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After show
Bucket
Quero aqui expressar a minha indignação com este facto!
Durante anos… muitos… talvez 4 ou 5… assisti a espectáculos deste grupo teatral, constituído pelo Ivo Bastos e Pelo Rodrigo Santos, no Tertúlia Castelense.
Nesses anos no Tertúlia era preciso reservar bilhete e se não chegava duas horas antes ou não entrava ou via o espectáculo de pé!
Começaram por “Armadilha para Condóminos”, uma peça de teatro integral, mais séria, mais madura, mais profissional, numa sala maior, com melhores condições.
Agora apareceram com Bucket! Uma peça à volta de baldes! Quem teria tal ideia? A verdade é que se consegue fazer uma boa peça à volta de baldes. Para quem não acreditava, aqui está a prova!
Claro que não posso deixar de referir que o momento mais hilariante foi quando o Rodrigo se começou a rir!!!! Ehehehe Que saudades tinha do descontrolo controlado e contagiante deste grande actor!
Somos espectadores muito exigentes. Estamos muito mal habituados! E a culpa é vossa! Só vossa “Palmilha’s family”!
Mas mesmo com esta indignação toda quero felicitar-vos por a toda a produção deste espectáculo. Continuem… Esperamos por mais sempre muito atentos às vossas movimentações.
Ana Gabriela Sousa
Palmilha Dentada

Estudio Latino - Porto
Durante esses mesmos anos os segui incondicionalmente, cheguei a repetir, todos os meses, sagradamente, todas as suas aparições.
Sempre achei que o Tertúlia era o início. Sempre achei que eles iam crescer e procurar outras salas, para dar a oportunidade a mais pessoas de os ver.
Eram realmente peças fenomenais. De uma criatividade fora do comum! De coisas quotidianas saíam sketchs brilhantes e inteligentíssimos.
Eram noites de pôr à prova os músculos faciais, para ver até onde aguentavam com tanto riso!
Personagens que ainda hoje fazem parte do meu imaginário como Dr. Couto, o Asdrúbal… que saudades!
Os Palmilha cresceram! Era inevitável!
Eu achei a peça brilhante! Com uma interpretação a que o Ivo e o Rodrigo já nos tinham habituado. Não me ri como no passado, mas penso que a ideia também não era essa.
Com uma sala bem composta, o que me surpreendeu pela positiva dado estar em cena há mais de um mês diariamente, Ivo, Rodrigo e Daniel aparecem em palco com baldes na cabeça, baldes que se movem sozinhos, baldes que falam, baldes, baldes e mais baldes!
Apesar de não ter achado a peça fantástica, nem tão brilhante como por exemplo a “Armadilha para Condóminos”, acho que tem momentos muito bons e muito cativantes, como por exemplo a conversa em família dos baldes, que realmente foi o que mais me marcou, onde eu sem dar conta achei que realmente os baldes estavam a conversar sozinhos em palco, conseguiram elevar-me para uma abstracção tal que quando acabou e reparei que estava em cena os actores achei descabido e pensei “o quê que aqueles patetas estão ali a fazer? Se os baldes é que são os verdadeiros heróis!”.
Nunca mais consegui ir ver uma peça de teatro cómico de outra companhia qualquer… não têm piada nenhuma…
Vocês estragaram tudo… A minha vida não voltou a ser a mesma!
Por isso agora toca a trabalhar e fazer peças que nos ponham de rastos!
Não me ri o suficiente nesta peça! Não saí de lá cheia de dores nos maxilares e abdominais!
Quero mais!
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