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After show
Kodo Kodo- Tambores do Japão no Coliseu
Apresentação no Coliseu do Porto do espectáculo Kodo – Tambores do Japão, numa noite de sábado chuvosa na cidade Invicta.
Kodo, o colectivo que explora na perfeição todos os limites do “Taiko”, o tambor tradicional japonês.
Foi assim ao longo de toda a noite, onde estes interpretes surpreendentes, revelaram uma força suprema por entre inúmeras formas de abordar este instrumento de percussão.
Não é em vão que Kodo já marcou presença em mais de 2000 actuações por todo o mundo. ... pela perfeição que conseguem expor no nosso corpo a palavra “Kodo”, que significa o bater do coração, a vida em movimento, o ritmo de uma existência, que pode ser bela, segura e simples...
Antes do intervalo, eram oito as personagens que completavam o palco do Coliseu, reproduzindo um fino toque, em som fabuloso, quase nulo. Era uma vez mais, um ambiente tranquilo de pura paz, por vezes retratando o som de pequenas gotas cristalinas que iam caindo suavemente, contrariando aqui, a violência dos tambores tradicionais.
Para além de todo o espectáculo construído nesta noite, fica na memória, a beleza que salta á vista dos tambores em palco, com o sempre destacado “Taiko” gigante em evidência no centro do palco servindo de pano de fundo desde o inicio.
Vitor Pinto

Kodo – Resistência, união e perfeição
Assim foi conseguido sempre com um enorme espectáculo visual tendo por vezes agradáveis sensações na alma, sempre que se ouviam os sinos cintilantes logo no inicio do espectáculo, onde se cruzavam e anunciavam a chegada dos três guerreiros, que diante enormes tambores, os fazem rufar, quais caldeirões do ritmo. Gritos e movimentos tribais são evocados ao esplendor.
Passada a euforia vibrante, o sossego é nos chegado por seis pequenos magos que criam magia, transportando-nos por entre paisagens belas do oriente, caminhando por entre rios imaginários de silêncio, acompanhados apenas pelo toque celestial de uma flauta encantada. Sintonia perfeita, entre o toque encantado quase inaudível e um crescendo forte de arrepiar projectado pela percussão.
Entrada no segundo acto com o reaparecer do colectivo, qual evocação de aparição pelo meio do publico, oferecendo assim uma saudação com imensa simpatia, aquela que caracteriza a comunidade japonesa.
A festa continua, e em palco uma perfeita união animada entre despiques de tambores que uma fez mais conseguem ensurdecer o Coliseu. Houve lugar para muito humor pelo meio, mantendo a descontracção no publico, que ria, aplaudia e participava. Por entre danças infantis e expressões surreais, o alinhar de novo dos tambores que criam uma vez mais os doces ritmos orientais de escrita fina e uníssona. Uma precisão perfeita, um poder de concentração absoluto.
Perto do final, fazendo arrepiar o Coliseu muitíssimo bem composto, uma voz suave que caí dos céus com um cântico singular numa melodía encantada, criando um dos momentos mais belos da noite. Foi-nos proporcionado uma viagem ao oriente e ao “Karma” do perfeito bem estar, enquanto por nós passava o encanto de uma flauta e um violino que nos deixaram em extase, fazendo parar o tempo. Perfeito!
Com tudo isto, ficamos preparados para o derradeiro final com vistas largas sobre o tambor gigante, que se fez ouvir com a dupla de execuantes, numa sequência longa de percussão, num caminho longo traçado por estes lutadores de inúmera resistência...
Foi de resto a apoteose terminal, com a força dos restantes tambores vibrantes levados ao extremo, com os 13 elementos em palco em geito de agradecimento, assinalando mais um espectáculo, com todas as virtudes e toda a grandesa de um nome... Kodo!
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