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After show

Clubbing com Ebony Bones e The Rakes

Clubbing
Casa da Música, Porto

No passado dia 18 de Setembro a Casa da Música acolheu mais um Clubbing, desta vez dedicado a bandas emergentes do panorâma britânico, em dois registos musicais bem distintos.

The Rakes
São Franz Ferdinand em versão adolescente mas a crescer muito rápido a caminho da idade adulta, são acima de tudo rock descomprometido e saudável. Se é certo que muitas influências são bem evidentes, também não será de descurar que as melhores músicas se elevam bem acima do razoável, "You're In It", "Retreat" e "We Danced Together" dão mote ao espectáculo e são prova disso mesmo.
Provenientes de Londres, encheram a sala vermelha de Rem Koolhaas com o seu pós-rock atrevido, alternando temas do mais recente Klang, editado em 2009, com os dois anteriores álbuns. Ouviu-se "Terror!", "The Light From Your Mac", "Open book" e o público aplaudia e acompanhava entusiasticamente cada set. Já perto do fim, "That the Reason", tema maior de Klang e a encerrar a emblemática "Strasbourg".
Considerados por muitos a banda revelação do cenário pós-rock britânico, os The Rakes apresentam-nos com o seu último álbum alguns dos melhores vinte e nove minutos de rock deste ano.



Ebony Bones
Entram em palco e uma revolução colorida começa. Também provenientes de Londres, este é contudo, o único ponto em comum com os The Rakes. Uma definição simplista da banda poderá ser a de uma mistura explosiva de Sugarcubes com Buraka Som Sistema em noite de completa extravagância de cores, penas, apitos e ritmos corporais desmesurados.
Em pouco menos de uma hora somos bombardeados com a actuação eufórica e encantatória de Ebony Thomas, a porta-voz de uma banda que se quer excêntrica e bastante divertida, que inclui um guitarrista japonês vestido de pirata do kuduro.
Desbobrando-se pela carreira de actriz, produtora musical e cantora-compositora da banda, Ebony é o exemplo de uma artista versátil e completa (todos os adereços da banda são da sua autoria, assim como os pequenos apontamentos, alguns quase imperceptíveis, como as penas nos olhos das cantoras que a acompanham, numa delicada homenagem a Frida Khalo, uma das suas artistas de eleição).
Tendo como cartão de visita o seu Bone of My Bones, as canções sucedem-se, numa velocidade estonteante de sons e movimentos tribais. "W.A.R.R.I.O.R." é o ponto alto da noite, a música-sensação do afrobeat desmesurado. Inesperadamente enveredam pela "Another Brick in the Wall", dos Pink Floyd, numa versão bastante extraterreste e dançável. Os temas sucedem-se demasiado rápido, cinquenta minutos de autêntica energia musical, e ao abandonarem o palco, os aplausos ouvem-se, e entusiástico e enebriado, o público sorria.

Ana Cancela

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