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Xeque-Mate – Um testamento musical
«Æternum Testamentum»

Trinta anos atrás, os Xeque-Mate marcaram a cena nacional com a edição de um dos primeiros discos de Hard Rock nacional, “Em Nome Do Pai, do Filho e do Rock’N’Roll”, este disco valeu acima de tudo pelo simbolismo, iniciando uma vaga de edições de vinil, com nomes como Cruise, Tarântula, Ibéria, Vasco da Gama ou V12.

O grupo terminaria pouco depois, não sem antes revelar um guitarrista que viria a marcar profundamente a cena nacional: Paulo Barros. Após décadas de silêncio, o quinteto começou a ensaiar um regresso aos palcos, primeiro de forma pontual, depois com mais regularidade. A doença de um dos seus mentores, António Soares, viria a mudar tudo.

Com o aniversário da morte de António Soares, o colectivo optou por homenagear este, publicando um longa-duração, em que estão contidas as composições entretanto elaboradas pelo guitarrista. Em seu lugar, nas gravações, uma nova esperança no campo da guitarra, Artur Capela, ladeado por Paulo Barros, este que em tempos foi o “miúdo” do grupo!

O disco, intitulado «Æternum Testamentum», recupera ainda velhos temas, regravados, como Filhos Do Metal” e “Vampiro Da Uva”, este apenas existente em formato single, e temas novos gravados ou concluídos no período que mediou de 2007 até 2015, os anos em que o quinteto andou a tocar “para amigos” e contou com a presença de António Soares na guitarra. São caso disso, temas como “A Hoste”, “Cães Que Mordem” ou “Não Sou Só Eu A Falar”.

A edição do disco coincidiu com a data do falecimento do guitarrista e, dias depois, o grupo actuava no Hard Club, acompanhado do Ensemble Vocal Notas Soltas, que iniciou o concerto cantando “Filhos Do Metal” os quais se uniram os cinco músicos e a guitarra de António Soares que desta forma assinalou como o músico permanece presente no espírito de todos. Todo o concerto foi uma celebração de um espírito que se vivia nos anos 80, não ficando de fora a saudade. Como disse o vocalista Francisco Soares, logo nos primeiros temas, “Bem-vindos aos anos 80”!

“Filhos Do Metal”, “Memória Gritante”, “Não Sou Só Eu A Falar”, “Até À Eternidade”, “Hoste”, “Escrava Da Noite”, “Cães Que Mordem”, “Eles Rondam Isto”, “Ás Do Volante”, “A.S.”, “Vampiro Da Uva”, “Paraíso, Não É preciso” foram os temas executados, concluindo-se a festa com uma versão de “Filhos Do Metal”, com Francisco na bateria e o Joaquim a tentar segurar as vocais, cantando o tema com a audiência. António Soares teria certamente gostado.

28 de Janeiro será a vez de Lisboa ter oportunidade de assistir a esta homenagem, com a passagem do colectivo pelo Stairway Club em Cascais, com colaboração de António Freitas como DJ.☆

      

      

      

Emanuel Ferreira

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