Blast Zone

Øresund Space Collective + Talea Jacta
29.06.18 – Woodstock 69 Bar, Porto

Deslocado da habitual linha de bares da baixa portuense, o Woodstock tem também apresentado uma programação distinta das habituais referências de moda, apostando em artistas com um percurso alternativo no Rock. Com o fim do Cave 45, este bar passou a integrar na sua agenda muitas das bandas que não encontram espaço noutros locais de música ao vivo.
Foi este trabalho de formiga que permitiu aos Øresund Space Collective terem actuado para uma sala bem composta, com pessoal que sabia o que ia ver. Faltaram, se calhar, os adeptos do prog, mas este grupo passará ao lado de muitos deles. O colectivo, misto de dinamarqueses e suecos, executa longas jams, deixando a música fluir. Sintomático disso, o primeiro tema, que se iniciou conforme os músicos iam tendo os seus instrumentos prontos e só se interrompeu quando um problema de bateria a tal obrigou. Algures entre o space rock, o prog e o improviso do jazz, os seis músicos criam uma simbiose musical, onde cada um desenvolve um tapete sonoro sobre o qual evolui um outro instrumento. É por isso aceitável que Dr. Space tenha introduzido o terceiro tema da noite como «Tentando tocar algo mais evil desta vez» isto porque se percebe que cada faixa resulta do espírito do momento e não da recriação de temas de um disco.
Nesse mesmo espírito esteve o duo português, Talea Jacta, assentando o seu som em três pilares formados por bateria, guitarra e loops, que desenhou paisagens musicais, por vezes mais urbanas, outras mais cósmicas, actuando ao longo de pouco mais de trinta minutos, num ritmo interessante e funcionando bem como preparação para o colectivo que se seguia.☆

Emanuel Ferreira























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