear pelo próximo concerto da banda/artista. E também pela pergunta, para quando um convite para um dosn Grandes Festivais. Já está mais do que na altura.☆


Texto: Filipe Martins
Fotos: Carlos Ferreira



      

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

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