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After show

Fado no Alto Minho



O fado em duas vertentes distintas, caminhando sempre lado a lado.
Carminho em Ponte da Barca e Deolinda na outra Ponte… a de Lima.

No cenário magnífico do largo da misericórdia, os habitantes de Ponte da Barca (e não só), tiveram a oportunidade de fazer parte de uma noite dedicada ao fado com uma das melhores intérpretes da nova geração.
Carminho, vencedora do prémio Amália 2006, e cujo o primeiro disco “Fado”, foi um dos mais aclamados do ano, revelou-se, como se comprovou no concerto em Ponte da Barca, como uma das melhores vozes femininas do fado.
Depois de um pequeno interregno onde realizou uma viagem volta ao mundo participando em acções humanitárias na Índia, Cambodja, Peru e Timor, voltou para finalmente, em Junho de 2009, editar o seu disco de estreia. Ao todo são 14 temas que compõe este disco, em que Carminho assina duas das letras.

Com o largo da misericórdia apinhado de gente, e durante quase uma hora e meia, Carminho interpretou na totalidade, os fados que compõe o seu disco, entre eles de destacar “Bia da Mouraria”, “Sra da Nazaré”, “Escrevi o teu nome no vento”ou “Marcha de Alfama”, não faltando a visita a alguns temas de Amália Rodrigues.
No final Carminho voltou ao palco para mais dois temas “Corrido” e o single “Meu Amor Marinheiro”.

A voz que muitos já chamam “A Grande Esperança do Fado”, conseguiu transformar Ponte da Barca (Vila do Alto Minho) num bairro Alfacinha.





Mais ao lado e com o recinto da Expolima completamente cheio, os Deolinda regressaram a Ponte de Lima.
Os Deolinda (para quem ainda não conhece) são um grupo de música popular portuguesa, inspirado pelo fado. Em Abril de 2008 lançam o disco de estreia “Canção ao Lado”, sendo um dos discos mais vendidos em Portugal.
Não usam guitarra portuguesa e pode-se dançar ao som das suas músicas. Ana Bacalhau veste roupas garridas, alegres e não o preto como no fado tradicional… Mas os Deolinda são fado e são muito mais que isso. Em Ponte de Lima tocaram desde música popular portuguesa ao samba passando pelo jazz, pop, tudo à mistura com o fado tradicional. E aqui, estas misturas fazem todo o sentido.

Na Expolima pode-se ouvir “Mal por Mal”, “Fado Toninho”, “Clandestino”, “Não sei Falar de Amor”, o inevitável “Fon, Fon, Fon”, “Garçonete da Casa de Fado”, entre tantos outros ao longo de quase duas horas de concerto, com as letras a serem acompanhadas de ponta a ponta pelo publico.
Voltaram para um encore de dois temas “Fado Toninho” e “Fon, Fon, Fon” e depois de muito aplaudidos e insistência por parte dos presentes, os Deolinda regressaram ainda para “Fado Castigo”.
Saíram encantados com a recepção em Ponte de Lima, prometendo ficar com este dia na memória, como “o dia de Ponte de Lima – 16/08/2009”.

Texto e fotos: Paulo Pinto

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