Bandas/Discos | Crónicas | Livros | Eventos | DJ7 | Links | Apoios | Home


Mais Reportagens Fenther

After show

Super Bock Super Rock 2009

Porto

SBSR Porto - Golpe duro!
Após cancelamento dos Depeche Mode, Super Bock Super Rock Porto no Estádio do Bessa decorreu na noite marcada, com os The Gift e Xutos & Pontapés a preencher o vazio.

A presença dos Depeche Mode teria sido o momento chave para a edição portuense e a notícia do cancelamento por lesão de Dave Gahan marcou e arrasou a esperança do estádio do Bessa lotado. Sem cabeça de cartaz e à boa maneira portuguesa, com pouco mais de 24 horas de antecedência, apresentaram-se os The Gift e os Xutos & Pontapés para a festa.

Desilusão e revolta fizeram-se sentir nas primeiras horas do evento. Os Saopboax tocaram para a família e amigos, e era nítida a intenção da maioria dos portadores de bilhete: o dinheiro de volta ou uma viagem fora do programa à capital para o fim-de-semana seguinte.

MOTOR
O projecto da dupla francesa / norte-americana entrou em palco com a sol alto, e nem com a apresentação ao vivo do “Metal Machine”a plateia se animou. A energia em placo não faltou, a passividade de quem estava presente também. Sem dúvida uma apresentação que teria feito mais sentido com o cartaz completo e original.

PETER BJORN AND JOHN
Oriundos de Estocolmo e bem conhecidos pelo público português, os Peter Bjorn and John foram iguais a si próprios. Deixaram a "música do assobio” para fase final da apresentação, e mostraram que não é só desse êxito que vivem. Deram o sangue na interpretação do recente “Living Thing”, e contaram com a plateia mais composta. Mas foi no “Young Folks” que se fez sentir alguma agitação no público.

NOUVELLE VAGUE
Foi o grande momento da noite, com as interpretações femininas a deixarem todos rendidos ao ar singelo e atrevido de Melanie e Nadeah. A dupla proporcionou momentos de grande diversão, contemplação e admiração pela belas vozes que dão novas roupas a temas já conhecidos de todos. Apesar do recente “NV3”, viajaram pelo maravilhoso mundo Nouvelle Vague. “Road to Nowhere” abriu as hostes, seguiu-se “Ever Fallen in Love” com Melanie calma e concentrada no seu espaço, contrastando com a irreverência quase louca de Nadeah. Agarraram o público, e a partir desse momento foi sempre a crescer quer no palco quer na plateia. “Too Drunk to Fuck” foi um momento alto e de grande euforia.

THE GIFT
A banda de Alcobaça, os The Gift, sempre acarinhada pelo norte do país, fizeram questão de agradecer ao público por ter ido na mesma. Desfilaram os temas já conhecidos por todos, “Driving You Slow”, “11.33”, “Music”, “Ok! Do You Want Something Simple?”, “Question of Love” e o "So free" com sempre explosivo momento de theremin de Nuno Gonçalves . “Fácil de Entender” foi um dos pontos altos da actuação, mas na generalidade dos temas os The Gift contaram a participação de todos.

XUTOS & PONTAPÉS
A noite acabou com a banda de Rock em Português a desfilar os temas do último disco e a permitir bons momentos de reacção do público.

A noite acabou a saber a pouco, e com expectativas renovadas para o segundo acto no estádio do Restelo.



Lisboa

A edição do SBSR em Lisboa teve lugar no estádio do Restelo e começou com os portugueses Bettershell, vencedores do concurso de bandas SBSR Preload. A banda de São João da Madeira teve os seus primeiros 15 minutos de fama perante uma pequena plateia.

De seguida, subiram ao palco os The Walkmen. Estiveram pela primeira vez em Lisboa, no Super Bock em Stock, em Dezembro, no qual foram muito bem recebidos e, mais uma vez, verificou-se que o público português está atento ao seu trabalho. Com 9 anos de carreira, a banda trouxe nas suas malas temas do novo álbum You and Me, não esquecendo os álbuns anteriores, Bows And Arrows e A Hundred Miles Off. "In the New Year", "On the Water" e "Canadian Girl", “Postcards from Tiny Islands”, “I Lost You” e “The Rat”, foram algumas das músicas que a banda nova-iorquina nos trouxe, mostrando a sua veia rock independente.

Brandi Carlile é a senhora que se segue, sendo esta a quarta vez que vem a Portugal, mostrou o carinho que tem pelo nosso país, dizendo “I love your country, I love Lisbon, I love Portugal”. Com um novo álbum a ser editado entre nós em Outubro, Brandi trouxe alguns temas novos, mas foi com músicas do álbum The Story que o público mais mostrou o seu entusiasmo. Ainda houve tempo para covers do “Creep” dos Radiohead, "Folsom Prison Blues" de Johnny Cash e "Hallelujah", de Leonard Cohen. Escusado será dizer, que o momento mais aplaudido e cantado euforicamente foi com “The Story”, graças ao anúncio de uma conhecida marca de cerveja nacional, que por acaso era a principal patrocinadora do festival.

Os suecos Mando Diao vieram apresentar o seu quinto álbum Give Me Fire, editado no início deste ano. O seu rock explosivo já é conhecido entre o público português, depois da sua actuação no ano passado em Paredes de Coura. O entardecer trouxe mais gente para o recinto, que deu um outro ar ao concerto e ao festival. Tocaram temas como “Ochrasy”, “If I Don’t Live Today, I Might Be Here Tomorrow” dedicada a Michael Jackson, “Gloria” e “Give Me Fire”.

Num concerto de aproximadamente uma hora, Duffy apresentou Rockferry, o seu primeiro e único disco, com a sua voz quente e similar a uma cantora soul da década de 60. Aliás, quem olhasse para o palco teria como que uma viagem ao passado, pois tanto as roupas como as músicas em nada faziam lembrar este século. Todos os temas do seu único álbum foram tocados e cantados, tendo que salientar “Mercy”, pois parece que foi neste preciso momento que o público acordou e se juntou ao concerto.

O momento mais aguardado da noite e do festival, Killers sobem ao palco. Mas os fotógrafos não tiveram direito a presenciar este momento. Apenas o fotógrafo da banda. Esquisitices de bandas!
Valeu o concerto que foi muito muito bom e até o próprio Brandon Flowers se desculpou por não terem vindo mais cedo. Como até somos um público porreiro, desculpamos este precalço e saltamos e cantamos até doer os pulmões. Day And Age é o novo álbum e é com o tema “Human” que os Killers iniciam a sua viagem de 1h30, sensivelmente. Mas é com temas dos álbuns anteriores que o público mostrou que tem estado atento ao trabalho dos norte-americanos. “Somebody Told Me”, “For Reasons Unknow”, “Smile Like You Meant It”, “Spaceman”, “Read My Mind”, “Mr Brightside”, “All These Things That I’ve Done” e “When You Were Young” foram dos temas que mais incendiaram este concerto.

Foi um bom festival, com os seus altos e baixos, mas no final, todos saíram com um sorriso de orelha a orelha.

Texto: Rita Pereira
Fotos: Carla Tiga

Mais Reportagens Fenther