Blast Zone

Laurus Nobilis Music
26 a 28 de Julho 2018 – Louro, Famalicão

O Laurus Nobilis vai já no seu quarto ano, primeiro um festival mais generalista, mas com o seu crescimento, gradualmente se tornando um festival mais Rock e nesta edição, assumidamente mais Metal.
Foi a primeira edição com três dias dedicados ao Metal, e também aquela que contou com três palcos, sendo muito de elogiar o palco “faz a tua cena”, dedicado a jovens talentos que sem muita burocracia podiam subir para nele e tocar. Um bom exemplo.

O primeiro dia, ou dia zero, dedicado à recepção ao campista, arrancou no palco secundário, que neste festival fica fora do recinto principal, na zona de alimentação e merchandising. Hostilidades abertas bem cedo com Atreides, foram os Booby Trap os primeiros a ter melhor recepção do público a que não foi estranho o misto de energia em palco e veterania deste quarteto de Aveiro.
Vieram depois uns Cruz de Ferro, com suas letras em português, que tinham alguns fãs espalhados que deram o apoio merecido. A noite terminou com o thrash metalcore core dos Infraktor, que justificaram bem terem sido um dos novos nomes mais badalados em 2018. Grande actuação.

O segundo dia repetiu um formato adaptado no ano passado e não com os melhores resultados, tal como em 17: O palco secundário arrancou de tarde, parando apenas para o final de tarde, onde arrancava o principal. Isto levou a que bandas como Sotz, In Vein ou Nine O Nine tocassem para algumas dezenas de entusiastas. Para o investimento feito em palco e grupos, seria interessante mover o mesmo para a zona do recinto principal e alternar com o palco Porminho.
Já no palco principal o festival arrancava com Hills Have Eyes, com uma actuação enérgica, como nos habituaram, mas a que faltou público. Vieram uns Equaleft, com um baixista temporário, que já mereceram mais assistência e apresentaram novos temas do disco que se anuncia para o final do ano. Ao longo da noite percebia-se perfeitamente que o espaço se ia compondo como se quase todos apenas quisessem ver Septic Flesh. Os grupos nacionais mereciam mais respeito, mas a noite ficou para os gregos, numa actuação demasiado maquinal, embora intensa. Um daqueles casos goste-se ou odeie-se, em que o empenho para reproduzir os discos em palco, levou a um lado menos orgânico, apesar do vocalista do quarteto ter interagido bem com o público. Seguiram-se os Mata-Ratos e, numa reabertura do palco secundário, os Web.

O terceiro dia, foi novamente um desfilar de grupos no palco secundário, onde mais tarde o festival encerraria com os regressados Godiva. Já no principal foram os The Temple a abrir a noite, mais propriamente a fechar a tarde, seguindo-se os espanhóis Crisix que tiveram uns vinte minutos demolidores. Depois acalmaram um pouco, e o concerto voltou a aquecer, quando o colectivo trocou de posições entre si e fizeram um medley com malhas de covers conhecidas. O final fez-se com os dois guitarristas a tocarem em pleno crowdsurfing.
Os Tarântula vieram ocupar um slot, já habitual no festival, de tributo a antigos nomes. De início sentiu-se o peso da idade, ou a menor rodagem em palcos, mas com o evoluir da actuação a qualidade dos temas e a execução vieram ao de cima, num concerto que terminou em grande, embora sem a habitual festa de «Smoke On The Water». Finalmente os Dark Tranquility chegaram e mostraram porque eram cabeças de cartaz e como o som de Gotemburgo se revelou tão influente para este século. Irrepreensíveis, os suecos só tiveram de negativo não terem chegado às duas horas de concerto e mergulhado ainda mais no passado, pois só houve tempo para um tema de «Projector», no meio de dezasseis malhas, com destaque para cinco de «Atoma» de 2016. Um final de festival espectacular e deixando curiosidade sobre aquilo que virá para o ano! ☆

Blaster


Booby Trap


Booby Trap


Cruz de Ferro


Cruz de Ferro


Infraktor


Infraktor


Hills Have Eyes


Hills Have Eyes


Equaleft


Equaleft


Septic Flesh


Septic Flesh


Crisix


Crisix


Tarantula


Tarantula


Dark Tranquility


Dark Tranquility

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