Super Bock Super Rock 2018

E foi num ápice que chegámos ao terceiro e último dia do SuperBock SuperRock. De volta ao ambiente descontraído e a uma quantidade de pessoas tão pouco caótica, que permitiu a alguns dos polícias presentes tirarem 5 minutos do seu trabalho para se fotografarem uns aos outros junto ao letreiro do festival.
Chegando a tempo da segunda atuação do palco EDP, foi Baxter Dury e a sua banda quem se apresentou iniciando com o tema Isabel, talvez, quem sabe, por mencionar Portugal na letra. Com uma voz agradavelmente grave e de fato vestido, ninguém poderia prever os berros espontâneos ou os movimentos de dança aleatórios que iriam sair do vocalista em palco. O compositor do mais conhecido tema Miami, apesar de não ter um público tão entusiástico como ele, conseguiu ainda assim encantá-lo com um pouco da sua música de estilo eclético.
Do outro lado do recinto, para quem quisesse algo mesmo hardcore, havia os Sunflowers a mostrar o rock e a loucura que vem com ele colada. O dueto de Carlos de Jesus e Carol Brandão, juntamente com um terceiro amigo no baixo, conseguiram deixar o público quase tão fora de si como eles. Era a guitarra a bater no chão, a levar murros, a ir para o público, e era a baterista frustrada por não ter microfone, a cuspir depois a bebida que tinha na boca enquanto tocava ainda com mais força quando finalmente lhe arranjaram o tal microfone funcional. No palco LG desta vez, o rock esteve no ponto.
E no palco principal entretanto começara Stormzy, que é como quem diz que começou o aquecimento do seu DJ, DJ Tiiny, que disse que vinha preparar-nos para o concerto do seu parceiro. No entanto este aquecimento deixou o público um pouco desanimado quando chegou perto dos 10 minutos, veio-se depois a saber que a demora deu-se pelo facto de Stormzy ainda não ter chegado ao recinto do festival. Mas, passado esses 10 minutos, assim que o rapper apareceu em palco o público alegrou-se e tudo se passou normalmente.
Voltando para o exterior, no palco onde antes esteve Baxter Dury, veio depois Sevdaliza, de origem iraniana e germânica. Com vestuário e dança um pouco mais para o provocativo, a influência iraniana era evidente não só no canto, como na própria parte instrumental, ainda que com uma batida bastante forte.
E porque à pouco disse que o palco LG estava com o rock no ponto, a seguir, e para manter o nível, vieram os Keep Razors Sharp. Iniciaram o concerto com pouco público, estando a maior parte dele sentado, mas isso foi algo que mudou com o tempo, sendo que me atrevo a dizer que foi a banda portuguesa que mais público atraiu nestes 3 dias. Além do reportório normal tocaram também três temas do seu segundo álbum, agendado para Outubro, incluindo o mais recente single Always & Forever. A verdade é que as vozes dos dois vocalistas, Afonso Rodrigues e Luís Raimundo, soavam tão bem juntas e a energia vinda dos músicos era tanta, que a equipa da Fenther.net decidiu ficar até ao fim. Passámos portanto a oportunidade de assistir ao concerto de Benjamin Clementine, que até nos trouxe um dueto com a Ana Moura. Contudo, podemos dizer que valeu a pena, afinal de contas, Keep Razors Sharp é uma das melhores bandas a nível nacional, ou não fossem eles a chamada "superbanda".
Seguiu-se então o concerto dos The The, uma banda que existe desde 1979 e que esteve parada entre 2003 e 2017. E sem dúvida foram eles também um chamariz para este último dia, foi fácil perceber isso não só pelo público no concerto e pela sua resposta à música, como pela quantidade de pessoas que vestiam?t-shirts da banda.
E porque os Keep Razors Sharp nos "impediram" de ver a primeira parte de La Fura Dels Baus, a segunda, apesar de diferente, não nos escapou. E finalmente, depois de 3 dias a entrar e a sair do Altice Arena, foi possível perceber porque razão estava pendurada uma marioneta gigante em cima da plateia em pé. Enquanto o boneco luminoso chegava ao chão para que a cantora se pudesse nele pendurar, o círculo de pessoas à volta dele aumentava cada vez mais, tal como a curiosidade na sala. A música tocava, a senhora agarrada à figura cantava, e a marioneta iluminada era mexida por membros da companhia catalã, dando a impressão de que estava a andar.
Mas tudo ficou ainda mais fantástico quando, em seguida, um conjunto de pessoas vestidas de branco, vindas do Chapitô, subiram também às alturas e formaram uma espécie de rede humana. Ao longo da música efectuaram uma coreografia que consistia em padrões e movimentos simples que no ar ficaram simplesmente fantásticos e deixaram toda a gente muito satisfeita, quanto mais não fosse pelos confettis que libertaram no fim do espectáculo.
E chegando ao último concerto da noite, tudo correu um pouco ao contrário do esperado. Julian Casablancas & The Voidz sobem ao palco da Altice Arena e o público faz o seu trabalho e grita entusiasmado, mas não foi bem o que aconteceu o concerto todo. No meio daquela voz característica do ex-vocalista dos Strokes, das guitarras fortes e teclados supostamente um algo hipnóticos, o som não estava a agradar. Já se sabe que a acústica do Altice Arena não foi propriamente feita a pensar em concertos, mas sim em convenções e eventos desse género. Se para além disso adicionarmos o facto do som ter estado demasiado alto, torna-se compreensível que as pessoas tenham começado a sair ao fim de não muito tempo.
Ainda assim as pessoas não tinham ido embora do festival, estavam todas simplesmente no exterior, a conversar e a beber qualquer coisa, até porque SuperBock SuperRock também é convívio. E quem sabe se não estavam todos à espera que começasse o palco Somersby, da eletrónica, para ir dançar um pouco? O que é certo é que a 24ª edição está feita, e esperamos que os erros deste ano sirvam para melhorar a próxima. Contudo, há que não deixar os erros apagarem o que de bom aconteceu, porque os erros acontecem a todos e independentemente de qualquer coisa, o SuperBock SuperRock continua a dar-nos boa música. Até para o ano!




Texto: Luisa Pereira
Fotos: Ana Pereira

    

Super Bock Super Rock 2018    

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Baxter Dury    

    Baxter Dury

    
Baxter Dury    

    Baxter Dury

    
Baxter Dury    

    Baxter Dury

    
Sunflowers    

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Sunflowers    

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Stormzy    

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Sevdaliza    

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Sevdaliza    

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Keep Razors Sharp    

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The The    

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La Fura Dels Baus    

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Pop Dell' Arte    

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Julian Casablanca & The Voidz    

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