Aftershow

Koop Oscar Orchestra e Nouvelle Vague no edp cooljazz

Em mais uma daquelas noites de Verão bem agradáveis, houve mais uma noite cool, a sexta do festival. A noite pertenceu primeiramente aos suecos Koop Oscar Orchestra, e depois aos franceses Nouvelle Vague, jazz internacional a céu aberto, para mais uma vez uma plateia recheada.

Podia-se contar no palco, logo a partir das 21h, uma bateria, um contrabaixo, um acordeão, um piano, um tropete, a vocalista e ainda divesas percussões, são estes os renovados Koop Oscar Orchestra. E proporcionaram um concerto verdadeiramente agradável, incluindo temas novos no espectáculo, mas também temas de quando eram apenas Koop. Para terminarem a sua actuação, What A Wonderful World uniu todos os presentes.

Quanto a Nouvelle Vague, Mélanie Pain e Liset Alea foram a cara da banda ao esvoaçarem pelo palco, sendo a primeira música A Forest dos The Cure, com ainda pela frente Making Plans For Nigel. Liset Alea que exerceu uma tremenda sensualidade em palco com o seu vestido vermelho, que se mostrava tão viva e fogosa. Ora, uma pessoa emotiva que não reagiu nada bem quando, durante Blue Monday, o concerto foi interrompido devido a complicações com o som. Foi por isso forçada uma pausa de quinze minutos, não foi do agrado de ninguém mas pacientemente se esperou. Quando as condições voltaram a estar próprias para exibição, a banda voltou, com Liset Alea claramente revoltada, angustiada, atiçada. Aparentemente as dificuldades técnicas foram um impulso abençoada para a noite, pois não tardou que as duas vocalistas deixassem todos de pé. A seguir já o público dançava frente ao palco, e essas duas mulheres que podiam passar por ninfas dançavam lá no meio, e as selfies abundaram claro. Criou-se uma festa ao som de I Just Can’t Get Enough, Putain que evidenciou a ainda presente frustração francesa pelo Europeu, Too Drunk To Fuck, e também Love Will Tear Us Apart. A atmosfera estava de tal modo festiva que houve, não um, mas sim dois encores! O primeiro com Bizarre Love Triangle e In a Manner Of Speaking, que deixou no ar uma entoação de “tudo ou nada”. No segundo encore tocaram The Killing Moon e Mala Vida. A noite cheia de charme e músicas de outrora, revividas tão bem, chegou ao fim após já nenhuma súplica trazer artistas de novo ao palco. Foi uma noite encantadora.

Texto: Tobias de Almeida
Fotos: Ana Pereira


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