NOS Primavera Sound 2018 - 1º dia

O primeiro dia arrancou em pleno. A chuva parou. A primavera voltou ao parque da cidade!
Tudo pronto para mais uma edição do festival que move multidões na cidade do Porto, nomeadamente estrangeiros que nos visitam e que por vezes nos fazem sentir estrangeiros. Mas tudo é festa, tudo é musica.
Depois do arranque em Português com os Fogo Fogo no novo palco SEAT, o desenrolar do final da tarde foi natural com as meninas Waxahatchee e com os Starcrawler a fazer algumas delicias e performances irreverentes em palco, Rhye a envolver à paz e à tranquilidade neste recinto imenso. E conseguiu mesmo! Father John Misty foi uma vez mais senhor em cima do palco. Extravagancia e delicadeza. Ezra Furman encantou enquanto a neozelandesa Lorde jogou seguro. Faltou o risco, faltou alguma libertação, tornando assim um bom concerto mas demasiado afinado. O hip hop uma vez mais resulta no NOS Primavera Sound. A prova foi a adoração a Tyler, the Creator em palco. As pessoas que compunham as filas que se registavam na abertura de portas, eram visíveis nas filas da frente durante a atuação do rapper. Foi a primeira grande explosão do festival.
Para não acalmar o ritmo, Moullinex e Jamie XX souberam colorir o ritmo que se exigia e a noite acabou por ser feliz com o abanar das ancas. Nota para ainda mais duas novidades do festival. Os palcos Primavera Bits com presenças de Dj's e mestres da eletrónica. e o palco Radio Primavera Sound com o rock Indie a sair dos pratos de Dj Coco nesta noite fria, mas quente de espírito.

Fotos: Hugo Lima


      

    

NOS Primavera Sound 2018    

    Foreign Poetry

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Fogo Fogo

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Waxahatchee

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Starcrawler

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Rhye

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Father John Misty

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Lorde

    
Lorde    

    Lorde

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Tyler, the Creator

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Tiago

    
Dj Coco    

    Dj Coco






NOS Primavera Sound 2018 - 2º dia

Segundo dia a brilhar no parque da cidade. Sempre a brilhar até ao fecho da noite com a estrela A$AP Rocky. Poderoso, intenso e simpático. Os adjetivos que ilustram o senhor que fechou este segundo dia e fez delícias com o público que encheu o recinto, que motivou emocionalmente a presença feminina e até conseguiu criar o Mosh Pit em pleno recinto recheado. O hip hop uma vez mais a triunfar num festival cada vez mais abrangente, mais aberto e atrevido. Antes, outro senhor em estreia por cá, fez delícias e encantos no movimento da palavra e do ritmo. Vince Staples inspirado soltou energias de intenso agrado. No outro extremo do recinto, no palco Seat, Mavi Phoenix igualmente sobre o dom da palavra foi atraente. Neste mesmo palco e no palco Super Bock uma dupla barcelense a abrir o dia. O power-trio intenso dos Solar Corona e Black Bombaim. Difícil foi escolher.
O rock continuou poderoso com os IDLES numa estrondosa abertura do palco NOS neste dia. Foram demolidores. A par destes os repetentes Shellac voltam ao local onde são felizes todos os anos. Antes The Breeders vieram uma vez mais apresentar o registo “Last Splash” e agora com "All Nerve“. Míticos e eternos. Outro regresso feliz ao festival foi o dos sempre sedutores Grizzly Bear. Desta vez com “Painted Ruins” debaixo do braço. No mesmo palco a sueca Fever Ray triunfou numa atuação brilhante. Sonora com o registo “Plunge “ e alguns doces pelo meio como “If I Had a Heart” que faz de banda sonora à viciante serie “Vikings”, e em jeito performativo com um palco imenso, colorido, dançante e arrojado. Perfeito. A fechar o palco Super Bock, Four Tet também regressa ao festival, agora para construir temas ao vivo em vez do tradicional dj set. A diferença pouco se notou.
Neste segundo dia inaugurou o Palco Pitchfork com alguns dos nomes mais interessantes do festival. A dupla criativa das gémeas Ibeyl numa actuação bem-disposta. Os multiculturais Superorganism com muita alegria e dança em palco. De encher a alma de boa vontade e paz de espirito com o disco “Superorganism “. Foi encantador. O muito aguardo Thundercat para uma assistência imensa e interessada. Aberta aos sons Jazzy motivado por Stephen Bruner. E Unknown Mortal Orchestra, uma vez mais a triunfar, desta vez sobre o novo registo “Sex and Food”
A caminho do final de mais uma noite do NOS Primavera Sound, ouvia-se clássicos da pop no palco Radio Primavera Sound com Indiespot a comandar a ordem musical. Foi como um até já.

