Rock in Rio Lisboa 2018 - dia 23

Muse num concerto electrizante! Pela terceira vez, os Muse pisaram o Palco Mundo do Rock in Rio e voltaram a conquistar. Pelo que se assistiu percebe-se que não esgotaram a capacidade de surpreender em palco. Com um espetáculo graficamente imponente, os Muse trouxeram, à Bela Vista temas do seu último álbum – Drones, e ainda grandes hits como “Time is Running Out”, “Mercy”, “Supermassive Black Hole”, entre muitos outros.
O vocalista Matthew Bellamy provou a mestria com que domina a guitarra elétrica e tocou de forma exímia. De joelhos, de costas ou até com a língua mantém os riffs a soar no ar, com toda a energia. A componente que mais brilho e colorido dá aos concertos também integrou este concerto, com balões gigantes a pular sobre o público em “Starlight” e fumo, confettis e fitinhas a subir no ar, disparados da frente de palco em “Mercy”. Despediram-se num pequeno encore com “Take a Bow”, “Uprising” e “Knights of Cydonia”.
Antes, os Bastille com o estilo indie rock e alternativo, trouxeram o seu último albúm, wild world e Dan Smith, o vocalista ainda deixou a piada “Se nunca ouviram, façam de conta que conhecem!”. Pelo meio, uma viagem aos anos 90, com uma versão do dançável “Rhythm is a Dancer”.
O Rock in Rio investiu, este ano, em novas experiências no contexto das plataformas digitais, indo ao encontro dos interesses do público mais jovem. Assim, durante a tarde, a grande concentração de pessoas, fez-se pela Pop District onde, de forma natural e descontraída as pessoas foram tirando fotografias com os seus artistas preferidos.
A experiência de levar o brinde, de registar o momento, de interagir de forma direta com quem acompanham através do ecrã faz agora parte deste festival e há quem opte por jogar, de forma física, jogos que habitualmente dominam com as pontas dos dedos.
As sombras foram muito procuradas durante a tarde e a animação foi grande nas Pool Parties, junto ao palco do Music Valley.
Diogo Piçarra juntou os mais jovens e segurou-os com os seus temas pop mais conhecidos, como “Já Não Falamos”, “Tu e Eu” ou “Dialeto”. Fez ainda uma homenagem a Zé Pedro, com uma versão de “Homem do Leme”. A emoção voltou a este palco com o dueto com o fadista Marco Rodrigues, tema que Diogo compôs, em “Tempo”.
Neste palco, pisaram depois as Haim. As três irmãs americanas – Este Haim (baixo), Danielle Haim (guitarra e bateria) e Alana Haim (guitarra e teclado) fizeram soar o seu rock. Passaram por temas dos seus dois álbuns Days Are Gone e Something to Tell You.
A Rock Street, nesta edição, promove um encontro com a cultura africana. Tabanka Djaz, revelou o “orgulho de representar a Guiné Bissau” e mais concretamente, o género musical Gumbé. Muitos procuraram, mais tarde, a atuação de um dos mais conhecidos timbres de África: Bonga. Este foi um momento familiar, em que se tornou comum, a qualquer faixa etária, a vontade de dançar.
Carolina Deslandes preparou um concerto especial para o Music Valley e mostrou-se muito feliz, durante a sua atuação. Teve um conjunto de cordas em palco e um ilustrador a desenhar a tela de fundo, durante a sua atuação. Falou sobre cada uma das suas músicas. Introduziu “Mountains” como o tema que fala sobre a amizade e pôs todos a cantar com ela. O primeiro convidado era, para ela óbvio “achei que fazia sentido, já fiz músicas com ele, filhos com ele…” e durante a atuação conjunta, com Clemente, deram provas de grande cumplicidade. Maro, foi outra convidada, que marca também presença no seu mais recente trabalho, Casa.
Os anos 90 é chamada recorrente neste Rock in Rio e Carolina Deslandes trouxe um medley especial que passou por Britney Spears (“Oops I Did it Again”), Da Weasel (“Nunca me Deixes”) e Ornatos Violeta (Ouvi Dizer). “Avião de Papel”, que conta com a participação especial de Rui Veloso, foi uma das canções mais participadas.


