Lisboa Dance Festival

Podia descrever, após uma pesquisa no mundo cibernáutico, sobre os artistas que passaram pelo Lisboa Dance Festival, mas vou ser sincera e muitos deles nunca na vida tinha ouvido falar. Pediram-me para descobrir este festival e eis a minha experiencia nestes dois dias:.

Lisboa está cada vez mais repleta de óptimas opções, desde o Vodafone Mexefest, Belem Art Fest, Lisboa Dance Festival, só para mencionar alguns dos mais populares.

Este último, foi na semana passada na LX Factory, o que faz todo o sentido, uma mistura dance num ambiente industrial chic meio abandonado, repleto de arte urbana, foi uma tentação deambular pelos corredores enquanto aguardava o começo de um concerto.

As quatros salas, muito distintas entre si, trouxeram ao festival um público sabedor, explorador, dançante, e bastante jovem. Sabiam o que queriam ver e ouvir, e entregavam-se de corpo e alma aos sons. É verdade que o deficit maior da Lx Factory tornou-se em certos momentos demasiado amplo mas sobriamente perfeito para um cenário mítico de danceteria ao nível da party de Zion de Matrix Reloaded (fosse verão e haveria mais nudez, por isso ainda bem que o festival é no inverno).

Mesmo assim o ambiente na sala Carlsberg era insuportável. Ventilação inexistente e muito, muito mas mesmo muito fumo, o que é, digamos, muito chato, tendo em conta que este foi o espaço mais intimista e com uma adesão constante de um público frenético que queria dançar. Quase uma discoteca!

A livraria Ler Devagar albergou um misto de concertos, performances e clubbing, muito ao estilo eclético que a radio sempre nos habituou. Sala pequena, na maioria dos acontecimentos sempre com filas à porta. 

Já o foyer do Hostel Dorm foi o local perfeito para os djs que por ali passaram, tendo sido uma enchente para Sam the Kid.

Um festival muito variado, bastantes artistas estrangeiros mas também muito do que se ouviu era nacional, e uma presença forte de artistas femininos. As curadorias de Moullinex e Enchufada provam que a produção nacional está fortíssima. Hercules and Love Affair fizeram a sua presença em quase hora e meia de espectáculo dançante, com um público ao rubro!

Gostei particularmente de poder estacionar 'no recinto', excelentes wc, zona de descanso na área dos patrocinadores. Um festival em perfeita sintonia com o ambiente normal da Lx Factory, restaurantes, bares, feiras, lojas, hostel. Apesar de algum caos no primeiro dia nas bilheteiras, a entrada e saída das salas bem como a transição entre os vários espaços.

Se calhar merecia mais concertos durante o dia, aproveitando os terraços do edifício central, just saying.☆

Fotos e texto: Nicole Sánchez





      


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