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After show
Milhões de Festa 2011
Não foram milhões, mas 24 bandas por dia durante 3 dias seguidos a proporcionar pela segunda vez uma das melhores festas do ano na cidade do Rock and Roll, Barcelos.
Quem pensava que piscina recheada de meninas bonitas em topless fosse sinónimo de relaxamento que se desenganasse, logo no primeiro dia os conterrâneos Glockenwise deram certezas de que este festival seria um dos mais animados se sempre. Também nesta tarde a afirmar o mesmo estiveram DJ Pedro Santos + Senhor Guimarães, Hayvanlar Alemi, Black Bombaim também de Barcelos e os Hill.
Depois de uma boa dose de sol e muito Rock and Roll era tempo de passar aos grandes palcos, a abrir o Vice, um grande espectáculo bem á maneira como estes grandes senhores já nos habituaram, Riding Pânico. No Palco Milhões esperava-nos um circo de feras, Born a Lion ficaram encarregues de abri-lo, muito suor e Rock puro e duro á boa velha maneira Portuguesa, e já o estridente saxofone de Motornoise chamava pelo público no palco Vice, e ninguém ficou indiferente. A um ritmo alucinante passamos de uns Aethnor dançáveis para um cenário qual Rabbits de David Lynch com dois coelhos Humanóides e um cavalheiro de Robe branco, Shit and Shine numa tentativa de hipnotizar toda a gente, e intervalo de descanso no palco Milhões com Zun Zun Egui.
Ninguém morreu, e eram poucos os que não pareciam cheios de vida ao ver os suecos Graveyard com o seu rock Blues Psicadélico. Ao ver vulto lá ao longe no Vice aos saltos freneticamente ninguém se podia enganar de que era a vez de os portugueses If Lucy Fell subirem ao palco, donos de uma estrondosa pose em palco com um concerto marcado pela célebre peripécia de Makoto conhecida como Crowd walk, este senhor impõe muito respeito e conseguiu prova-lo, ninguém o deixou cair desde o palco até á cabine de som.
Liars fecharam nesta noite o palco milhões, um concerto que de certeza ninguém perdeu não fossem os quase dois metros de Angus Andrew , o seu sintetizador e as suas danças bizarras. A noite ficou completa com Veados com fome e Lobster.
Com grandes promessas para o segundo dia, não houveram mal-entendidos. Dj Fitz, Long way to Alaska, Traumático desmame e Mr Miyagi com uma sessão de mosh aquático fizeram questão de marcar presença em mais uma tarde quente de piscina.
Kafka, os veteranos de Barcelos envolveram o recinto num ambiente quase que alucinógenico que, repentinamente se via invadido pelo hip-hop eléctrico dos The Anti Pop Consortium que meteram muitos metaleiros daqueles de cabelo cumprido e casaco de cabedal a bater o pezinho.
As Nova Yorkinas Vivian Girls saudaram-nos do Palco Milhões fazendo questão de nos deixarem a par do quão atribulado foi o seu voo para chegar a Portugal e dedicando uma música a Amy Winehouse que de certa maneira também no festival marcou presença sendo referenciada por algumas bandas. Um saxofone, uma Bateria e uma Guitarra nunca fizeram tanto sentido juntos como com os senhores que se seguiam, Zu. Um dos concertos a recordar deste festival sem qualquer dúvida.
No terceiro e último dia já se fazia sentir o cheiro a fim de festival. Pela piscina passaram os cancelados do dia anterior, MKRNI e Kim Kim O. Narwhal, Nazka , os vizinhos de Viana Larkin e os alfacinhas Pega Monstros puseram fim ás tardes de rock e piscina de Barcelos.
Também as Electralane foram previsíveis, só que sem nenhum truque novo na manga o que não impediu que todo o recinto entrasse na sua onda de meninas-bonitas-ao- berros-de-guitarra-na-mão para uma passinho de dança, mas gostos nunca foram discutíveis. E de uns relaxantes Washed out passamos para uma louca jam session de baterias desenfreadas chamados Foot Village para chegarmos finalmente ao momento pelo qual toda a gente esperava. Radio Moscow, três rapazes americanos já bem conhecidos do público português, e ninguém ficou desapontado com o fechar da cortina do palco Milhões. Este será certamente recordado como o melhor concerto desta edição. Texto: Ana Gonçalves
Texto: Ana Gonçalves

Era agora tempo de Gama Bomb nos trocarem as voltas e de palco, passando do Milhões para o Vice conseguindo por toda a gente a aderir ao mosh e até a um incrível wall of death.
Tigrala no palco Milhões fez as honras do dia sendo que o concerto da banda turca Kim Kim O que se seguia no palco vice foi cancelado seguiram-se Cauda Sui no palco Milhões que foram possivelmente uma das melhores revelações da noite para quem nunca havia ouvido a banda. O duo Millionyoung abriam entretanto portas para dançarinos presentes no recinto.
Quando o palco Milhões é invadido por monges que tocam um rock country indiano black metal, é sinal de que os Secret Cheifs 3 estão a entrar, com uma sombra inevitável de Mr. Bungle e Faith no More embora sem Mike Patton, mas continuando com muito carisma e boa música. E chegava a hora do Concerto com o qual toda a gente vai recordar esta noite Bob Log III entrou em palco qual astronauta de capacete na cabeça, para fazer par com a sua guitarra, relação esta que foi repetidamente afirmada de monogâmica quebrada apenas pela subida ao palco de duas meninas portuguesas para se sentarem no seu colo e participarem na festa. Man Like Me apresentou-se de vocalista em tronco nu a subir colunas acompanhando o ritmo incontrolável da banda. Concerto incontornável, passos de dança involuntários vindos de toda a parte e assim se fechou a cortina do segundo dia do palco Milhões. O palco vice continuava a todo o gás, Matanza vindos do Chile acompanhados das suas flautas típicas dos Andes e drum machines não tão típicas, dando-nos música até o sol nascer sendo interrompidos apenas pela entrada de Rodas que encerrou sem destoar a noite mais energética deste festival.
Dear Telephone a abrir o palco Milhões ainda a meio gás, e uma afrobeat psicadélico começava no palco Vice que nos era trazido pelos Throes e The Shine. We trust foram fortemente aplaudidos pelo público ainda antes do inicio do concerto, o público sentado na relva não tardou a levantar-se às primeiras notas do já conhecidíssimo “Better not stop, time” e estava conhecida a razão do merecido sucesso destes rapazes, uma prova do que o nacional é mesmo bom e para não destoar muito, no palco Vice entravam os Green Machine. A enchente que se viu era tão previsível como o nível de qualidade do espectáculo que nos esperava, mas como tudo o que é bom acaba… este era o fim de Green Machine. “Green Machine is fucking dead” como anunciado pelo vocalista.
Por esta altura já se pensava impossível que alguma coisa conseguisse acompanhar o ritmo de Radio Moscow mas surpreendentemente, Comanechi e os últimos resistentes fizeram a noite durar e foi ao som de Secousse que se esperava pelo sol e por alguns seguranças para o tão não esperado fim do Festival.
Fotos: João Barreto e Ana Gonçalves































Fotos: João Barreto e Ana Gonçalves
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