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After show
Barco Rock Fest 2011
Texto e Fotos: Paulo Pinto
A edição 2011 do Barco Rock Fest decorreu entre os dias 24 e 27 de Agosto na Praia Fluvial de S.Claudio de Barco. Na sexta edição o Barco Rock Fest (BRF) internacionalizou-se com a parceria da Capital Europeia da Cultura e integrou o ano cultura que se realiza em 2012 em Guimarães. Com isso, ganhou mais adeptos, recinto alargado e um cartaz atractivo. A inclusão deste evento na programação oficial da capital da cultura permitiu um reforço de visibilidade do festival que, pelas suas especividades, tem condições singulares para se afirmar no panorama musical português.
The Hobos
Dear Telephone
Game & Watch
O BRF’11 deu as boas vindas aos espectadores na noite de quarta-feira 24 de Agosto no palco secundário, este ano baptizado de Palco Fuxia, com a projecção do filme/documentário “When You’re Strange” sobre os The Doors.
A inauguração do Palco Fuxia esteve a cargo dos britânicos The Hobos. Uma jovem banda que se movimenta entre o folk e o bluegrass. Tocaram músicas suaves e melódicas numa atmosfera acústica.
A segunda banda a fazer o aquecimento para o festival, foram os nacionais Dear Telephone. Com membros de outras formações como The Astonishing Urbana Fall, La La La Ressonance ou Peixe:Avião a banda surge em 2010 e soa a um Pop duro e minimalista onde a voz de Graciela Coelho dá energia ás composições de André Simão, Paulo Araújo e Pedro Oliveira. Neste concerto podemos ouvir as músicas do primeiro EP “Birth of a Robot” editado em Março.
De França vieram os Game & Watch, desconhecidos em Portugal mas com boa aceitação no seu país de origem, graças à utilização do tema “Clap Clap” numa campanha publicitária de langerie. Misturam influencias musicais que vão do indie, passando pelo folk até ao post-rock.
Comboio Fantasma
6 PM
The Butterfly Explosion
Triangulo Amor Bizarro
The Pineapple Thief
Na sexta-feira dia 26 de Agosto o Palco Fuxia principiou com os Comboio Fantasma. Um projecto oriundo do Porto com influencias do rock e funk passando pelo rock psicadélico, grunge e rock alternativo.
Seguiram-se os Blá Blá Blá, banda formada em 2006 e que apresentaram um rock alternativo cantado em português. Em 2010 foram considerados como a banda revelação do ano.
No palco principal a primeira banda da noite foram os espanhóis 6 PM (Six Post Morning) vindos de Santiago de Compostela. Formaram-se em 2003, e depois de um interregno que durou dois anos, estão de regresso. Apresentaram-nos as músicas do álbum “Far From Perfect”. Podemos ouvir músicas com afinidades pop com texturas electrónicas que são figura de estilo frequente. Apenas dois elementos e palco que ora são vocalistas ora bateristas, programadores de samples, guitarristas ou trompetistas. Duas pessoas que soam a uma grande banda. A seguir com atenção.
Seguiram-se os irlandeses The Butterfly Explosion que se estrearam por cá e onde apresentaram um som poderoso com vozes delicadas formando assim, bonitas melodias.
Da coruña, os Triangulo Amor Bizarro (nome retirado de um tema dos New Order) vieram apresentar o seu disco “Año Santo”, um dos melhores discos do ano passado no país vizinho, trazendo consigo a sonoridade indie rock espanhol bastante influenciado por bandas britânicas dos anos 80.
Cabeças de cartaz desta terceira noite foram os ingleses The Pineaple Thief, também eles em estreia no nosso país, trazendo já oito discos de estúdio na bagagem. Tem conquistado um público interessado nas sonoridades rock progressivas criadas por guitarras rock corpulentas mixadas com os teclados electrónicos. Um grande concerto que foi de agrado de todos os presentes.
Moe's Implosion
Shivers
Cratera
Utter
The Allstar Project
Katatonia
No último dia do festival, sábado dia 27 de Agosto, o Palco Fuxia abriu com os setubalenses Moe’s Implosion. Cinco rapazes que tocaram um rock festivo, animando a lotada tenda que albergava este palco.
De seguida vieram os concertantes Shivers. Banda punk rock, ou simplesmente rock popular caramelo (alusão ao nome pelo qual são conhecidos os pinhalnovenses – “Caramelos”). Sempre com boas doses de humor, foram a banda mais aclamada deste palco. Puseram toda a gente a cantar o já conhecido single da banda “Épah” para no final o vocalista e guitarrista partir a sua guitarra em palco e oferecer o que dela restou ao público.
A banda vimaranense Cratera abriu o palco principal. Três elementos que nos mostraram de uma forma equilibrada, lírica e instrumental, um conjunto e sentimentos negativos, deprimentes e degradantes muito do agrado do publico que estava logo na primeira fila.
De Braga os Utter que recentemente lançaram o seu álbum de estreia. Trouxeram músicas com influências bastante notórias a bandas como Radiohead ou Sigur Rós. O mediático single “Into the Light” fez as delícias de todos os presentes.
De seguida vieram os leirienses The Allstar Project descritos como um dos mais fiéis seguidores do post-rock em Portugal. Comprovaram-no nesta actuação ao tocar as músicas do recente registo “Into the Ivory Tower”.
O palco principal ficou depois entregue ao grande nome do BRF’11. Não eram novidade em Portugal, mas tem por cá uma grande legião de fãs, que provocaram a maior enchente do festival. Com alguns problemas técnicos pelo meio, os Katatonia começaram a tocar com muito atraso, ao qual Jonas Renkse se fartou de pedir desculpas ao longo de uma hora de concerto. Vindos da Suécia, estes senhores são donos de um som potente dentro do quadrante metal e dentro do que de melhor se faz no Norte da Europa.
Para o ano marcamos de novo encontro neste festival que está a crescer em bom ritmo. Até 2012…
Texto e Fotos: Paulo Pinto

Com um ambiente familiar dentro da filosofia do Rock Alternativo, a aposta do cartaz este ano foi a internacionalização com algumas bandas que nunca tinham vindo a Portugal.
Foram quatro dias de festival, dois palcos e vinte e duas bandas.
Para minimizar a produção e resíduos e permitir o recinto limpo durante todo o festival, foi disponibilizado um copo de plástico que poderia ser adquirido por um valor simbólico. Esse copo, mais resistente que os habituais e com as inscrições desta edição gravadas, poderia ser reutilizado diversas vezes e poderia ser colocado à cintura com um presilha adicional. Um exemplo a seguir…






O grande destaque da noite seguinte foi para a chuva que caiu e afastou assim, muitos dos festivaleiros do BRF’11…





































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