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After show
Festival Ilha do Ermal
Após três anos de interregno, o Festival Ilha do Ermal regressou com muita animação e peso, por terras do Minho entre os dias 27 e 30 de Agosto. O act. II, Ilha do Ermal Winter Fest, decorrerá em Dezembro em local a defenir.
O Festival Ilha do Ermal é um dos eventos de metal mais concorridos do país e um dos mais recheados em termos de cartaz.
Este ano, o cartaz com sonoridades mais tradicionais e extremas, com uma múltipla escolha entre nomes internacionais e um contingente português de 25 bandas, com os Heavenwood e os Ramp como duas das nossas representações mais sonantes.
Os Sepultura, Angra, Pestilence e Korpiklaani foram dos nomes mais apetecíveis da comunidade metaleira. Os Obituary e Blind Guardian (finalmente em estreia por cá), foram as bandas mais aguardadas por todos.
Quinta dia 27
Sábado dia 29
Pela segunda vez em terras lusas, os Korpiklaani foram a banda mais divertida e simpática de todo o festival. Vindos da Finlândia, trouxeram até ao Ermal o seu folk metal que deixou todos com um sorriso de orelha a orelha. Alguém tinha comentado que nunca tinha visto ninguém a dançar no Ermal. Pois no concerto dos finlandeses, pulou-se, saltou-se e dançou-se bastante.
Domingo dia 30
Texto e fotos: Paulo Pinto

Esteve assim de volta o Festival que fez historia desde o seu início em 1999. O Ermal sempre destacou pela sua programação e pelo enquadramento com a natureza deste local único.
Pelo Festival minhoto já passaram nomes como Deftones, Muse, Marilyn Manson, Slipknot, Ratos do Porão, Beck, Moonspell, Fear Factory, entre muitos outros…

R.C.A. . A maior banda de Covers de Portugal, abriu o festival.
Sexta dia 28
Calor, calor e mais calor. Quem se atreveu a sair do campismo só estava bem dentro de água e apenas alguns corajosos estiveram em frente ao palco “Seduction Stage” para assistir aos concertos da tarde.
A banda portuguesa Witchbreed foi a que teve maior assistência, mas os lisboetas Desire foram os que mais agradaram. Mas o melhor mesmo, foi o death metal dos suecos One Man Army que se mostraram muito agradecidos com o apoio do público português chegando inclusive, o baterista da banda, oferecer as suas baquetas de carbono ao público.
Já no palco “Dream Stage” e vindos da Holanda, o grupo Textures, que actuou pela segunda vez no nosso país, foi a primeira banda a provocar o “mosh” entre a assistência ao qual a banda agradeceu com um “Obrigado My Friends!”.
E eis que finalmente chegou a banda que todos aguardavam. Vindos não se sabe bem de onde, a assistência que até aqui se ficava por meio recinto, num ápice, lotou por completo o recinto só para ver a actuação dos Americanos Obituary. Um verdadeiro nome de referencia no death metal norte-americano. Pioneiros no som arrastado da Florida e contam já com duas décadas de actividade. O quinteto surgiu com uma força revigorada para apresentar o seu ultimo registo “Darkest Day”.
Terminado o concerto, a legião de T-Shirts dos Obituary bateu em debandada, dando lugar à imensa falange de fãs dos gregos Firewind. Quem foi embora perdeu o melhor concerto do dia. Firewind sem tiques de vedetas e com a plateia a cantar todas as músicas do princípio ao fim. Sem duvida um grande concerto nesta que foi a segunda vez que a banda grega visita o nosso país, e para quem não pode estar no Ermal, não perca um próximo concerto da banda. De salientar ainda o solo de bateria de Mark Cross, que tem uma excelente bateria.








Temperaturas escaldantes uma vez mais, chegando mesmo o vocalista dos E.A.K. a dedicar uma musica a quem estava no rio a lavar os C******, dizendo ainda que nunca tinha visto ninguém a dançar no Ermal.
As bandas portuguesas que actuaram no Sábado no palco “Seduction Stage” tiveram grande aceitação por parte do público (My Enchantment, W.A.K., W.A.K.O. e Heavenwood). Os W.A.K.O. foram os que provocaram a maior nuvem de pó.
Quem também deu um grande concerto foram os americanos Wykked que surpreenderam pelo visual muito nórdico e pouco americanizado, e também para quem os tinha visto no dia anterior no meio do público.
Já no “Dream Stage” os dinamarqueses Hatesphere protagonizaram um dos melhores concertos deste festival. “We are the black plague… we are the Pestilence”. Pela primeira vez em Portugal protagonizaram um bom concerto.
Depois… “Portugal this is your fucking territory!” Com o recinto completamente lotado, os Sepultura cumpriram com cabeças de cartaz do festival. Uma Actuação cinco estrelas num dia marcado por varias sonoridades. Mas o thash metal dos Sepultura soou bem alto. Sem qualquer dos irmãos Cavalera e apesar de outras mudanças, o quarteto mantêm-se bem activo. Vieram apresentar “A-Lex” o seu decimo primeiro registo.
“Free Summer Beer”. Foi assim que a banda brindou com o público, atirando algumas latas de cerveja. Esta é uma banda com energia muito positiva e que prometeu voltar em breve. Apesar das letras serem na sua maioria em finlandês, o publico, para surpresa da banda, sabia as letras e eram cantadas por todos, especialmente pelos nossos amigos da Galiza, sendo esta, uma banda muito apreciada do outro lado da fronteira.
A fechar a noite, que ficou novamente a cargo do DJ António Freitas que começou a animar as ostes com “Heaven is a place on Hearth” de Belinda Carlisle… depois… voltou ao normal!






Ouviu-se no palco “Seduction Stage” durante a tarde: “Tragam um ar-condicionado ou então soprem uns nos outros pois deve resultar!”. Debaixo de um sol abrasador, algumas pessoas iam aguentando em frente do palco. “Aqui vai uma musiquinha para bailar, abanar a anca e outras maluquices!” disseram os nacionais Crushing Sun. Já os Switchtense advertiram: “Bem vindos a esta terra de sol… Vamos lá abanar a voz!”. Uma excelente actuação.
Os Pitch Black com outra grande actuação e com o pedido: “Quero sentir o cheiro da terra aqui no palco!”.
No “Dream Stage” depois de um bom concerto por parte dos franceses Nightmare e no dia em que mais gente veio para assistir, os Ramp provaram que o que é nacional é mesmo bom. Prova disso, foram as bandas portuguesas que actuaram no palco “Seduction Stage”. Os Ramp puseram os fãs nacionais e não só, completamente em delírio. No final Rui Duarte pegou na sua filha ao colo e dedicou um tema à sua mãe que já não se encontra entre nós. De seguida, o guitarrista saltou do palco e uniu-se à multidão. Muito bom.
Blind Gurdian com “You are Crazy… You Rules!” demonstraram-se bastante surpreendidos com o publico português que idolatrava literalmente a banda germânica, que prometeu voltar em breve.
A presença da banda alemã acabou por constituir uma das sensações do Festival Ilha do Ermal 2009, que finalmente se apresentou em Portugal, considerada como uma das bandas obrigatórias do power metal, numa altura em que os Blind Guardian continuam na preparação do seu próximo registo sucedendo a “A Twist in the Myth” de 2006.
Vindos do Brasil, os Angra fecharam com chave de ouro o Festival Ilha do Ermal. Power metal muito bem conseguido, apesar de alguns problemas técnicos. Só foi pena os poucos que ficaram depois do concerto dos Blind Guardian. Talvez o cansaço tenha vencido. Pois 3 dias de puro metal não mata, mas mói.







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