Fotos: Hugo Lima





























































    
Solar Corona    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Idles    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Yellow Days    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Mattiel    

    NOS Primavera Sound 2018

    
The Breeders    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Grizzly Bear    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Shellac    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Thundercat    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Fever Ray    

    NOS Primavera Sound 2018

    
A§AP Rocky    

    NOS Primavera Sound 2018

    
A§AP Rocky    

    NOS Primavera Sound 2018

    
Indiespot    

    NOS Primavera Sound 2018






NOS Primavera Sound 2018 - 3º dia

E com a chegada de St. Nick Cave a chuva parou. Foi assim o arranque do concerto mais arrepiante de todo o festival NOS Primavera Sound. Um concerto intenso, sentimentalista e sedutor. Por momentos, apenas a voz de Nick Cave se ouvia em murmúrios em todo o Parque da cidade. Belos momentos. A chuva voltava tímida mas era com se de uma bênção se tratasse. "Into My Arms" voltou a ser magico com Cave ao piano e com todo o recinto a cantar em uníssono o refrão. Arrepiante. Ao soar "The Weeping Song", Nick Cave sobe para a plataforma do cameramen no meio do publico e por ali cria mais uma mão de emoções e encanto, enquanto Warren Ellis comanda os Bad Seeds com muita garra e mestria. A Majestosa aparição do músico, compositor, autor e argumentista australiano no Porto termina com alguns elementos do publico ao seu lado em palco e com lágrimas no rosto em "Push the Sky Away". Nós também. Pelo meio de mais de 30 mil pessoas, parecia chuva. Chuva que marcou durante todo o terceiro dia do festival. As capas e os guarda chuvas foram a imagem marcante deste último dia, onde foi anunciada mais uma edição de sucesso, batendo todos os recordes e consequentemente foram divulgadas as datas para a oitava edição que acontecerá no mesmo local entre os dias 6 e 8 de junho de 2019.
No mesmo local onde fomos felizes, mas ainda sobre a luz da tarde chuvosa, os brasileiros Metá Metá numa actuação algo tímida, quase passavam despercebidos. Antes no palco vizinho, Kelela sorria e brilhava com imensa devoção ao publico português. Seguiu-se um dos elementos dos Hot Chip. Joe Goddard ligou os motores de dança e animou os curiosos e adeptos da batida. Batida que se ouvir num outro formato. Num formato magico que Nils Fahm soube criar. Parecia que estávamos todos dentro da sala de estar de Nils. Momento intenso mas ao mesmo tempo intimista. Foi brilhante este encontro mesmo num tão dificel e delicado pós-Nick Cave. Exactamente à mesma hora mas no palco oposto The War on Drugs faziam delicias no palco Seat. Iguais a si próprios, fieis ao que melhor sabem fazer... musica que nos guia para o bem estar. Um regresso há muito aguardo. Antes neste mesmo local, outro dos grandes concertos desta oitava edição do festival. Os industriais Public Service Broadcasting a fazerem-nos viajar por outros mundos sempre com o ritmo bem presente e acentuado. Momento para mais tarde recordar. Seguiram-se os Wolf Parade mas logo se sentiram abandonados... Na outra margem brilhava a estrela desta edição no NOS Primavera Sound.
No palco Pitchfork foi dia das presenças solitárias em palco, como Kelsey Lu embrulhada num vestido feito de papel recheado de folhos coloridos, Abra sedutora com ritmos viciantes e Arca a fechar o festival como todo o misticismo que o rodeia e o torna tão especial.
A terminar a rodada dos palco principais, os escoceses Mogwai souberam cativar os resistentes ao diluvio que surgia, e enfrentaram-nos com as viagens sonoras que nos levam a levitar e de quando em vez nos despertam com uma agressividade saudável. Muito bom acabar desta forma um dia estranho, cheio de emoções mas acima de tudo perfeito. Até para o ano.

Fotos: Hugo Lima



















































































    
NOS Primavera Sound 2018    

    Belako

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Kelela

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Metá Metá

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Public Service Broadcasting

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Nick Cave

    
Nick Cave    

    Nick Cave

    
NOS Primavera Sound 2018    

    The War on Drugs

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Nils Frahm

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Abra

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Mogwai

    
NOS Primavera Sound 2018    

    Arca

    
NOS Primavera Sound 2018    

    NOS Primavera Sound 2018

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