      

    

Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Diogo Piçarra    

    Diogo Piçarra

    
Streetdance e Bootcamp    

    EDP Rock Street

    
EDP Rock Street    

    EDP Rock Street

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Bastille    

    Bastille

    
Bonga    

    Bonga

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Moulinex    

    Carolina Deslandes

    
Carolina Deslandes    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Muse    

    Muse

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018






Rock in Rio Lisboa 2018 - dia 24

Foi, até à data, o único dia com lotação esgotada no Rock in Rio!
Cabeça de cartaz,Bruno Mars conhece bem a receita de como é que se faz um grande espetáculo de música pop! Inclui melodias fortes, rimas a deitar a mão ao coração, equilíbrio de voz e dança, sentido de humor e uma grande produção de luzes completada por uma dose generosa de pirotecnia. À hora de início do concerto de Bruno Mars o recinto era um mar de gente. A massa compacta de pessoas que se estendia pelo Parque da Bela Vista foi-se mostrando, ao longo do dia, disponível para cantar, dançar e vibrar ao som de boa batida. Os concertos anteriores foram muito participados, com o público a reagir de forma calorosa. Bruno Mars não teve assim dificuldades em continuar a festa na hora e meia seguinte.
Mesmo quem conhecia só os temas mais badalados, deixou-se conquistar pela sedução do músico. Os lasers, explosões de fogo de artifício constantes ao longo de todo o espetáculo e a chuva de confettis completaram uma atuação cheia de vigor. Há talento na forma como canta, toca ou dança. O palco é simples e a banda – os Hooligans – segue-o, como a uma sombra. Ao contrario do que é habitual, esta banda não se distribui em posições mais ou menos fixas ao longo da atuação. Tocam e dançam, numa coreografia liderada por Mars. Cada nota corresponde a um movimento e percebe-se que há pouco espaço para o improviso. Ainda assim, há momentos chave bem ensaiados que resultam ao vivo, levando o público à loucura. “Eu quero você meu amor” canta, na língua portuguesa, ao telefone. O público responde-lhe com gritos de loucura, mais ainda quando é o próprio a pedir mais barulho, ao baixar a intensidade das luzes e do volume do som.
Trouxe os êxitos mais esperados, como “That’s What I like”, “Versace”, “When I Was Your Man” e “Just the Way You Are”. O público vibrou a cada rodopio e saltou (ver todo o Parque da Bela Vista a saltar é único). Há momentos em que relembramos a genialidade de Prince ou de Michael Jackson, mas Bruno Mars faz-nos acreditar que está disposto a fazer tudo para garantir que demos por bem entregue o tempo (e dinheiro) aqui despendido. Foi com “Uptown Funk” que fechou a noite, já em encore, com todo o Rock in Rio a dançar.
Antes, no palco mundo, atuou Demi Lovato. A cantora, atriz e compositora norte-americana, conhecida por ter integrado alguns produtos da Disney veio apresentar temas do mais recente trabalho Tell Me You Love Me.
Neste concerto o grande destaque foi para o desempenho vocal da cantora, bem conhecida dos presentes, que a acompanharam em alguns momentos. A sua atuação incluiu algumas covers de outros artistas. Foi o caso de ” No Promises” de Cheat Codes, “Échame la Culpa” de Luis Fonsi e “Solo” de Clean Bandit. Estabeleceu um laço forte com o público, em “Sorry Not Sorry“ e concluiu a sua atuação com a música “Sober”, ao piano. A cantora acabou por se emocionar, com este tema em que aborda problemas pessoais e acabou por abandonar o palco sem de despedir, para surpresa do público.
O fenómeno Anitta trouxe o funk brasileiro para o palco mundo. Acompanhada por um corpo de baile formatado para chocar, a artista brasileira entrou no palco vestida de Carmen Miranda com um vestido vistoso, de lantejoulas douradas. Cedo se desfez das amarras têxteis e de forma livre e apresentou o “Show das Poderosas” aos portugueses. Houve quem não conseguisse descolar os olhos do ecrã, mas a verdade é que a maioria das pessoas sabia as letras das musicas e cantava de voz aberta.
Antes, e a tentar fintar o sol abrasador da tarde, o publico espalhou-se por esta encosta da Bela Vista, music valley, para assisitir a Língua Franca. O projeto de Emicida, Capicua, Rael e Valete atuou sem este último elemento, mas com uma convidada especial, Sara Tavares que acabou por conduzir o ritmo para fronteiras mais quentes.
O português Agir abriu o Palco Mundo no segundo dia do evento e conseguiu, fechar o concerto com um mar de gente a cantar os seus temas. Pelo meio, deixa piropos “as miúdas do rock in rio são bonitas naturalmente” em jeito de introdução a “Make Up”. Houve um momento de terna amizade, ao convidar Carolina Deslandes a subir ao palco para o acompanhar em “Mountains”. E ainda a emoção a transbordar com um pedido de casamento de dois elementos do público antes de “Como Ela é Bela”.




























































































