A Dead Forest Index + Motorama – Hard Club, Porto 18 de Março

No sábado, 18 de Março, a sala 2 do Hard Club, encheu para o esperado regresso a Portugal, dos russos Motorama. A primeira parte ficou a cargo dos neo-zelandes A Dead Forest Index.

A Dead Forest Index
De regresso a Portugal (já tinham atuado na mesma sala, abrindo então para as Savages), os neo-zelandeses vieram apresentar o seu álbum de estreia «In All That Drifts from Summit Down» num concerto que durou cerca de quarenta minutos.
Com uma sonoridade simples e composições densas, algures entre o indie rock e a folk, o duo apresentou um concerto competente, mas que não foi suficiente para cativar a maior parte do público, que preferiu colocar a conversa em dia, à espera da banda principal da noite, apenas tendo conseguido arrancar aplausos, aquando da «Myth Retraced».

Motorama
A sala já se encontrava praticamente cheia, e com um grande clima de ansiedade, quando os Motorama subiram a palco.
Durante cerca de hora e meia, a banda russa, com uma sonoridade numa mistura do post-punk, a trazer à memória bandas célebres como Joy Division ou The Sound, com uma sonoridade mais indie, que os faz distanciar dessas mesmas bandas, baseou a sua setlist no mais recente «Dialogues», não faltando temas mais antigos, como «Alps», «Corona» ou «Wind in her hair».
Apesar de não ter havido qualquer interação, por parte da banda, com o público, com exceção dos agradecimentos finais e aviso de que o concerto estava a terminar, o público pareceu não se importar, dançando sem parar, desde o primeiro até ao último minuto, demonstrando todo o seu amor para com os Motorama.
Após o término do concerto o público recusou-se a sair da sala, pedindo e esperando pelo encore que não chegou a acontecer. Apesar da falta de encore, o público foi abandonando aos poucos o Hard Club, bastante satisfeito com o concerto. ☆

Texto: Tiago Nêveda


            


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