Blast Zone

Heavenwood

O regresso dos Heavenwood, por esta altura, só soará estranho aos menos atentos. O grupo portuense, apresenta por estes dias o seu quinto longa-duração intitulado “The Tarot Of The Bohemians”, sucessor de “Abyss Masterpiece” de 2011. Este novo disco baseia-se no Tarot de Marselha e Ricardo Dias, fundador e letrista da banda, escolheu doze das cartas do baralho, para ilustrar outras tantas malhas, ficando as restantes cartas, prometidas para um novo disco ainda sem data marcada.

A minha review ao disco, pode ser lida em http://www.metalimperium.com/2016/03/heavenwood-tarot-of-bohemians-review.html enquanto na edição da revista LOUD! à venda este mês de Março, consta uma entrevista realizada ao guitarrista Ricardo Dias. Entretanto a banda tem concertos de apresentação agendados para Porto e Lisboa. No Porto, será a 27 de Março, na sala 1 do Hard Club, com The Temple, Blame Zeus e Gates Of Hell. Em Lisboa, o concerto terá lugar a 2 de Abril no RCA Club e as bandas convidadas serão os Iberia, Tó Pica e Legacy Of Cynthia.


A par dessa entrevista, falei ainda, com o guitarrista Vítor Carvalho, membro fundador dos bracarenses Demon Dagger e que integra actualmente a formação de Heavenwood. A sua entrada deu-se em 2013 e no ano seguinte, o músico bracarense participava do “tema de avanço “The Juggler”, para este álbum que agora vê a luz do dia”. Segundo Vítor, “esta união acabou por acontecer naturalmente, pois já nos conhecíamos há bastantes anos, chegamos a partilhar como Demon Dagger, a mesma editora, a Recital Records e o mesmo agenciamento, a Avantguarde Management, tendo participado conjuntamente em vários espectáculos ao vivo”. Naturalmente que desde logo se levanta a questão sobre o fim dos Demon Dagger, afastados das gravações desde 2009, algo refutado pelo fundador do quarteto que adianta encontrarem-se “neste momento em standby, situação especialmente motivada pela imigração do nosso vocalista Litos e da mudança de cidade do nosso baixista, Paulo Chanoca”. Fica ainda a nota de que nos “planos futuros, está retomar a actividade da banda e voltar “à carga” com novos trabalhos”.

Outra questão passa pela diferença de abordagem entre os dois guitarristas que agora passam a coexistir nos Heavenwood, com Ricardo Dias conhecido pela sua abordagem mais na veia Rock, enquanto Vítor é bem conhecido pelos solos rápidos. A resposta surge elaborada, mas clara, com o lead-guitar de Demon Dagger a referir que “o facto de possuirmos características e formas diferentes de tocar permite dar mais ênfase e personalidade aos vários ambientes musicais que podem ser encontrados neste novo disco de Heavenwood. A minha responsabilidade são essencialmente as “lead guitars”, procurando sempre complementar o trabalho do Ricardo de características mais melódicas, com passagens rápidas e explosivas de licks cortantes! Na minha opinião, esta sinergia permitiu obter-se um trabalho final mais rico, completo e sólido do qual me orgulho bastante”.

2016 celebram-se vinte anos sobre a primeira maqueta de Demon Dagger e desde esse momento que o líder e frontman do quarteto foi Vítor Carvalho, que agora se integra num colectivo em que já existe outro líder, mas isso não é problema para o músico que afirma que “o facto de ter mais de 20 anos de experiência na liderança dos Demon Dagger, permite-me compreender e respeitar o difícil trabalho do Ricardo nos Heavenwood. Assumir a liderança de um projecto, implica um grande esforço e sacrifício pessoal, nem sempre com proporcional retorno. Assim, acima de tudo, estou ao dispor para contribuir de forma construtiva com o que estiver ao meu alcance, respeitando inteiramente o perfil e linha de abordagem musical que o Ricardo bem sabe traçar para os Heavenwood! Sinto-me, essencialmente, parte integrante de uma equipa”.

Emanuel Ferreira

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