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After show

Aniversário da Fnac
Pavilhão Atlântico



10 anos de existência Fnac em Portugal

A Fnac é um símbolo de Cultura, Tecnologia e Fotografia. Todos conhecem a Fnac e já entraram, pelo menos uma vez, numa loja. Comprar bilhetes para eventos culturais, cd’s, DVD’s, livros, jogos, computadores, beber um café no espaço Fórum, sentar e ler num dos espaços reservados ou ouvir um cd no posto de escuta, tornaram-se hábitos para qualquer frequentador da Fnac. Em 10 anos, a Fnac mudou a vida dos portugueses e criou uma nova maneira de estar: ser Fnackiano.

No seu 10º aniversário, a Fnac decidiu finalizar esta celebração com concertos grátis no Pavilhão Atlântico. Desde sempre uma aliada à divulgação da música portuguesa, não podia deixar de convidar bandas que marcaram e marcam o mercado musical português.

20h00 é a hora marcada para o início do espectáculo e o público não faltou. Nuno Markl dá as boas-vindas e faz as apresentações. Auto-intitula-se um Fnackiano convicto e foi o porta-voz de todos da sua “espécie”. Fala de aventuras fnackianas e das vantagens de ter a Fnac na sua vida.

Peixe:Avião são os primeiros a entrar em palco. Uma das bandas vencedoras dos Novos Talentos Fnac Música 2008. O som melódico e melancólico não deixa ninguém indiferente. São chamados os Radiohead portugueses, mas a música da banda de Braga ultrapassa qualquer comparação. Temas fortes como “A Espera é um Arame” e “Frio Bafio”, do novo álbum “40.02”, são bem recebidos pelo público que responde com fortes aplausos.

Rita Redshoes também aceitou o convite da Fnac e entrou em palco triunfante. Uma das vencedoras dos Novos Talentos Fnac Música 2007, é considerada uma das revelações da música portuguesa e é muito provável que esteja na lista dos melhores artistas portugueses de 2008. O álbum “Golden Era” prende o ouvido de qualquer um e temas como “Dream On Girl”, “Hey Tom” e “The Beginning Song” são entoados pelo público. É pedido um encore, mas Rita não pode voltar satisfazer esse pedido pois tem de sair a correr para o Casino Estoril onde tem outra actuação.

Os Deolinda e o fado faduncho encheram o Pavilhão Atlântico de música, cantoria e palmas. Foi bom ouvir uma sala cheia de pessoas de todas as idades a cantar e a dançar temas como “Fado Toninho”, “Fon Fon Fon”, “Movimento Pérpetuo Associativo” e “Mal Por Mal”, do álbum “Canção ao Lado”. O quarteto lisboeta conseguiu juntar jovens dos 15 aos 60 anos a ter um gosto em comum: o Fado.

Os Clã não podiam faltar. Apresentaram alguns temas novos, mas foi com os temas mais antigos que se viu e ouviu o Pavilhão Atlântico a saltar, dançar e cantar. Temas como “Dançar na Corda Bamba”, “GTI”, “H2Omem”, “O Sopro do Coração” e Problema de Expressão” foram dos mais aplaudidos. Manuela Azevedo continua imparável e é um furacão em palco. Os Clã lançaram este ano um novo álbum, de nome “Cintura”.

A noite acabou com Xutos e Pontapés. Embora sejam considerados os dinossauros do rock português, continuam a marcar gerações e é curioso ver jovens de 13-16 anos a cantarem temas como “Não Sou o Único”, entre outros, quando muito provavelmente a maioria ainda não era nascido quando os Xutos e Pontapés iniciaram a sua carreira.

Parabéns à Fnac! Pelos seus 10 anos, pela iniciativa e pelo apoio incondicional à Música Portuguesa.

Texto:Serei_a
Fotos: Carla Tiga

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