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After show


Armadilha para Condóminos pela Palmilha Dentada
Teatro Helena Sá e Costa - Porto

Com texto de Ricardo Alves e Salgueirinho Maia e encenação também de Ricardo Alves, a peça teatral “Armadilha para Condóminos” veio destabilizar um pouco as noites do Porto, no quase abandonado Teatro Helena Sá e Costa, incompreensível este abandono, devido a tamanha beleza do auditório. Enfim, outras histórias…
Ivo Bastos, Joana Carvalho, Pedro Frias e Rodrigo Santos são os protagonistas de mais uma aventura com o carimbo “Palmilha Dentada”!

Imagens de caixas de correio, que se destacam num belíssimo cenário, cenário que se completa com a escada de um “hall” do prédio imaginário, aquele onde toda a peça se desenrola.
A história de vizinhos que se cruzam ao despejar o lixo na rua, mas que constantemente, ficam retidos na entrada. Há o padeiro que os vem salvar sempre de madrugada. Mas até lá, muita coisa acontece, muitas verdades se deslumbram, muitos crimes são descobertos, como o caso da cabeça da D. Elvira no saco do lixo. O misterioso saco do lixo que foi descoberto com a cabeça da vizinha surda do rés-do-chão, cabeça essa, confundida por vezes com Joan Collins. Muito mistério á volta deste crime.

Ao longo da noite, discutem-se teorias, histórias da vida, aventuras familiares e de animais de estimação, até que… escuridão total! “Acendam a luz por favor!” – súplica em desespero o principal suspeito deste crime. Entre eles, há um filosofo que encontra explicações lógicas para tudo, onde tudo parecia normal, para quem desejava simplesmente despejar o seu lixo doméstico!
Descobrem-se verdades, descobrem-se não uma, mas duas cabeças nos sacos do lixo. Os sacos vindos do céu multiplicam-se.

Milhares de preservativos espalhados pelo chão, revelam os segredos do filósofo romântico. O lixo reunido dos outros vizinhos, é a faceta estranha da aleta energética. O homem dos peixinhos, que afinal queria era ter um cão. E por último, o vizinho que ficou sem os dedos ao alimentar a sua piranha. A Wanda!
No final os espíritos revelam o criminoso. Preservativos gigantes caem dos céus, fotos antigas em grande número e espinhas gigantes são projectadas o solo. Quem foi o criminoso?

Fecham-se as cortinas e uma forte ovação para estes artistas.
Eles bem merecem!

Texto: Vítor Pinto / Fotos: Ana Sousa


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