After show

“De marfim e carne – as estátuas também sofrem”

Na passada sexta feira, 6 de Maio’16, o palco do Teatro do Campo Alegre encheu- se de plasticidade e movimento versátil.

“De marfim e carne – as estátuas também sofrem” é um espetáculo que coloca em palco um “baile de estátuas”, como explica Marlene Monteiro Freitas, a coreógrafa e uma das bailarinas. São 7 performers em palco: 4 bailarinos e 3 artistas de percussão, que trazem festa aos sentidos.
Durante hora e meia vão desfilando ritmos distintos em forma de corpos que se movem em cadências ora suaves, ora orgânicas, ora mecanizadas, que também cantam, de um modo articulado, surpreendente, forte e poderoso, numa coordenação vocal e física que arranca sorrisos e muitos aplausos.
É um baile de estátuas trazido por corpos que brincam a ser animais, que expõem possibilidades corporais e que arrancam a atenção toda focada dos espectadores, quase hipnotizados com a diversidade. Uma sala bem ocupada onde um dos bailarinos passeou, interagiu e provocou, na sua forma-macaco, como carinhosamente chamam os intérpretes a essa parte do espetáculo, explicado na conversa aberta, no final.

Como explica a folha de sala, “A petrificação é talvez a metamorfose mais estranha ao movimento e a mais contraditória à ideia de um baile. De marfim e carne – as estátuas também sofrem é um baile de figuras petrificadas.” E foi assim, nas várias paisagens físicas que esse baile mostrou, cheias de fisicalidade, cor, ritmo e intensidade, que o espetáculo decorreu e impressionou.

Fotos: José Caldeira
Texto: Edite Amorim



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