    
Agir    

    Agir

    
Anita    

    Anita

    
Lingua Franca    

    Lingua Franca

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Rock in Rio Lisboa 2018

    
Pool Party    

    Pool Party

    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Demi Lovato






Rock in Rio Lisboa 2018 - dia 29

Fala-se em Zé Pedro e a chuva aparece, este foi um dia em que o rock foi abençoado! O público tornou-se uma massa homogénea de impermeáveis, abrigados sob sofás vermelhos. Despedidos da sua função, os mais cobiçados brindes do festival passaram a cobrir cabeças. Mas nem a chuva demoveu a emoção com que se viveram os concertos de James, The Killers, Chemical Brothers e a homenagem a Zé Pedro.
“Rock molhado, rock abençoado”, terá sido o mote do dia. As deslocações tornaram-se mais difíceis, com o chão enlameado. Os poucos abrigos disponíveis pelo recinto foram muito requisitados, em especial nas pausas do palco mundo, quando a chuva caiu mais intensa.
Chovia quando os James entraram em palco. Alguns problemas de som pareceram também não atrapalhar nem os músicos nem o público, ávido por assistir à banda, conhecida pelas suas performances emotivas.
Os James estão a preparar um novo trabalho, Living in Extraordinary Times. Mostraram as novidades, com mensagens políticas para Donald Trump, mas sabem exatamente quais os temas que o público quer ouvir. E assim, depois do arranque abriram os braços à memória com “Sit Down” e “Frustration”. Tim Booth, o vocalista, ignora sistematicamente as barreiras de segurança e passeia e mergulha na multidão ao longo do concerto.
Ao regressar ao palco, deixa uma critica, à qual junta uma reflexão. Afirma que viu muitos telemóveis e pergunta “querem viver o momento ou a memória?”. Diz que ao olhar para as pessoas quer-lhes ver a alma e não pixels (alusão ao tema “Sometimes”, que tocam mais à frente).
A proximidade da banda a Portugal já é conhecida, e deixam evidências ao longo do concerto. Andy Diagram, o trompetista, usa uma camisola da seleção nacional e são várias as vezes em que se dirigem ao público na língua de Camões. Dedicam “Moving On” a quem perdeu alguém recentemente e terminam a festa com “Getting Away With It” e “Laid”. Pelo meio, Tim Both promove momentos de grande emoção, junto ao público com “Sometimes”. Junta um contacto visual intenso a um toque na mão e deixa as fãs em lágrimas. Uma certeza: com mais de três décadas de carreira, continuam a ser uma das bandas mais inspiradoras, em especial, nos seus espetáculos ao vivo. O concerto fez-se de clássicos que todos continuam a saber cantar.
O concerto dos Xutos & Pontapés, com homenagem a Zé Pedro, o guitarrista recentemente falecido, foi um dos momentos muito aguardados da noite. Todos os portugueses têm uma guitarra na alma, pronta a sair do saco, para acompanhar Xutos. E ainda que não tenha sido um dos concertos mais extraordinários da banda, foi um momento de celebração bonito. Percebe-se que a banda vai continuar e esta perda vai passar a fazer parte deste novo ciclo dos Xutos & Pontapés. Para já, a banda não substituiu o guitarrista e fez novos arranjos nas músicas, de forma a tocar sem a presença de uma das estrelas do rock português.
O alinhamento contou com alguns momentos chave como “À Minha Maneira”, “Chuva Dissolvente”, “Avé Maria”, “Circo de Feras”, “Não Sou o Único” ou “Remar Remar”. “Fim do Mundo”, o mais recente single, também integrou o alinhamento, desta banda que tem conseguido manter o interesse e a admiração do público, ao longo da carreira. Ao contrário da maioria das bandas portuguesas que vão tendo os seus momentos de popularidade, aqui as gerações sucedem-se e continuam a acompanhar o seu trabalho. A banda vai editando novas músicas que todas as pessoas cantam.
