Blast Zone

God Is An Astronaut
22.07.12 – Sala 2, Casa da Música, Porto

A banda dos gêmeos Kinsella já goza de uma saudável popularidade em Portugal, pelo que não foi de estranhar uma sala quase cheia para receber os irlandeses nesta fase final de tour, em que já não trazem as bandas suporte que os acompanharam no resto da Europa. «Epitaph» é o último disco do colectivo, e naturalmente foi o tema título que iniciou a actuação. Antes de «The End Of The Beginning», Torsten dirigiu-se ao público para explicar que este novo trabalho era em memória do primo falecido e que por isso tinha escolhido um alinhamento de temas que encaixasse à volta do som do disco. Talvez por isso a inclusão de «Frozen Twilight», quarto tema da noite, numa altura que se percebia vir este a ser um concerto mais emocional, porventura mais new age que rock.

Servido por um impressionante jogo de luzes que, reduzia os músicos a silhuetas, o concerto continuou com «All Is Violent, All Is Bright», e foi antes de «Suicide By Star» que o guitarrista se dirigiu de novo ao público, tentando recordar o tempo que passou sobre a última actuação e a primeira aparição em Portugal, com Linda Martini. Com este tema, «From Dust To The Beyond» e «Centralia» o concerto ganhou outra dinâmica, mais pesada e dentro da versão energizada que um par de anos antes tinha passado pelo Porto. Após estes três temas, os irlandeses simularam um final, ironizaram com a saída de palco e regressaram para um encore que trouxe «Helios | Erebus». Um concerto bonito que tentou ser intimista e talvez tenha defraudado quem esperava algo mais intenso, em tudo o resto resultou bem.☆

Emanuel Ferreira







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