
Bandas/Discos |
Crónicas |
Livros |
Eventos |
DJ7 |
Links |
Apoios |
Home
| Mais Reportagens Fenther |
After show
GSM - Barcelos
O GSM Fest (Gallus Sonorus Musicallis) teve a sua 4ª edição de 16 a 19 de Junho, nas Termas do Eirogo em Barcelos.
Parque de campismo, actividades radicais, barraquinhas de comes e bebes, tatuagens e ainda uma sex shop, deram mais corpo a este festival, proporcionando actividades e convívio entre os concertos.
No dia 17 chegamos a tempo de WAKO que apresentaram o seu último trabalho “The Road of Awareness”, apesar de a assistência ainda ser escassa e tímida os WAKO demonstraram uma postura poderosa e competente. Pelo palco secundário passaram outros projectos nacionais que ajudaram a aquecer multidão que, lentamente ia crescendo. Os Grankapo e For the Glory trouxeram-nos um hardcore cheio de garra e energia que começou a aquecer a plateia e os barcelenses Godog com o seu projecto único de metal progressivo e instrumental acompanhado pelos melancólicos sons de um belíssimo violino foram outra óptima escolha demonstrando o que de bom se faz a nível nacional.
No palco principal ainda um projecto nacional, veteranos dos palcos com quase 30 anos de carreira, os Mata –Ratos que animaram a multidão agora maior e mais expansiva ao som do seu punk-rock old school acompanhado em uníssono por vários espectadores. “És um homem ou um rato, “Amor eterno”, “Paralisia Cerebral”, “Xupaki” e o tradicional tema “A minha sogra é um boi” animaram as hostes e a sem dúvida que Miguel Newton teve um pesado contributo com a sua enérgica performance e pela forma com que interagia com o público. Este frontman teve direito a ser galardoado com o prémio “Gallus Sonorus Musicallis”, entregue pela organização do evento pela sua longa carreira de mais de 30 anos e pelo seu contributo para a música portuguesa.
Os italianos Exilia foram os primeiros convidados internacionais da noite a pisar o palco principal, destacando-se a vocalista Masha pela sua performance cheia de garra e sempre comunicativa com o público. O concerto impressionou-nos pela positiva, pois foi uma dose de adrenalina injectada ao GSM naquela noite, impulsionada pelo NuMetal praticado pela banda, fazendo muitas vezes lembrar Guano Apes pelo estilo e pela vocalista em alguns trejeitos vocais parecida com Sandra Nasic. “Coincidence”, “Can’t break me down”, “Day in hell”, “Far from the dark” e “Kill me”, foram alguns dos temas apresentados.
A 2ª presença internacional da noite, os muito aguardados Paradise Lost, sem dúvida a razão para a deslocação de muito público ao GSM, ansioso de voltar a rever estes senhores após 3 anos de ausência das terras lusas. Apesar do som ser um pouco fraco e o frio ser muito (até Nick Holmes o sentia) a plateia aderiu em massa, cantando em uníssono os temas revisitados dos vários álbuns da carreira deste conjunto. “Enchantment” do muito adorado “Draconian Times” foi tema de abertura do seu set, onde constaram outros temas como “As I die”, “Forever Failure”, “Pity the Sadness”, “Erased”, “The Enemy”, “One second”, “Say Just words” e “Faith Divides Us Death Unites us”. Nick Holmes sempre sereno mas bem-disposto volta e meia puxava pelo público, e mesmo os outros elementos demonstravam o seu contentamento perante o público português, especialmente o guitarrista Aaron Aedy, sorridente e caloroso na sua performance. Não foi um concerto espectacular para quem já viu Paradise Lost, mas foi bom revê-los e escuta-los neste simpático festival.
Agradecimentos: Organização GSM Fest – GSM Activo
Texto e Fotos: Helena Granjo
Texto e Fotos: Helena Granjo

O Fenther teve o prazer de estar presente no primeiro dia, para testemunhar e apoiar este festival solidário no seu conceito, diferente de muitos outros que se assistem país fora.
Emergindo das ideias de um grupo de amigos altruístas que sempre tiveram como objectivo ajudar associações de solidariedade nacional, especialmente a Associação Portuguesa de Paramiloidose, o GSM Fest desde o início junta o que há de bom criado pelo Homem; a solidariedade, a música e a cultura. Aos poucos este festival vai crescendo tendo-se notado neste ano uma maior aposta no cartaz a nível internacional com cabeças de cartaz como Paradise Lost, Sirenia e Corrosion of Conformity. Não esquecer ainda que as bandas do underground nacional fazem parte deste evento desde o seu começo e encontram aqui um palco para difundir o seu trabalho ao mesmo tempo manifestando a sua solidariedade com a causa. Durante 4 dias, mais de quarenta bandas passaram pelos 3 palcos disponíveis, contando ainda com DJs como Fernando Alvim e António Freitas para aquecer o resto das noites que se revelaram bem frias apesar da proximidade do Verão.
À chegada fomos recebidos com sorrisos preenchidos de simpatia, fomos acompanhados á “sala de imprensa”, onde nos deram todas as informações necessárias e colocaram-se à nossa disposição para o que precisássemos. Logo aqui uma diferença em relação a grandes festivais, uma imensa hospitalidade que nos fez sentir em casa.



A noite ainda continuou com os DJs Manuel Melo (Sinfonias de Aço) e António Freitas (Hipertensão e Ant3na) para aquecer os corajosos que por ali acamparam ou decidiram esticar uma boa noite de concertos até o sol raiar.






































| Mais Reportagens Fenther |