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After show
Marilyn Manson
Pavilhão Atlântico - Lisboa

O regresso da chuva ao nosso território, trouxe consigo outro grande regresso. Brian Warner e seus ‘muchachos’ voltam a marcar terreno no recinto do Pavilhão Atlântico. Marilyn Manson traz consigo um novo registo, novos cenários e um sentimento apaixonante. Mas já lá vamos...
O início da noite foi inaugurado com os noruegueses Turbonegro, eles que chegaram da terra do 'bacalau' e com toda a energia do death punk afeminado. «Retox» o novo álbum que foi apresentado para um pavilhão bastante despido. Mesmo assim houve quem os quis realmente venerar e “All my friends are dead” fez prova de um movimento presente, embora em curta escala. A fechar ficou o simpático “Do You Do You Dig Destruction”.
Durante o intervalo onde foi exibido uma enorme tela negra com a marca de Marilyn Manson em forma de sangue escorrido num duplo M (o novo logótipo deste senhor), um novo cenário é formatado e preenchido por um imenso mar de velas e candelabros.
O ritual de entrada desta nova aventura da Manson é feita com “If I Was Your Vampire”, enquanto a lua subia em formato cheio. O novo momento vampírico é exposto com a ajuda de um enorme punhal transformado em microfone. Excelente!
De venda fluorescente nos olhos, Marilyn Manson apresenta um ar saudável e simples, digno de um verdadeiro senhor. Ainda possui as suas brincadeiras de sempre, e a provar isso mesmo, a cadeira gigante apresentada em “Are You the Rabbit?” onde Manson delíra em torno dela.
Adivinhando o final do concerto, que rondou cerca de uma hora e meia, “Rock is Dead” a manter a força que sempre lhe foi depositada, e “Dope Show” com direito a uma chuva de milhares de papeis mantendo o cenário delirante.
O ritual ficou concluido uma vez mais.
Tudo pronto para receber no altar-mor do Atlântico Mr. Marilyn Manson, enquanto se ouvia em som de fundo “people=shit” dos Slipknot ou “Smack my bitch up” dos Prodigy, enquanto o recinto ia ficando cada vez mais composto, ficando ainda assim, com os balcões do pavilhão claramente por preencher.
“Disposable Teens” assume-se como a nova pérola deste senhor, e isso foi notório na explosão dos presentes. Segue-se as constantes trocas de roupa e cenário, e por entre a escuridão ouve-se “mOBSCENE” de cartola e fato-escuro.
A comunicação simpatica continua e o inevitável “Sweet Dreams” aparece em forma de medley juntamente com “Lunchbox”. Uma novidade...
A luta continua agora dentro de um ring de boxe para se ouvir “Fight Song”, com o senhor equipado a rigor e depois bem mais calmo, o primeiro single de «Eat Me, Drink Me»: “Heart Shaped Glasses (When the Heart Guides the Hand)”.
Sente-se a conquista do baixo em “Reflection God” onde Mr. Manson se eleva às alturas bem junto do publico frontal.
Apesar do concerto no Atlântico estar direccionado para a apresentação do novo album, muitas foram as abordagens a «Antichrist Superstar» no alinhamento. E para não fugir à regra, “Beautiful People” já no encore, encerra esta aparição saudavel de Marilyn Manson.
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