The Script e Ella Eyre no Altice Arena

Passados 3 anos depois do seu último concerto em Portugal, os The Script voltaram à Altice Arena para apresentar o seu 5° e novo álbum. O concerto do passado dia 23 de Março foi o escolhido para terminar a tour europeia e segundo Mark Sheehan, guitarrista da banda, quiseram guardar o melhor para o fim.

Para aquecer o público, antes da atuação principal, a artista escolhida desta vez foi Ella Eyre. Juntamente com a sua banda, Ella apareceu em palco com uma atitude extremamente positiva e fresca. A intérprete de 24 anos, num estilo entre o soul e pop, mostrou ao público a sua voz forte, e os seus passos dança juntamente com as suas duas acompanhantes vocais. Passou por temas como "Came Here For Love", "Good Times", "Deeper" e "Ego", sendo que nesta última apareceram a dançar de surpresa membros da equipa técnica dos The Script, para mostrar que também tinham aprendido algumas coreografias. E se para alguns a cantora era desconhecida, outros já sabiam as letras de cor e salteado, quanto mais não fosse por terem feito trabalho de casa. A atuação de Ella Eyre e a sua banda demorou aproximadamente meia hora e deixou o público pronto e bem aquecido para o concerto principal.

Quanto à banda mais esperada da noite, o seu concerto começou ao som de um áudio onde se podia ouvir várias pessoas a dizer o que liberdade significava para elas, uma vez que o novo álbum tem o nome de "Freedom Child". Entrou depois a banda em palco e começou o concerto com a já muito conhecida do público "Superheroes", seguida de "Rock The World" e "Paint The Town Green". O público, que foi aumentando ainda durante o início do concerto, estava em êxtase, o que levou a que Danny O'Donoghue, vocalista, dissesse aos fãs que não acreditava que ainda só tinham tocado três canções e que já estava uma atmosfera na sala que só costuma existir no fim dos concertos. Apesar de ser um concerto de apresentação do novo álbum, a banda irlandesa não deixou de tocar os hits mais antigos como “The Man Who Can’t Be Moved”, “Nothing” e “Breakeven”, que, mesmo com a não muito boa acústica da sala, meteram toda a gente a cantar e pareceram ter arrancado maior reacção do público do que algumas mais recentes. E, porque o novo álbum tem um carácter mais electrónico do que os anteriores, para fazer a ligação, a banda deu ainda um verdadeiro espectáculo visual, onde até o piano vertical tinha luzes a combinar com as dos ecrãs. Sendo um aventureiro, o cantor, a meio da intitulada “No Man Is An Island” foi buscar um barco insuflável e fez literalmente crowdsurfing dentro dele, navegando assim do palco até à parte de trás da sala. Também conhecidos pela sua boa relação e proximidade com os fãs, a banda de Danny O’Donoghue, Glen Power, Mark Sheehan, preparou algumas surpresas como aparecer no meio do público nas bancadas para tocar versões acústicas de algumas canções, nomeadamente “If You Ever Come Back” e “Never Seen Anything Quite Like You”. São de destacar ainda os agudos maravilhosos que o baterista Glen Power fornecia às músicas como apoio vocal, não só nesta parte mas no concerto todo. Após isto Danny andou ainda a passear nas bancadas laterais durante “The Energy Never Dies” fazendo muitos fãs contentes com high-fives e alguns abraços. Mas não é só a banda que planeia surpresas, e por isso, quando começou a tocar “Rain”, o primeiro single de “Freedom Child”, no meio do público vários chapéus-de-chuva foram-se abrindo e permanecendo assim até ao fim da canção, fazendo com que quem estava na plateia ficasse com a vista um pouco limitada, mas ainda assim era melhor do que a enorme quantidade de telemóveis que durante o espectáculo aparecia no ar. Para terminar a noite não houve música melhor do que “Hall Of Fame”, onde, na introdução, Danny fez um bonito discurso sobre a igualdade, e de como a música não julga ninguém, afirmando que, para eles, “Music is the one true religion”. A banda que conta já com 10 anos de existência procedeu depois a agradecer ao público pela noite fantástica e retirou-se com a sua frase de marca “We are The Script from Dublin, Ireland, and we’ll see you very very soon”. Além de Danny, Mark e Glen, a banda contou também com Benjamin Sargeant no baixo, e Luke Juby nos teclados.☆


Texto: Luisa Pereira
Fotos: Ana Pereira



      
      

Ella Eyre

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

The Script

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

+ Aftershows      

      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006