Imagens do Presidente da República a abanar a cabeça, ao ritmo da música, foram surgindo no ecrã, intercaladas com as dos Xutos. Marcelo Rebelo de Sousa apoiou esta homenagem. Juntaram-se-lhe outras figuras públicas em palco, o Primeiro Ministro António Costa, o Presidente da Assembleia da República António Ferro Rodrigues e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Fernando Medina.
A banda trouxe imagens de Zé Pedro num concerto no Estádio do Restelo, a abrir “O Homem do Leme”. O momento mais emotivo fez-se debaixo de chuva torrencial, com muitos convidados em palco, a cantar “A Casinha”.
Os The Killers arrasaram em palco. O concerto celebrou o mais recente trabalho, “Wonderful Wonderful” lançado em setembro de 2017, mas integrou hits que marcaram esta década e meia de carreira.
O quarteto de Las Vegas abriu com “The Man” e depois deixou logo o público aos saltos com os conhecidos “Somebody Told Me” e “Spaceman”. Há uma produção grande de luzes, que impressiona. A encenação é uma constante, desde os ecrãs à própria postura da figura de frente dos The Killers.
O vocalista e teclista Brandon Flowers é um fenómeno de popularidade e, ao vivo, constrói os temas de forma interativa, com a colaboração do público. Ao longo do concerto, houve muitos momentos de “ora canto eu, ora cantam vocês” e vai esticando o microfone na direção da grande plateia humana que vibra em crescendo. “Dustland”, “Runaways” e “Read My Mind” foram outros desses grandes momentos. A música dos The Killers é feita de grandes refrões que encontra, no Rock in Rio, uma espécie de habitat natural para se expandir e brilhar.
Foi quase uma hora e meia, de concerto, que fechou com “Human” e “Mr Brightside”.
Os Chemical Brothers fecharam o palco mundo, com a sua música eletronica. A banda tem vindo a redefinir este tipo de música tocado ao vivo, evidenciando uma componente humana. A componente audiovisual é forte e proporciona um outro espectáculo ao público, que vibra com o ritmo da batida, mas também com as imagens futuristas. “Hey Boy Hey Girl”, “Galvanize”, “Star Guitar” e “Go” fizeram parte da noite.
No palco Music Valley, Manel Cruz veio mostrar o novo impulso que está a dar à sua carreira, a solo. Mostrou um pouco do novo trabalho, a editar em setembro. “Cães e Ossos” é o novo single de Manel Cruz, que dá nome ao disco de estreia a solo do ex-vocalista dos Ornatos Violeta, Pluto, Foge Foge Bandido e Supernada. O cantor e compositor, natural do Porto, fez-se acompanhar por António Serginho (percussão), Eduardo Silva (baixo, voz) e Nico Tricot (teclado, voz).
Capitão Fausto conseguiram criar uma identidade própria, que vieram mostrar a este palco. O músico Luis Severo foi convidado a juntar-se à banda em palco.
A noite neste palco continuou com Revenge of the 90’s, a festa que começou no início do ano, com um evento para 500 pessoas. Tem vindo a conquistar seguidores, com iniciativas cada vez maiores – vai andar em digressão pelo país durante o verão – e chegou ao Rock in Rio. Este é um dos fenómenos do mercado da nostalgia que se tem revelado uma aposta de sucesso. Haddaway a banda da Califórnia, Crazy Town e os bem portugueses e Ena Pá 2000 juntaram-se à festa.





































































































































































