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After show

Russian Circles no Porto
Foi um Plano B esgotado aquele que recebeu, a meio da semana, o trio norte-americano Russian Circles.
Reconhecidos pelas sucessivas sobreposições sonoras distorcidas pelos pedais e um extenso uso de sampling, os Russian Circles apresentam-nos Geneva. Este é o seu mais recente trabalho, editado em Outubro do ano passado pela Suicide Squeeze Records.
A música ouve-se sem voz, a guitarra sobrepõe-se ao baixo, a bateria a ambos.
Desde 2004 que o trio de Chicago (Mike Sullivan, Dave Turncrantz e Brian Cook) brinca elegantemente com a natureza metal da banda elevando-a a um género de rock cada vez mais progressivo, delicadamente inócuo, apesar da fórmula simples de guitarra, baixo e bateria. E as comparações surgem e algumas demasiado evidentes, encontramos as melodias de Mogwai, o tom apaixonado de Mono, a precisão militar dos riffs dos Explosions in the Sky ou o compasso arrastado de Down.
Instrumentalmente oferecem-nos durante mais de uma hora, um ambiente contemplativo pontuado de puras e incisivas rajadas eléctricas, raramente caindo na eventual monotonia do pós-rock e vagueando antes pela combinação de riffs de metal com uma bateria desenvolvendo-se mais crua e brutal.
Texto e Fotos: Ana Cancela

Situados na linha ténue que divide o metal do rock mais erudito, a banda subverte a guitarra em momentos de longa e dura distorção.




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