SBSR 2107 - Dia 2

Nos dias 13, 14 e 15 de Julho decorreu a 23ª edição do, já mítico, SuperBock SuperRock de volta ao parque das nações pelo 2º ano.

Dia 14:
O segundo dia do festival foi dedicado maioritariamente ao hip-hop. Rocker me confesso e assumo que foi o dia em que me senti “peixe fora de agua”. O ambiente que se vivia era muito diferente do de ontem, em que claramente os Red Hot Chili Peppers foram do motivo da maior parte da afluência ao festival. 
Com um publico muito mais novo e disperso pelos vários palcos de uma forma homogénea, não senti que nenhuma banda se destacasse, na preferência de por quem lá andava, de forma notória.
No palco EDP tocou a “nova” estrela do hip-hop português Slow J, que com uma audiência bem composta, cantou, brincou e deu um bom concerto. Fez questão de descansar quem o ouvia pela primeira vez: “Se estiverem confusos, a pensar se isto é hip-hop, se isto é rock, não se preocupem. Isto vai correr bem!” e a verdade é que o homem que aparentemente não embarca em rótulos musicais, justificou a consagração de que é alvo, com uma segurança em palco e em mudanças de ritmo que poucos conseguem…O feedback foi tão bom que já é a primeira confirmação do SuperBock SuperBock 2018, desta feita no palco principal.
Os The Gift actuaram no Meo arena pouco depois, um concerto com a presença gigante da Sónia Tavares que não esmoreceu perante tão pouca audiência,a sala estava muito longe de estar meio cheia… Vieram apresentar o novo álbum, lançado em Abril deste ano, Altar, e talvez na ânsia de apresentar este novo trabalho foram pouco inteligentes na escolha do alinhamento que só contou com duas musicas já decoradas e cantadas pelo publico vezes sem conta… O novo álbum é muito bom, mas ainda pouco conhecido e isso não jogou a favor deles apesar dos esforços em palco.
De seguida, ainda no Meo Arena, foi a vez de subirem ao palco os London Grammar, e tal como os The Gift, totalmente deslocados no cartaz deste dia. 
Mas talvez por ser a sua estreia em terras lusas o numero de pessoas a assistir aumentou substancialmente, apesar de não terem enchido a sala. Trouxeram-nos um concerto simples e bonito, sem grandes produções (só com uma tela atrás a passar imagens etereas ) e apenas alicerçado nos músicos em palco. É fácil embarcarmos e deixarmo-nos encantar pela voz harmoniosa de Hannah Reid, essa mesma voz que conseguiu dar a volta a questão da pouca audiência e que deslumbrou todos que lá estavam. Foi, para mim, sem sombra de duvida o concerto da noite.
Os Lingua Franca actuavam no palco EDP pouco depois, e apesar de esta não ser de todo a minha praia, sou curiosa e estou aberta a novas sonoridades e boas actuações em palco. E foi isso mesmo que os Língua Franca me proporcionaram, um bom espectáculo ao vivo com uma sonoridade que não adoro, mas muito bem executada. Língua Franca são um grupo de rappers portugueses ( Valete e Capicua ) e brasileiros ( Emicida e Rael ), os quatro alternaram-se em palco, por vezes a solo, outras em dueto e gostei particularmente da questão pertinente lançada para o ar por Valete “ Somos mais iguais que diferentes”… “ Tudo começa com a porra de um sonho!”, tenho pena que a esta altura do campeonato já grande parte das pessoas tivesse rumado ao Meo Arena para ver Future.
Future… tenho dificuldade em descrever o que assisti aqui, não foi um concerto… foi uma coisa estranha que talvez se possa apelidar de dj set, de performance ( muito má, por sinal… ) ou de apenas aparecer em palco e esperar ( com alguma razão, pelo que assisti… ) que a multidão entre em delírio e faça o resto do trabalho… O som estava penosamente alto e faltou musica, faltou emoção, faltou o fabricar de memórias para levarmos para casa. Foi demasiado mau...

Texto: Carla Francisco
Fotos: Ana Pereira



      

      

SBSR 2017

    

Slow J

    

NBC


    

    

    

Octa Push

    

Aku Naru

    

    


Lingua Franca

    

    


    

    

The Gift

    

    

    

    

    

    


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