SBSR 2107 - Dia 1

Nos dias 13, 14 e 15 de Julho decorreu a 23ª edição do, já mítico, SuperBock SuperRock de volta ao parque das nações pelo 2º ano.

Dia 13:
O festival faz (quase) todas as suas grandes apostas no 1º dia com nomes sonantes e um cartaz coeso.
O palco EDP, dedicado a uma musica mais alternativa ou com bandas cuja expressão ainda não é suficiente para justificar o palco principal ( o Meo Arena ), arranca com Alexander Search, projecto dedicado aos heterónimos de Fernando Pessoa e cujo vocalista é o novo menino bonito de Portugal: o Salvador Sobral que garantiu casa cheia, nesta abertura. 
Por este palco passaram também os Boogarins, com um espectáculo simples, uma presença em palco bem disposta e muita animação. 
Aos poucos o palco EDP ia entrando num crescente sonoro com The Orwells, as suas guitarras e uma presença em palco que só o vocalista Mario Cuomo consegue ter, ora provocando a plateia, ora contorcendo-se de uma forma que faz lembrar Jagger e por vezes Iggy Pop, provando-nos que o Rock está vivo e muito bem de saúde.
O The Lengedary Tigerman, aproveitou o festival para apresentar o novo álbum: Misfit, que só estará disponível para venda em Janeiro, permitindo assim a quem por ali andava ouvir em primeira mão as suas novas musicas, sendo na sua presença em palco igual a si mesmo, viva, aguerrida e sem papas na língua, tendo inclusive expressado um desejo a todos que o ouviam: “ Espero que consigam dançar, Ou acasalar, talvez atrás de uma barraca de cerveja? ou num corredor, ou no elevador… ou nos vulcões da Expo?!?”. O que é certo é que ficou a curiosidade de ouvir Misfit com uns ouvidos mais atentos.
No Palco Lg, acontecia apenas e “só” musica portuguesa, e a verdade é que cada vez mais, temos projectos fantásticos a serem criados e muita qualidade musical.
O Manuel Fúria e os Náufragos são disso mesmo um exemplo. O Manuel Fúria desde sempre foi um embaixador da musica portuguesa e este seu projecto é só mais uma confirmação disso mesmo. E apesar deste palco ser o mais pequenino do festival, durante este primeiro dia, esteve sempre bem composto e os músicos que ali actuaram nunca se sentiram sozinhos.
E finalmente o momento esperado ( por muitos há 11 anos, por outros há ainda mais e por alguns há uma vida… ) da noite. A quantidade de t-shirts dos Red Hot Chlli Peppers que circulavam pelo recinto do festival, representavam bem o motivo da presença da maior parte das pessoas naquele espaço… A ansiedade que se fez sentir ao longo do dia era quase palpável…
Confesso que nunca tinha visto o Meo Arena assim… Provavelmente não caberia nem mais uma agulha naquela sala, e quando estes monstros do espectáculo entraram em palco, achei que o Meo Arena vinha abaixo!!!!
Foi um concerto de uma vida, para muitos, que nunca os tinham visto e o recordar de uma adolescência com todas as suas questões e rebeldias para outros tantos!!!
Com um alinhamento inteligente, que saltitou entre os clássicos e o ultimo álbum The Getaway, conseguiram manter um Meo Arena ao rubro durante hora e meia, em que agradeceram a presença de quem lá estava a homenagear a musica com eles e como os eternos miúdos rebeldes da musica que sempre foram não deixaram que ninguém parasse para recuperar o fôlego e a hora e meia passou, demasiado rápido para todos os que ali assistiam à magia a acontecer em palco… Mas no fim, ainda houve tempo de desejar um bom regresso a casa a todos os que se reuniram ali para os ver!☆

Foi um final perfeito de primeiro dia de festival!

Texto: Carla Francisco
Fotos: Ana Pereira


      

      

SBSR 2017

    

Minta & the Brook Trout

    



The Orwells

    

    

    

Manuel Fúria

    

Kevin Morby

    

    


Capitão Fausto

    

    


Throes +The Shine

    

    

    

    

The New Power Generation

    

    

    

    

The Legendary Tigerman

    

    

    

    

    


+ Aftershows      

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