The Parrots e 800 Gondomar no Sabotage

Sábado, dia 19 de Maio de 2018, Lisboa.
O dia esteve ameno, a temperatura convidava a sair e assim pudemos aproveitar e disfrutar da cidade. Passear, ver exposições, jantar pela capital, etc, etc, etc... Mas na realidade, aquilo pelo que ansiávamos eram das 22:00, para que abrissem as portas do Sabotage e pudéssemos correr lá para dentro, pois o dia/noite ainda mal começara.
Por muito boa que seja a sensação de uma tarde ao sol,é melhor ainda aquela que sentimos quando ouvimos os The Parrots, porque por mais recôndito que seja o espaço, acabamos por nos sentir sempre numa qualquer praia solarenga, a beber um mojito, a disfrutar daquela discarga de Vitamina D e a aproveitar a vida.
Abertas as portas, rumámos ao Sabotage.
Palco a ser preparado, público animado, música rock a tocar de fundo, o que criou um ambiente descontraído enquanto a sala ia enchendo. Chegada a hora (que foi bem pontual),subiram a palco os Portugueses 800 Gondomar. Oriúndos da cidade Rio Tinto em Gondomar, concelho que lhes dá o nome, estes rapazes vieram ao Sabotage apresentar o seu primeiro albúm, "Linhas de Baixo", depois de lançarem dois EP's. Este disco serve de rampa de lançamento para uma daquelas que se pode gabar de ser uma das bandas do revivalismo punk português contemporâneo, e que estão já presentes em muitos dos eventos/festivais da música alternativa Portuguesa, e prometem estar em muito mais.
Com uma energia pujante, Rui Fonseca; Alô Farooq e Frederico Ferreira renderam o público num instante, tocando os singles que o público conhecia, outras menos conhecidas e ainda mimprovisando alguns temas que mesmo assim conseguiram meter o público disperto.
Com o vocalista a mergulhar no meio do público (atenção que é o Sabotage), a subir à coluna ou à bateria, a gritar a plenos pulmões e a fazer com que mesmo aqueles que não os seguem acompanhassem nem que fosse neste concerto, o magnetismo que a banda transmite conseguiu deixar toda pista do Sabotage em polvoroso.
Foi um verdadeiro concerto de Rock, que deixou mesmo aqueles que não conheciam, siderados.
Guardam-se intrumentos, montam.se intrumentos.
Saiem pessoas de palco.
Entram pessoas em palco.
Saiem pessoas de palco.
Entram pessoas em palco.
O público vai buscar mais uma bebida, fuma mais um cigarro, mas ninguém queria ficar muito longe, pois todos sabíamos o que estava para vir.
Sobem finalmente os The Parrots a palco.
A banda já não é novata em Lisboa. Mexefest, Superbock Super Rock, Musicbox.
Estes miúdos já são conhecidos do público Português, mas ainda assim, não deixam de surpreender.
Com a sua presença sempre descontraída, e sem albúm novo para apresentar, os Parrots vieram a Portugal dizer um olá, e mostrar que gostam do nosso público, e de interagir com ele, tanto no palco, como fora dele.
Óbvio que houve muito "Weed for the Parrots", mas também houve espaço para músicas de Ep's anteriores. Alguns inéditos pelo meio, o momento esperado da noite deste concerto lá chegou, e começaram os primeiros acordes de "Soy Peor". Reinterpretação da música de Bad Bunny, "Soy Peor" é o último single que The Parrots nos apresentaram enquanto preparam o novo albúm. O público delirou, cantou, saltou, gritou. Que venham mais músicas assim, pois os The Parrots trazem o sol que tarda em chegar a Lisboa, e têm a capacidade de criar hinos que nos prometem guiar o Verão inteiro. E nós precisamos de músicas assim.
Já não me lembro a quantos concertos de The Parrots assisti. Mas foram muitos. E prometi a mim mesmo, que irei vê-los sempre que puder, pois o tempo que estamos naquele concerto transporta-nos para uma realidade paralela em que o sol está sempre a sorrir.
E só isso, já é mais do que razão.
Muito Obrigado ao Diego, ao Alejandro e o Larry.☆


Texto: Filipe Martins
Fotos: Carlos Ferreira



      

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

    

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