North Music Festival 2018
Fotos: © North Music Festival

O North Music Festival arriscou uma mudança para o coração do Porto. Depois de Guimarães, agora foi a vez de o rio Douro se colorir de luz e som do primeiro festival da temporada.
Uma aposta ganha logo ao inicio da noite com uma moldura humana de louvar para a excêntrica atuação de Sandra Nasic (em festejos de aniversário nesta noite).
O profissionalismo também se fez notar nas equipas de som, de luz e de imagem. Perfeito.(coisa rara em festivais). O espaço também foi bem conseguido com varias zonas de lazer e alimentação. Apenas pecou pela falta de casas de banho no recinto. Um ex-libris festivaleiro.

Na componente performativa, coube a Da Chick abrir o festival ainda com pouca assistência. Linda Martini aqueceram os motores, com ilustre destaque ao seu fresco album homónimo, e tudo estava pronto para receber os germânicos Guano Apes. Um regresso que marcou gerações e que ainda continua a fazer delicias para uma imensa plateia saudável e participativa. E era bem preciso, pois a motivação do publico é parte essencial para a atuação dos multi culturais Gogol Bordello. Eugene Hütz sempre frenético, bem disposto e claro, sempre festivo. Encantou com palavras em português do Brasil e por entre a apresentação do recente "Seekers And Finders" , descarregou todas as energias em volta de "Gypsy Punks: Underdog World Strike" , finalizando com uma tripla eufórica de "Start Wearing Purple" + "Sally" + "Pala Tute", tudo em dose uniforme e quase sem recuperar o fôlego. Brilhante. Um nome e uma performance perfeita para este tipo de eventos. O North Music Festival acertou em cheio e deixou mais de 10 mil pessoas felizes e satisfeitas, notório em sorrisos que se deslocavam no final, para a área eletrónica, o segundo palco.
Por lá os bracarenses Ermo apresentaram o seu registo "Lo Fi Moda" e diante de alguns grupos de curiosos, descarregaram o beat iluminado de um novo rumo da música dançante. Estranha-se mas depois entranha-se.
A fechar a noite neste mesmo local, Xinobi ativou o groove sedutor, e com a restante banda, Bruno Cardoso apresentou "On the Quiet" sem papas na língua. A melhor forma de fechar a primeira noite deste festival que soube apostar certo e bem. O resultado final refletiu-se no início da segunda noite, com o anúncio de Jorge Veloso, Diretor do Festival, ao dizer em satisfação que a noite encabeçada pelos The Prodigy superou a noite anterior em mais de metade, fazendo a marca histórica de 25 mil pessoas para um festival que apenas tem 2 anos de existência e com estreia num local tão frágil que é o Alfândega do Porto.
Antes deste anúncio histórico os First Breath After Coma embalaram a assistência que a conta gotas de acomodava no recinto à procura do melhor local para o conforto da atuação frenética de Slow J e da abundância sonora dos bracarenses Mão Morta que nos trouxeram o mítico álbum "Mutantes S21" e o desembrulharam fazendo nos regressar ao passado, às grandes memórias do passado. Adolfo e companhia continuam grandes e só podiam estar presentes num festival também ele enorme. Foi feliz a união.
O último grande regresso esperado foram os também festivos The Prodigy que descarregaram toda a energia à imensa moldura humana que não ficou indiferente à ainda grandeza de Keith Flint, Liam Howlett e Maxim Reality. Foi a dose perfeita e adequada (embora curta) para fechar o North Music Festival 2018 com "Take me to the Hospital". A fechar na eletrónica DJ Ride para queimar os ainda muitos cartuchos que havia para queimar.

Marcaremos encontro de novo para o ano no local que fomos todos felizes ou iremos de malas e bagagens para outra localidade. Ainda é cedo para isso. Agora é saborear os momentos vividos e brindar. Obrigado.



      

      

    

    

    


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