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After show

Coco Rosie

As manas Coco Rosie em Famalicão.

Presença bastante marcante das irmãs Casady pela Casa das Artes no passado dia 3 de Julho.
Sierra e Bianca numa aparição infantil, como o habitual, sempre por entre sons de passaros e cavalos, quebrados por vozes de fantasia com uma voz cavernosa tão deliciosa. A electrónica aliada aos instrumentos infantis. O hip hop a condizer com a "spoken word". Foi assim que nos deixamos levar nesta noite de casa cheia numa segunda feira quente e simpática.
As vozes tão celestiais, uma harpa cristalina, um baixo e uma voz ritmada do "beat boxer" francês de serviço. Houve projecções a disfarçar a pouca comunicação por entre alguma timidez. Mas tudo o que se ouviu e viu, falava por si. A beleza a justificar momentos únicos!
Um concerto intenso das norte americanas, inesquecivel para todos aqueles que esgotaram o auditório. Momentos dançantes presentes de uma infantilidade adulta,causando estragos com suas vozes de fadas vindas de um mundo encantado.

"South 2nd" na abertura. Um piano a saltitar notas soltas e uma guitarra vibrante na continuação da apresentação do recente «Noak's Ark». "K-Hole" e "Bear Hides and Buffalo" sempre com as devidas vozes de burro, as mesmas que não chegam aos céus, por entre a batida vocal que se faz estremecer em "Noaks Ark". Arrepios criados na espinha, na alma, no coração e nas emoções que se soltam por entre um pseudo "break dance" . Um improviso em forma de adoçante, de um doce cremoso delicioso!
A melodia triste envolvida em gritos de horror, culminando num ritmo vibrante criado especialmente por estes dois anjos cintilantes e inquietos, capazes que criar maravilhas. Perfeito! A harpa de novo a fazer arrepiar em "Tekno Love Song", tudo em ritmos translúcidos do quarteto, tudo por entre sussurros perfeitos que vem de dentro de uma forma tão pura e tão magica que nos toca e emociona. As Coco Rosie são a ternura, são a dose de paz que tanto necesitamos nos nossos dias. Encontramos essa força, aqui nesta noite. O resto pouco importa.

No final, a ausência alucinante de Antony no tema "Beautiful Boyz", ele que esteve neste mesmo palco numa presença sagrada há uns meses atrás. Mesmo sem ele, o momento foi de louvar, puro de emoção. "Turn me on", a primeira cover feita pela dupla, na liberdade onde as "pequenas brincavam" com seus brinquedos como gente grande...
A fechar o pano, os gritos dramáticos. Há sangue no asfalto. Fantasmas glorificados e o sonho de volta ao país encantado das meninas Casady. Queremos mais...

Vitor Pinto / reporter fotografico: Ana Sousa





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