Eleanor Friedberger e King John no MusicBox

No passado Sábado, 11 de Fevereiro, estava esperançosa em ir ver o concerto de Skunk Anansie no Coliseu, mas o acaso não quis assim. A alternativa consistiu em ir fotografar Eleanor Friedberger no MusicBox, coisa que fiz com muito gosto, pois ir ao Musicbox é sempre para mim motivo de alegria por me sentir quase em casa. Raros são os concertos que pouco me seduzem nesta pequena sala lisboeta, a proximidade e intimidade que se criam entre o público e os artistas são para mim, demonstrações de carinho que muito me agradam.

Assim destinado, logo que cheguei perguntei ao segurança do costume se era a primeira a chegar pois não havia ninguém à entrada. Atenciosamente respondeu-me que não. Mal coloquei os pés no MusicBox percebi que todos tinham chegado antes de mim, fui furando até chegar perto do palco, e poucos minutos depois chegou Eleanor Friedberger com um vestido preto e justo, apenas acompanhada da sua guitarra. Na sua doce e suave voz cantou temas que seduziram o público que não tiravam os olhos da artistas, limitando-se a aplaudir com convicção no fim de cada música. Quando o ruído de conversas desinteressantes desaparece, e fica apenas a voz da artista e o som do seu instrumento, é porque algo mágico está a acontecer. É certo que foi o que aconteceu esta noite no Musicbox com Eleanor Friedberger em palco, num concerto bastante intimista.

Após o fim do concerto o público, suponho que muito satisfeito virou costas ao palco e foi embora. Ora aí está algo que não entendo! Porque é que com um bilhete comprado muitas vezes o público não aproveita para ficar para conhecer o artista que se segue. A maior parte dos grandes artistas já fizeram primeiras partes de grandes concertos, ou como neste caso tocarem depois da artista principal!

A minha intuição dizia-me que devia ficar para descobrir quem era afinal o açoriano (de São Miguel) que dava por nome King John, alter-ego de António Alves. King John cheirava a Blues e por isso decidi ficar. A minha intuição estava certa, depois dos primeiros acordes percebi que eles seriam o brinde da noite, e que me era completamente impossível virar costas a este recente fenómeno, com mais que talento suficiente para triunfar. Para aqueles que como eu resolveram ariscar, entre amigos e desconhecidos, King John e os restantes músicos foram sem sombra de dúvidas os reis da noite. O Blues e Rock´n Roll apoderou-se de todos e ao longo da noite tocaram freneticamente, com muita paixão e cumplicidade, levando todos os presentes ora a dançar ora a cantar, e a uivar de forma entusiástica encorajados por King John. Uma coisa é certa, o Blues corre nas veias daqueles quatro meninos.

Mal saí do Musicbox o entusiamo e a recente felicidade levaram-me a por um like na página da banda, e a fazer um comentário feliz acerca do concerto da noite. Achei que fazia sentido terem um feedback positivo do concerto!

Assim dei a noite por encerrada, feliz da vida regressei para casa ainda a uivar sozinha no meu carro, grata pela noite e por me ter cruzado com King John. Longa vida a King John e até breve! ☆

Texto e fotos: Ana Pereira


      


    

    

    

    

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