Epica + Vuur + Myrath

22.11.2017 – Sala 1, Hard Club, Porto

Mais um regresso dos Epica a Portugal, desta vez com os tunisinos Myrath a abrir, numa prestação que levou muitos ao rubro, mostrando como os autores de “Legacy” são populares entre nós. Foi exactamente do disco de 2016 que nos chegou o intro “Jasmin”, seguido dos temas “Believer”, “Get Your Freedom Back” e “Storm of Lies”, todos do mesmo trabalho. Finalmente, para o anterior trabalho, “Tales of the Sands”, dois temas -“Merciless Times” e “Beyond the Stars”. Mesmo com o extra de uma dançarina de ventre em palco, o concerto revelou-se curto para a actuação daquela que é a primeira banda da Tunísia a assinar com uma grande editora. Os fãs sentiram que podiam ter mais, quem sabe no regresso ao nosso país em Março, como a banda anunciou...

Seguiu-se Vuur, ou, se preferirem, o novo projecto de Anneke van Giersbergen. Um rock mais musculado que o desejável, onde a doce voz da holandesa surgia muitas vezes ofuscada, entre o volume de som e a construção dos temas do quinteto, perdendo alguma da sua delicadeza entre músicos que se sentia claramente ainda estarem em busca da necessária cumplicidade em palco. Curiosamente não foi só “In This Moment We Are Free - Cities”, disco de estreia, que veio até nós, pois Anneke ainda nos brindou com a (quase) obrigatória “Strange Machines”, dos The Gathering, para grande satisfação dos fãs. O set-list ficou completo com “Sail Away – Santiago”, “My Champion – Berlin”, “Days Go By – London” e “Your Glorious Light Will Shine – Helsinki”.

Finalmente chegou aquela máquina que são hoje os Epica, com uma excelente produção, jogo de luzes fabuloso e um hiperactivo Coen Janssen, contrastando com uma Simone Simons cordial com o público, mas nem sempre bem-disposta e tolerante para os restantes companheiros.
O concerto arrancou com “Edge of the Blade”, seguindo-se “A Phantasmic Parade”, “Wheel of Destiny”, “Universal Death Squad”, “The Obsessive Devotion”, “Ascension - Dream State Armageddon”, “Dancing in a Hurricane”, “Unchain Utopia”e “Cry for the Moon”. Num concerto que se revelou mais curto que o da última passagem dos holandeses pelo palco do Hard Club, houve ainda tempo para um encore com três clássicos: “Sancta Terra”, "Beyond the Matrix” e “Consign to Oblivion”.
São conhecidos os antigos problemas de saúde de Simone e, durante o concerto, percebeu-se a necessidade de criar espaços para que esta descansasse a voz. Mesmo assim, e apesar da máquina bem oleada e irrepreensível, já se viram passagens do sexteto, por terras lusitanas, mais inspiradas.☆

Texto: Rita Afonso
Fotos: Rui A. Cardoso


      



Myrath

    

    

    

Vuur

    

    

    

    

    

    

Epica

    

    


    

    

    

    

    

+ Aftershows      

      geral@fenther.net       Ficha Técnica     Fenther © 2006