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After show
Musicians of the Nile
Sala Suggia muito bem composta para receber os encantos deste colectivo de 9 elementos, trajados a rigor, turbantes e toda uma luminosidade a contrastar com os azuis esverdeados expostos nas janelas da Casa.
Os encantos do Nilo rebuscados por entre sons fertilizantes, os mesmos que sabem tão bem, embalar as serpentes…
Cresce o ritmo, aumenta a vontade para a dança.
Do Egipto festivo para a Casa portuense, repleta de atenção e emoção por parte dos presentes, que foram transportados para um outro mundo, o mundo da realidade.
Cânticos espirituais em harmonia com os chamamentos em rezas ritmadas, até se soltar a dança e a vibração. Na sala Suggia, ganha-se uma outra vida. Sente-se um carinho para com os artistas e somos logo ali, convidados a embarcar na viagem pelos desertos quentes dos sonhos.
Apela-se a intervenção do público atento, mas silencioso, para ritmar a presença deste encanto que se sentiu na Casa da Musica. Uma vez mais, com a pureza da “world music”, esta vinda das margens do Nilo, tão carregada de puro encanto e boa disposição.
A animação foi constante, tudo devido a estes incansáveis senhores que despertam sabores durante uma noite ilustrada entre as cores do deserto e o sentimento de pureza desinibida oriunda das raízes árabes. De lamentar apenas o longo intervalo feito, quebrando assim todo o ritmo de magia conquistado, levando mesmo ao abandono por parte de varias pessoas. Desnecessário!
A serpente volta a ser encantada na celebração cigana, aconchegados sempre pelo imenso tapete vermelho, a cor do sangue, da força desta tribo que sabe fazer a festa, animar os convidados da festa e dançarem em conjunto numa espécie de dança do ventre com o aroma enigmático do Egipto. Perfeito!
Texto: Vítor Pinto / Fotos: Ana Gabriela Sousa

Musicians of the Nile – Casa da Musica – Porto – 2007-03-14




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