    
Rockstreet Parada    

    Manel Cruz

    
Capitão Fausto    

    Capitão Fausto

    
James    

    James

    
Xutos & Pontapés    

    Xutos & Pontapés

    
The Killers    

    Ena Pá 2000


The Chemical Brothers    





Rock in Rio Lisboa 2018 - dia 30

No último dia desta edição do Rock In Rio, o Sol voltou a brilhar e as senhoras dominaram o palco mundo. Hailee Steinfeld, Ivete Sangalo, Jessie J e Katy Perry trouxeram muita alegria.
Foi um dia dividido a meio, pela transmissão do jogo do campeonato mundial de futebol. Havia, por isso, um colorido diferente na massa de pessoas, proveniente das camisolas vermelhas de apoio à seleção nacional. Um alinhamento mais pop chamou muitas famílias à cidade do rock. Cedo se estenderam as filas pelo recinto, para participar nas experiências proporcionadas nas marcas presentes no Rock in Rio.
Hailee Steinfeld, a cantora e atriz norte-americana abriu o palco mundo. Acompanhada de um corpo de bailarinos, a superstar apresentou os seus maiores êxitos, que têm captado, principalmente, um público muito jovem. Foi com “Love Myself”, um dos seus cartões de apresentação, que abriu o concerto. A cantora tem acompanhado a digressão de Kate Perry – a fazer a primeira parte – e chegou aqui a um público mais vasto. Com a timidez da juventude, foi agradecendo o carinho e distribuindo muitos sorrisos. O tema “Capital Letters” que faz parte da banda sonora original do sucesso de bilheteira Fifty Shades Freed, “Starving” e “Let Me Go” (tema produzido pelo DJ e produtor Alesso) foram algumas das canções que trouxe. No EDP Rock Street, Selma Uamusse trouxe as suas raízes de Moçambique. Sempre em interação com o público, a cantora explicou algumas das tradições e envolveu os presentes nas cores quentes das capulanas.A fechar, a ousadia uma de dança para a qual convidou os músicos. Uma energia tribal única, num recinto tão universal como é o do Rock in Rio.
Num horário ajustado à transmissão de futebol, Carlão subiu ao palco do Music Valley. Com o sol ainda alto, teve de chamar várias vezes o público para se juntarem à festa. Acabou por ser a própria musica a falar mais alto e a preencher este lado do recinto, à medida que o concerto avançou. O cantor aproveitou a ocasião para desvendar alguns dos seus novos temas. A estreia fez-se à entrada com um dos novos de Entretenimento, o álbum que tem data de lançamento previsto para setembro. Este trabalho conta com a participação de convidados como Slow J, António Zambujo e Manel Cruz, entre outros. Ao Rock in Rio, Carlão trouxe Slow J. “Contigo”, o avanço deste novo trabalho, foi um temas que mais gente chamou para a frente de palco. Ainda com esperança na seleção de Portugal, Carlão trouxe a indumentária adequada. Mostrou-se visivelmente feliz, com a presença da família na plateia.
Também em horário antecipado, como entrada marcada, no palco mundo às 17h45, Ivete Sangalo voltou a “tirar o pé do chão” no Rock in Rio Lisboa. Presença assídua, desde a primeira edição, espalhou alegria. A festa começou com confeties no ar, ao som de “O Farol”. As canções são sobejamente conhecidas e o ritmo contagiante. Sempre a pular, o público canta e dança. Ivete não se cansa de agradecer. Na sua interpretação, percorre todo o espaço do palco e incentiva as pessoas a acompanha-la. Traz novas