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After show
The Cult
Obrigado The Cult... por tudo!
Noite de glória no Coliseu do Porto com o renascimento de uma das mais carismáticas bandas rock.
Foi uma noite bastante acalorada onde o suor descia pelos corpos obrigando a uns autênticos “shows”
de strip masculino. Tudo foi válido nesta noite memorável que abriu inteligentemente com o poderoso “Litle Devil”,
onde as negras almas se libertaram dos corpos agora não tão identificados como “Góticos” (o público alvo dos
The Cult há uns largos anos atrás), mas mesmo assim, a “familia” andou por lá.
Encore demorado mas bastante pedido sobre uma força gigantesca, e nem o calor fez acalmar os presentes,
que participaram neste grande momento que foi o regresso dos The Cult, mesmo depois da actuação há dias
no festival S.B.S.R. em Lisboa. Aqui é o local próprio. A sala onde todos nos sentimos de regresso ao
passado sobre todas as formas.
Muito obrigado á organização por nos terem proporcionado estes mometos puros, estes momentos de glória
para nós e para a banda.
Vitor Pinto / Reporter fotográfico: Ana Sousa

Foi a 12 de Julho que os The Cult brilharam sobre os “negros” fãs que encheram a sala da Invicta.
Fãs que em puro delírio, imparáveis do principio ao fim, souberam lhes dar as boas vindas, deixando
Astbury rendido logo desde o inicio, estando também ele imparável, incasável, apesar da lesão na sua
mão direita.
Foi o começo de um espectáculo em formato “best-of”, por onde passearam todos os clássicos dos britânicos.
E a julgar pelo delirio imparável do público, teremos uns The Cult bem vivos por mais uns bons anos. Prova
disso mesmo, “Spiritwalker” e o mais calmo, mas não menos poderoso “Revolution”. Simplesmente arrepiante.
De «Ceremony», onde recuamos 10 anos e parece que ainda foi ontem, recordamos “Wonderland” com a guitarra
selvagem de Billy Duffy, sempre muito própria, sabendo causar um verdadeiro motim de bem estar. Fabuloso!
“Fire Woman” cantado em unissono por todo o Coliseu, o que fez animar, ainda mais, os imparáveis cinco presentes
em palco, sempre em constante movimento e sem sinais de cansaço, sem pausas e com muita boa disposição.
Um excelente exemplo para os mais novos. Ian Astbury é que permaneceu sempre com seu casaco vestido por entre
um calor infernal. Dispara “Rise” com toda a violência de uma bateria descontrolada, “Here Comes the Rain”, e
tão bom que seria vê-la cair, para refrescar tamanha loucura, e um tema bastante calmo, na sua versão acústica
com a voz de Astbury, a guitarra de Duffy e toda uma voz de um Coliseu cheio para se fazer ouvir “Edie (Ciao Baby).
Para o final, o inevitável “Love Removal Machine” a completar a selecção de estrelas em magnifica forma.
De regresso ao palco para a devida vénia, e para o derradeiro final com “She Sells Sanctuary” acabando
assim a noite da melhor forma.
Na imagem de despedida, fica toda uma presença enigmática de Billy Duffy em cima das colunas, manobrando
a sua imparável guitarra sagrada.

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