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After show

Festival Mestiço

O Festival Mestiço que aconteceu na Casa da Musica entre os dias 10 e 13 de Maio, foi um abrir de portas ás diferentes culturas, atingindo assim a excelente adesão de publico, assim como as presenças bem marcantes de Tom Zé, Ojos de Brujo, Tinariwen e Macaco!

"Mestiço, por se referir ás variadas raças destes projectos, onde cruzam a musica tradicional com as novas tendências contemporâneas..." - explicação feita pela organização do evento, satisfeita naturalmente pelo resultado desta primeira edição, tudo por culpa da surpreendente comparência das pessoas á Casa da Musica e pelo desempenho singular das bandas referidas com um brindar de aromas do Brasil ao México, cruzando toda a Peninsula Iberica.

O encerramento do festival foi igualmente feito com muita dança e animação. Os nacionais Philharmonic Weed foram os primeiros a pisar o palco situado em pleno parque de estacionamento da Casa. Eles que conseguiram muitíssimo bem, criar o ambiente mais desejado. A descontração. Vindos de Lisboa e já com novo registo na mão para comemorar os 10 anos de carreira, vieram com o seu reggae roots bem animado e bem alinhado por esta gente que aqueceu o recinto.

Presença da brasileira Cibelle em palco, para uma actuação algo morna, algo desencontrada com a animação que se pretendia. De qualquer forma, a actriz e modelo Cibelle Cavalli, caminhou pelos sons mais alternativos com paragens entre a Bossa Nova, o Trip-Hop e as tendências electronicas. Chegou de São Paulo e num sorriso aberto encantou os presentes com um alinhamento vasto e variado onde apresentou "The Shine of Dried Electric Leaves", o segundo da carreia, de onde se destacou de lá uma versão de Tom Waits e "London London", aqui sem a ajuda habitual de Devendra Banhart. Aguarda-se o regresso, agora numa sala especifica.

Dj Dolores com a sua Aparelhagem debaixo do braço, voltou a Portugal para apresentar "Aparelhagem". Foi sem duvida um final apoteótico, com a verdadeira festa dançante entre o publico e os musicos. Dj Dolores aos comandos ritmicos, os metais, a guitarra melódica e a presença da voz feminina do projecto. Isaar. Ela que enfeitiçou todos com sua simpatia, por entre o som tipicamente tradicional em formato Samba, Drum & Bass e tudo á volta. Helder Aragão, o verdadeiro nome de Dj Dolores, fez, uma vez mais, vibrar os presentes que enchiam o recinto do festival com temas dançantes como: "De Dar Dó", "Sanidade", "Ciranda da Madrugada" ou "Matilha". Depois do merecido encore, Dj Dolores continuou em palco para demonstrar os seus dotes em formato dj. Muito bem!

Foi assim a primeira edição. Parabéns pelo sucesso! Venha a seguinte.

Vitor Pinto


Philharmonic Weed



Cibelle


Dj Dolores e Aparelhagem








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