Blast Zone

Amon Amarth, Testament, Grand Magus

10/6/2016, Coliseu, Porto

Certamente este era um dos cartazes mais antecipados para a cidade do Porto, nos últimos meses, e a escolha da sala favoreceu a oferta. Grand Magus arrancaram cedo, pelas 20h, com “I, The Jury”, tema do trabalho de 2010, “Hammer Of The North” e só à terceira música, “Varangian”, visitaram mais recente trabalho “Sword Songs”, ao qual não mais voltaram, num set em que optaram por revisitar temas mais antigos. Excelente estreia para o trio sueco, que teve em “Steel Versus Steel” um dos melhores momentos da noite. “Iron Will”, “Like The Oar Strikes The Water”e “Hammer Of The North” completaram o (curto) concerto.

Estranhamente os Testament há algum tempo quem, nas suas visitas a Portugal, ou integram posições intermédias em cartazes ou festivais, depois de há cerca de uma década serem cabeças-de-cartaz. A posição voltou a repetir-se, mas o quinteto liderado por Chuck Billy entrou forte com a faixa título do seu recentíssimo “Brotherhood Of The Snake”, ao qual voltaria mais duas vezes, com “The Pale King”, terceiro tema da noite, e “Stronghold”, já quase no final. Para os menos atentos, visitaram também o álbum de 2012, “Dark Roots Of Earth”, através de “Rise Up”, segundo tema da noite e da faixa título. A descarga foi intensa, mas curta e por cada clássico tocado na grande sala portuense, ficaram a faltar outros dois ou três. Mesmo assim, ainda houve tempo para “Disciples Of The Watch”, “The New Order”, “Into the Pit” ou “Over The Wall”, encerrando a actuação com “The Formation Of Damnation”. Faltaram muitos temas, mas o tempo era escasso, mas pelo menos o quinteto redimiu-se das menos boas actuações recentes.

Já com uma sala surpreendentemente quase completa, na plateia, os Amon Amarth foram entrando no palco, para arrancarem com “The Pursuit Of Vikings”, desde logo se percebendo o stage set bem cuidado, com a bateria assente num capacete viking, ladeado de escadas. “As Loke Falls” e “First Kill” foram os temas seguintes, vindo uma nova surpresa com “The Way Of Vikings”, em que dois figurantes ensaiaram uma luta de vikings. Com a plateia conquistada, foi uma questão de rolar malhas, enquanto backdrops alusivos às capas dos discos iam surgindo, bem como recorrentes aparições dos dois figurantes empunhando armas. “At Dawn's First Light”, “Ravens Cry”, “Cry Of The Black Birds”, “Deceiver Of The Gods”, “On A Sea Of Blood”, “Destroyer Of The Universe”, “Death In Fire”, “One Thousand Burning Arrows”, “Father of the Wolf”, com um figurante em palco, simbolizando Loki, “Runes To My Memory” foram os temas que levaram uma plateia rendida até ao final, com “War Of The Gods”. Por essa altura já era difícil perceber se era plateia ou banda que estava conquistada, face ao entusiasmo que se via em ambas as partes.
Num primeiro encore, com direito a cerveja, “Raise Your Horns” e “Guardians Of Asgaard”, foram os temas escolhidos, enquanto no segundo encore, “Twilight Of The Thunder God” foi acompanhado por um dragão, Jörmungandr, insuflável em palco, em algo que lembrou muito as lutas com Eddie nos Iron Maiden.
Uma noite memorável, com um cartaz sólido e uma banda principal que soube fazer valer o custo do bilhete!!


Emanuel Ferreira

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