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After show
Foge Foge Bandido em Famalicão
Concerto de Despedida
Depois dos Ornatos Violeta, dos Pluto e dos Supernada, Manel Cruz regressa aos palcos com o projecto Foge Foge Bandido que é o resultado de muitas experiências e partilhas! Em Junho de 2008 lança o primeiro álbum deste projecto, intitulado:” O Amor Dá-me Tesão/Não Fui Eu Que Estraguei ” no colmatar de um processo iniciado cerca de 10 anos antes e no qual está tudo ligado: “dois discos + um livro = uma obra”.
Três anos após a edição do álbum, dá-se inicio a uma série de concertos de despedida e o do passado sábado, dia 02 de Julho seria o último, mas entretanto surgiram 3 novas datas: 11,12 e 13 do mesmo mês, para o café/ concerto da Esmae no Porto. Concertos esses com o intuito de serem filmados, para posterior edição em DVD.
Numa sala que ficou praticamente lotada e onde a expectativa era elevada, tínhamos bem visível num palco suficientemente grande, toda a parafernália de instrumentos e outros objectos capazes de produzir sons e fazer música!
Várias foram as tentativas de despedida, pareciam um querer adiar, ou simplesmente prolongar ao máximo aqueles momentos e tudo servia de mote para iniciar uma nova musica.
Para finalizar, no exterior da sala do concerto, enquanto Manel Cruz dava autógrafos, alguns elementos da banda “davam musica” aos presentes. O ambiente de festa continuava!
Este será um concerto que ficará na minha memória e certamente na memória de todos e pena deixará por certo, aos que não tiveram oportunidade de participar num deles.
Resta-nos aguardar por novos trabalhos, que segundo li ou ouvi numa entrevista, tudo aponta para que seja um álbum dos “Super Nada”, que ainda não têm qualquer trabalho editado!
Texto e Fotos: Maria João de Sousa e Gonçalo de Sousa
Texto e Fotos: Maria João de Sousa e Gonçalo de Sousa

“Tudo acaba, e o Foge Foge Bandido não será excepção. Sinto que o Bandido atingiu de certa forma a maturidade em concerto e isso deve-se ao empenho e capacidade dos músicos da banda assim como a toda a equipa técnica e de produção. Sinto-me impulsionado a aproveitar o retorno merecido desse trabalho, mas por outro lado a vontade de pôr em prática o que aprendi com tudo isto estende-se à descoberta de novas coisas.” Manel Cruz
http://www.fogefogebandido.com
Como concerto de despedida e pelo “culto” que se vive em torno de Manel Cruz, pensei que esgotasse com bastante antecedência, mas mesmo em cima da hora do início do concerto, era muita a afluência à bilheteira e a entrada do público ainda se ia fazendo a cada final dos primeiros temas.
Ao longo de todo o concerto, os 5 músicos invertiam os papeis com alguma frequência, como se existisse uma “obrigatoriedade” de todos tocarem o maior numero de instrumentos possível e o público que vai sendo conquistado, ou pelo menos, vai reagindo com mais intensidade com o decorrer do concerto, apela vivamente a um 1º encore, que se deu sem que houvesse saída do palco.
O intenso apelo e de pé, por parte do publico ajudou a que houvesse nem sei precisar quantos encores, mas sei que foi um concerto em que além de músicos em cima de um palco, havia pessoas capazes de se entenderem e de comunicarem perfeitamente no meio de toda aquela “confusão”, como que estrategicamente criada. Pessoas que representavam, contavam histórias e se divertiam com o que estavam a fazer e onde até os técnicos participaram, ora com instrumentos, ora com “simples” palmas e tudo isso passava para o público, em cada música que era tocada.







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