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After show

Festival Paredes de Coura 2008

Fotos: Carla tiga




Paredes de Coura edição para este ano de 2008 que aconteceu entre o final de Julho e as portas do mês de Agosto.

Muitas foram as mudanças e as apostas onde o resultado final saiu vencedor. As cartadas jogadas nesta edição foram bem enquadradas e o festival mais querido de Portugal e arredores, saiu uma vez mais em ombros.

As apostas introduzidas passaram por uma maior divulgação na vizinha Espanha, por uma aliança na organização feita entre a produtora de sempre, a Ritmos e a Everything is New e passaram também pela alteração do calendário do evento. Foi ganha a aposta do festival em se apresentar num final de semana e não a meio da semana em Agosto, e com isso, juntar mais um dia ao cartaz, ou seja, quatro dias de actividades no palco principal.
Com esta mudança, até a chuva que marcava presença anualmente no festival, deu descanso à organização e a todos os campistas que enchem as imediações de Paredes de Coura.
E foram bastantes os campistas e não campistas que coloriram uma vez mais as margens do rio Coura (durante a manhã), que deram vida à praia fluvial do Tabuão (durante a tarde) e que fizeram história uma vez mais, ao preencher o anfiteatro natural, que é o belíssimo recinto do festival Paredes de Coura (durante a noite).

Alguns dos nomes responsáveis pelo efeito delicioso de “estar” em Coura passaram naturalmente pela curiosidade de ver e sentir a estreia dos Sex Pistols em Portugal. Uma espera que durava há 30 anos e que dividiram as opiniões sobre a presença e atitude de John Lydon. Passaram pela vibração dos The Mars Volta com Cedric Bixler-Zavala a demonstrar ser um verdadeiro animal em palco. Passaram pela paixão pelos Editors, pela descontracção dos Thievery Corporation em viagens pela Índia, França, Brasil ou Jamaica, ou pela exuberância de Bobby Gillespie com os seus Primal Scream e com «Beautiful Future» debaixo do braço.

Outra das novidades deste ano, foi introduzir um forte “batalhão” de artistas portugueses que não ficaram nada atrás dos “monstros” internacionais.
Bunnyranch abriram da melhor forma o palco principal, seguiram-se os X-Wife na apresentação do seu novo álbum a sair em Setembro. Ouve ainda um contacto com a união de vários músicos distintos para fazerem um merecido tributo aos Joy Division pondo todo o publico a vibrar com temas como “Love Will Tears Us Appart”, “She Lost Control” ou “Transmition”e a grande fúria dos Wraygunn que ganharam o estatuto de “cabeças de cartaz” ao terceiro dia. A magia da soul power voltou à terra novamente, através da energia do reverendo Paulo Furtado, ele que esteve brilhante como sempre apesar dos problemas de ordem técnica. Pedal da guitarra para o meio do publico, agua pela cabeça abaixo e tudo pronto para o puro Rock’n’ Roll.

E como um festival desta grandeza não pode ficar somente ligado a um palco, embora que belo e muito bem arquitectado, Paredes de Coura apresenta anualmente o palco Jazz na Relva para uma plena descontracção durante a tarde, o palco Ibero Sounds que apresenta as novidades nacionais e espanholas antes de todos se deslocarem para o palco principal, e ainda o Palco After Hours que abrilhante o resto de noite com dj’s e bandas bastante interessantes como foi o caso de The Mae Shi e ainda These New Puritans.

Depois da falta no passado ano os suecos Mando Diao fizeram um brilhante concerto, bem como os The Rakes, dEUS que regressam passados nove anos, e Biffy Clyro com seu power trio em formato tronco nú e calças brancas. Não sendo os “head liners” dos seus dias, acabaram por dar muita força ao alinhamento onde estavam enquadrados.

De referir ainda as excelentes presenças de Sean Riley a meio da tarde. “É sempre bom tocar á hora do pequeno-almoço” – afirmava Afonso (Sean Riley).
Dorian, os novos New Order vindos de Barcelona. Ainda Spiritual Front com um álbum a sair em Janeiro do próximo ano onde poderá vir incluído o tema “Jesus Die in Portugal”. Uma nova esperança nacional, os Komodo Wagon com o vocalista de dupla nacionalidade: portuguesa e canadiana. Banda a seguir com atenção.
A pop electrónica dos espanhóis We Are Standard a conseguir por toda a gente a dançar neste final de tarde. Ainda os Arcade Fire em formato “júnior” que conquistou a atenção dos presentes, a tripla feminina Au Revoir Simone fizeram delicias e a maturidade dos Lemonheads marcaram pontos em Coura. Caribou com uma brilhante actuação, fez a ponte entre esta edição e a do próximo ano.

Uma vez mais Paredes de Coura voltou a conquistar corações e fez paixões em outros tantos visitantes. Queremos mais, e voltaremos a ter mais. Já confirmado para 2009 no local do costume na data repetente. Final de Julho, inicio de Agosto. Até lá…

Paulo Pinto e Vitor Pinto


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