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After show

As Luzes do Natal

O Casario da cidade de Braga ganha um novo brilho com os motivos luminosos, que lhe conferem uma aura de magia e chamam a atenção dos bracarenses.
Braga está bonita e iluminada, o presépio na Avenida Central é um dos elementos mais admirados. A Rua do Souto, é um passeio obrigatório à noite…

As iluminações de natal animam cidades e dão luz aos sonhos.
Os Romanos acendiam velas de cera por altura do solstício de inverno para se manterem quentes e terem luz.
Para os cristãos, significa a luz de Cristo, o fogo purificador que renova, dando esperança à humanidade.

A tradição de iluminar a arvore, antiga prática escandinava, articula-se também com o culto solar. Tal como as fogueiras, os madeiros acesos nas noites assustadoramente longas de inverno, também as luzes invocam o sol na árvore que permanece verde, na aridez do tempo e das trevas. Atribui-se discutivelmente, a Lutero o gesto de iluminar a árvore no ritual cristão.
As primeiras árvores eram decoradas com maçãs vermelhas em analogia com os frutos do paraíso, e depois com flores e enfeites de cores. Velas e outras luzes surgem a partir do século XVII na Alemanha: é o Lichtenbaum (arvore da luz).

Uma das mais significativas referencias à matriz pagã consiste no apelo à luz. Na cristandade continua-se a exorcizar o ancestral medo das trevas. É este o sentido das fogueiras acesas nas noites longas do solstício de Inverno, que permanece ainda em toda a Europa, e que nas cidades são substituídas pelas iluminações de rua.

Na beira baixa, as fogueiras começam a arder no dia 24 de Dezembro para o menino que vai nascer, e também para os pobres, não tenham frio ficando acesas até o dia 5 de Janeiro.
Mas noutras terras portuguesas a fogueira começa a arder no dia 13 de Dezembro. Isto porque na Península Ibérica considera-se que o solstício verdadeiro é no dia 13, dia de Santa Luzia. Por isso o povo diz: “ Em Santa Luzia, mingua a noite e cresce o dia”.

O fogo, a renovação da luz que chama a luz, o dia novo, o novo ano.
Se a fogueira representa um apelo à luz, o nascimento do menino equivale à sua manifestação nas iluminações das ruas, lojas, varandas, arvores, etc…

Paulo Pinto

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