Super Bock Super Rock 2019

Lana del Rey
Super Bock Super Rock | 18.07.2019 | Texto: Carlos Tecedeiro Lopes

Contrariamente aos contos de fadas, na noite de 18 de julho a magia aconteceu depois de baterem as doze badaladas.
A multidão que enfrentou o caos do trânsito no acesso ao recinto do festival, horas de espera dentro do automóvel ou do autocarro, aguardava expectante o regresso da – outrora burguesinha suicida – femme fatale Lana del Rey. E não houve decepções.
O concerto começou com um ligeiro atraso, o que só aguçou a vontade e o desejo dos milhares reunidos em frente ao palco principal do festival Super Bock Super Rock 2019. Pelas 00h25, o palco tropicalmente decorado, com palmeiras e cadeiras de praia entre os instrumentos musicais, ilumina-se para a entrada apoteótica de Lana del Rey.
Vestida de preto, cabelo solto, sorriso contagiante, é assim que a musa da noite aparece para rejúbilo da imensa plateia. Born To Die e Cherry inauguram a cerimónia. Mas é com Pretty When You Cry que se dá o primeiro grande momento da noite: Lana e as suas lanettes, deitadas no palco à boca de cena, interpretam de forma majestosa e sensual o único tema de «UltraViolence», deixando todos de olhos vidrados nas imagens projectadas na tela de fundo.

Outros dois momentos de particular intensidade deram-se durante o refrão de Ride, quando a voz do público se manifestou bem audível no acompanhamento, e, inevitavelmente, em Video Games, com Lana del Rey esvoaçante num dos baloiços laterais, como quem se sente incapaz de conter a vontade de mergulhar no mar de braços que amparariam se ela saltasse…
Houve ainda espaço para uma homenagem à banda californiana Sublime, que na década de 90 obteve considerável sucesso, dando Lana e os músicos que a acompanham nova vida ao tema Doin’ Time.
O pico da euforia foi atingido na sequência Summertime Sadness e Off To The Races, com o público a medir forças com o som libertado pelas colunas. Em uníssono, “sssu-sssu-summertime, summertime sadness” fez-se ecoar por quilómetros, confundindo-se, certamente, com o marulhar dos preciosos pinheiros que envolvem o recinto.
A noite de sonhos viria a terminar com Venice Bitch, e com a descida da Lana até ao público onde se demorou alguns minutos entre abraços, beijos, selfies, autógrafos, e, sobretudo, proximidade. Lana deixou o palco com a promessa de voltar. E sabemos que a vai cumprir.

Alinhamento
Born To Die / Cherry / White Mustang / Pretty When You Cry / Blue Jeans / Mariners Apartment Complex / Change / Black Beauty / Young and Beautiful/ Ride / Video Games / Doin’ Time / National Anthem / Summertime Sadness / Off To The Races / Venice Bitch ☆

Fotos: © direitos reservados


      

    

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