músicas e ensina os refrães, de forma a integrar melhor os admiradores nesta espetáculo. Trouxe uma surpresa absoluta, o que ela chamou de “inspiração”, a sua colega da Bahia Daniela Mercury. Depois da pausa, e da desilusão, com a derrota de Portugal, o Rock in Rio voltou à música com Jessie J no palco principal. A escultural cantora entrou com a bandeira de Portugal. E com esse gesto, conduziu as emoções para a música e para um espetáculo cheio de energia. Trouxe temas do seu mais recente trabalho R.O.S.E . Um acrónimo para realizations (realizações), obsessions (obsesses), sex (sexo) e empowerment (capacitação). Uma espécie de resumo daquilo que é uma mulher. Todos estes tópicos são explorados nas suas músicas. Ao vivo, Jessie J complementa com o seu lado mais humano. Tem uma palavra para todos, cria grande proximidade com as pessoas, ao partilhar pequenos momentos da sua vida e da sua experiência enquanto compositora. Ficou a atuação com os temas fortes: “Bang Bang” e “Price Tag”. Também com muita dança, mas mais hardcore, Blaya agitou o Music Valley. Com coreografias vibrantes, muita mensagem crua e sem subtilezas, a cantora conquistou a plateia que ficou aos pulos. O hino deste verão “Faz Gostoso” entrou em dose dupla e a loucura instalou-se quando Blaya recuperou, num medley, alguns dos temas dos Buraka Som Sistema. Esta festa, teve ainda um voluntário em palco, uma “bicha louca” que encenou uma dança muito peculiar, que deixou o público perdido de riso. Uma atuação inesquecível!
Pela primeira vez no Rock in Rio Lisboa, Katy Perry trouxe à Cidade do Rock a sua digressão mais recente álbum Witness. Uma grande produção, que raras vezes se encontra integrada num festival, pela quantidade de adereços e cenários que compõem este espetáculo. A cada três músicas, a cantora mudou de roupa, e o cenário reinventou-se. Sempre com um denominador comum. A pop, a cor, a festa.
A artista vai estabelecendo uma comunicação segura com o público. Depois de algumas novidades, pergunta se querem ouvir alguns dos temas preferidos. E sim, ainda que entontecidos pelos cenários ofuscastes, onde não faltam bailarinos a fazer acrobacias, o público também quer as músicas que sabe de cor. “Chained To The Rhythm”, o principal single deste álbum de estúdio, é uma dessas preferências.
Estabelece uma proximidade ainda maior ao partilhar que o seu bisavô é açoreano. “Sinto-me um pouco como vocês”reforça a ligação. “Teenage Dream”, “Hot n Cold”, “California Girls” e “I Kissed a Girl” fizeram parte deste alinhamento. Pelo meio, flamingos e insetos gigantes, um tubarão acompanham-na no palco. O essencial aqui não é a música, mas um espetáculo que impressiona, até mesmo pelo guarda roupa tecnológico que usa.Para o fim, “Roar”, “Pendulum” e “Firework” encaminham o público para a saída ainda a repetir os refrões.
O fogo de artífício, neste último dia, encerrou a edição do Rock in Rio Lisboa.
















































































































































    
Rock in Rio Lisboa 2018    

    Selma Uamusse

    
Carlão    

    Blaya

    
Katy Perry    

    Katy Perry

    
Katy Perry    

    Jessie J

    
Jessie J    

    Jessie J


Ivete Sangalo    

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