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After show

Fantasporto

Fantasporto 2006

Edição 2006 do Festival Internacional de Cinema do Porto.

Como tem vindo a ser hábito este evento goza de bastante qualidade e prestígio. Uma vez mais de parabéns para esta edição que repartiu actividades por entre o Rivoli, AMC, Passos Manuel e Palácio de Cristal. Mas foi a entrega de premios do Fantasporto, recheada de surpresas e muita animação, que nos uniu na casa mãe.
Após duas semanas intensas de projecções cinematográficas, como já tem vindo acontecer há 26 anos até esta data, os caminhos deram todos ao Rivoli, para homenagiar e premiar os vencedores, e para adoçar os presentes na sala com a ante-estreia do filme espanhol “Fragile”.

Antes, a introdução a cargo de Cesar Nobrega, o nosso apresentador de serviço, ele que referiu e muito bem, que a edição deste ano foi o ano do cinema português, com ante-estreia de “Coisa Ruim” na abertura, “Animal” rodado em Portugal, e a homenagem merecida a Manoel de Oliveira, na antevisão ao seu mais recente filme “Espelho Mágico”, uma adaptação ao romance “A Alma dos Ricos” de Agustina Bessa-Luis, a habitual fornecedora de argumentos para o cineasta.
“Estranhos Casos Ocorrem” foi premiada como a melhor curta metragem nacional “novos talentos”. Seguiu-se uma nova homenagem, agora feita aos criadores do Fantas entregue pela Camara Municipal de V.N. Gaia. Medalha de mérito para os fundadores do evento que faz mexer a cidade: Mario Dorminsky, Beatriz Pacheco Pereira e AntónioReis. Ainda dentro dos capítulos das homenagens, outro momento divertido da noite, o prémio surpresa entregue ao fotografo galego que já acompanha o festival portuense há varios anos.
No pacote dos prémios, um especial para o país escolhido pela organização que foi parar á Hungria e ao seu talentoso cinema Hungaro. Prémio carreira para a actriz brasileira Christian Trolony e pelo meio, os habituais premiados destacando-se destes, “Frostbitten” do suéco Anders Banke como Grande Prémio do Fantas, os multi premiados “Adam’s Apple” da Dinamarca, “Animal” de Roselyne Bosh, “Johanna” da Hungria , “Quiet Love” de Til Franzen, ou até o não premiado “The Hamster Cage” com um forte humor hilariante a rever!
A fechar, Mario Dorminsky alertou para mais um sucesso e agradeceu a ajuda dos mais de 300 profissionais ligados ao cinema. Tudo foi possível com muito suor e lagrimas, e com a preciosa ajuda dos distribuidores, visto que a ajuda estatal é uma miganha deste enorme bolo que é o Fantasporto, festival este que é já considerado um dos pontos obrigatórios do cinema mundial. “Gostamos do apoio do estado, mas não gostamos que o estado se apoie em nós...”- rematou Dorminsky.

Depois do cancelamento da animação e do fogo de artifício programado para a praça frontal ao Rivoli devido ao mau tempo, todos os sentidos desceram a rua até ao tradicional Baile dos Vampiros no teatro Sá da Bandeira, com animação vibrante, destacando por entre os vários dj’s da noite, a presença ao vivo dos britânicos Spektrum numa actuação razoável e pouco mais. Valeu pelo espirito festivo.

Obrigado ao mundo do cinema. Para o ano estaremos todos de volta!

Vitor Pinto


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