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After show

Scott Kelly no Porto
Scott Kelly
O nome só por si já justificaria a corrida à compra do bilhete, peso-pesado do metal progressivo norte-americano, fundador dos incontornáveis Neurosis, Shrinebuilder e Blood And Time, colaborador da banda Mastodont, Scott Kelly apresenta-se agora a solo.
Nele encontramos The Melvins, Hank Williams, Black Flag. Amebix. Kelly é um monstro musical, a carga emotiva que vem do fundo da sua voz grave, gravíssima, carrega muito de si e muito de nós. "The Wake", o seu segundo disco a solo, apenas ele e a sua guitarra acústica, é uma perfeita ode ao que de mais belo a música nos pode transmitir, entre nas palavras, sentir o coração a abater mais devagar, de uma forma silenciosa e inaudível para não perturbar o silêncio das canções.
"Still waters in me/ drown the figures in the fire / a last arisen god/ behind the walls of time/ bleeding an ocean/ that rises to the sky". A serenidade de "Figures" não é demasiado bela, nem demasiado distante, é o que é, e representa o cartão de visita do álbum, a respost certa ao que é necessário ouvir.
Texto e fotos: Ana Cancela

Passos Manuel, Porto
Nem muito nem pouco, o tema tem a medida certa e equilibrada e faz bem escutá-la, enquanto vemos as tatuadas mão de Kelly a repousar devagar na sua guitarra. E é hipnótico, de uma forma muito bonita, comprovado em todos os rostos estáticos, no silêncio pesadíssimo da sala do Passos Manuel e na ovação final, que enterneceu Kelly e o levou a afirmar, emocionado, que foi a primeira vez que foi aplaudido de pé.


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