Pop Dell'Arte

Pop Dell'Arte
Cave 45
11.03.2017

A música é um lugar estranho

Amados por uns, indiferentes a outros, desde a sua génese, em 1987, que os Pop Dell'Arte nos habituaram a uma recorrente controvérsia musical. Em ano de comemoração dos trinta anos de existência, a banda enche, rapidamente e sem grande surpresa, a cave mais famosa, e desta vez completamente esgotada, da cidade do Porto.

A primeira parte da noite foi assegurada pelos Thee Magnets que, desde 2011 nos brindam com o seu vibrante rock’n’roll descomprometido e psicadélico, numa mistura explosiva que resulta de forma ideal.

É um ambiente de festa aquele que abriga e recebe os Pop Dell’Arte, motivado pela energia contagiante que do palco emana. São desafiantes os temas que nos tocam, alternando canções emblemáticas com temas recentes, que serão incluídos no próximo trabalho discográfico da banda.

Querelle foi um dos momentos altos da noite com Peste exímio na sua presença em palco e os acordes, certeiros, a conduzirem o público a aplausos ininterruptos. Antecedendo e logo a abrir a marcar o ritmo do concerto, Intro Terre Thaemlitz, KPHTH (Renasceremos em Creta), The Identity Markets e Mr. Sorry.

Entre aplausos e sorrisos, é um desfilar ininterrupto de emoção em excêntricas ondas pop marcadas ainda mais quando se escuta La Nostra Feroce Volontá D’Amore, Sonhos Pop mas sobretudo, My Funny Ana Lana, esta já cantada pelo público em uníssono com o vocalista.

João Peste, o líder carismático que encarna nos gestos e  na voz a própria e incontundente essência da banda, é acompanhado na guitarra por Paulo Monteiro, no baixo por Zé Pedro Moura e, em recente e oportuníssima aquisição, na bateria por Ricardo Martins, o quarteto que interpreta músicas que são já elas próprias intemporais no contexto da música portuguesa das últimas décadas. É preciso coragem perante o deslumbramento. ☆

Texto: Ana Cancela
Fotos: Fábio Silva



      


    

    

    

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