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After show

Red bull air race 2009

Pelo terceiro ano consecutivo, as margens do rio Douro, encheram-se para assistir à Red Bull Air Race.

Depois do nevoeiro intenso que pôs em risco a realização da prova, S. Pedro mostrou que também gosta de aviões e ordenou que o sol brilhasse.
É o terceiro ano consecutivo, mas nem por isso o entusiasmo de quem se deslumbra com o roncar dos aviões que sobrevoaram as águas do Douro, se desvanece. As cidades do Porto e de V.N. Gaia voltaram a viver dois dias (12 e 13 de Setembro) de alta velocidade.

A prova do campeonato do mundo Red Bull Air Race Porto/Gaia, que durante estes dois dias, teve 920 mil espectadores (200 mil no primeiro dia), permitindo classificar o evento como um grande êxito.
Desde a zona da Sé, aos Jardins do Palácio de Cristal, passando pela super lotada Ribeira, Miragaia e toda a zona Marginal de Gaia, especialmente nos pontos mais altos como a Arrábida , nas arvores, telhados, coberturas de paragens de autocarro, andaimes ou gruas, e ou lugar privilegiados como as varandas alugadas. Tudo foi valido para assistir a esta prova. Uma moldura humana muito aperciada pelos pilotos e que transformou a etapa portuguesa, numa das mais emocionantes do campeonato.

No ano de estreia (2007) da Red Bull Air Race no Porto e Gaia, tudo começou logo em grande com perto de 850 mil pessoas nos dois dias da prova. Na edição seguinte, no ano passado, a prova atraiu um milhão de pessoas às duas margens do Douro. Em 2009 o numero desceu um pouco, mas ainda assim, foram muitas as cabeças a olhar para o céu.

Depois de, no ano passado, ter sido desclassificado por exceder o limite máximo da força G, Paul Bonhomme voou até à vitória deste Air Race 2009. O piloto britânico de 45 anos, fez assim as pazes com o Porto ao vencer a penúltima prova da Red Bull Air Race 2009. Paul Bonhomme tornou-se no piloto com mais vitorias (10) .
O austríaco Hannes Arch ficou a 94 centésimos de segundo, mas a grande surpresa da prova foi para o australiano Matt Hall que se estreou este ano na competição e que conseguiu o terceiro lugar, a dois segundos do vencedor, ficando também em terceiro lugar no campeonato. Foi também a primeira vez na historia destas provas, que um piloto sobe ao pódio logo no seu ano de estreia.

A uma prova do final, Paul Bonhomme é líder, Hannes Arch está apenas a 4 pontos e a luta será só entre os dois. E para baralhar um bocado as contas, não só podemos esquecer que este campeonato tem sido pontuado pelo equilíbrio. As quatro provas anteriores (Abudhabi, Windsor, San Diego e Budapest), tiveram quatro vencedores diferentes. Sendo a prova do Porto/Gaia, a penúltima do campeonato (Barcelona é o fecho do campeonato), a pontuação pode ainda dar algumas voltas.

Mas nem só a competição fez os espectadores andarem de nariz no ar. Antes, durante e depois das corridas, valeu a pena assistir a todo o espectáculo, às acrobacias dos Alpha Jet da Força Aérea, do esquadrão de caças da Breitling, ou dos elicopteros Lynx da Marinha, do bimotor DC3 da Breitling, de um airbus A310 da Satã ou dos Alouette III (única esquadrilha do mundo a utilizar estes helicópteros para exibições) da Força Aérea Portuguesa.

No entanto, além de um grande sucesso em termos desportivos e de promoção turística da região, a organização portuguesa deste evento, não está garantida. Ainda decorrem negociações para saber se no próximo triénio continuará a haver espectáculo aéreo nas margens do Douro. Apesar da temporada deste ano visitar apenas seis cidades, a Red Bull tem cerca de cinco dezenas de locais a nível mundial (Lisboa incluída) dispostos a acolher a Air Race.
Certo é que até ao momento não se sabe se este pode ou não ser o ultimo Red Bull Air Race naquele que vários pilotos classificam como o “magnifico anfiteatro natural do Douro”.

Texto e Fotos: Paulo Pinto

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