Bandas/Discos | Crónicas | Livros | Eventos | DJ7 | Links | Apoios | Home


Mais Reportagens Fenther

After show

Festival Oeiras Alive 2009

Considerado este ano como um dos melhores festivais da Europa, o Oeiras Alive demonstra maturidade e muita vontade de triunfar ainda mais. E é com este cartaz tão recheado e diversificado, que se sente a força de um festival ainda jovem.
Metallica, The Prodigy, Placebo ou Dave Matthews band à cabeça, fizeram crescer água na boca dos milhares de portugueses, espanhóis e ingleses e os levou ao passeio marítimo de Algés.

O primeiro dia, rotulado como o dia mais pesado com Machine Head, Ramp, Slipknot e Metallica no palco principal, apresentou também no palco secundário excelentes nomes em alternativa aos pesos pesados. Crystal Castles, Tv on the Radio ou Klaxons.
Este ano o festival acolheu mais um palco para projectos nacionais, tornando-se num espaço, também ele, bastante interessante.
Uma noite que se adivinhava de peso teve o seu prato servido com os nacionais Ramp, ainda Mastadon, Lamb of God, Machine Head, os Slipknot e os reis da noite que movimentaram milhares de pessoas para adorar Metallica, eles que surgiram num palco com dois pisos e muitos decibéis expostos.
Nas áreas alternativas, de destacar o dj set de Nuno Lopes, onde conseguiu cativar os amantes do electro, competindo arduamente com a actuação da noite.
Neste mesmo palco Tiguana Bibles deram um toque elegante ao recinto bastante ventoso, e os Vicious Five sujaram o mesmo palco com o seu rock puro e duro.
No palco Super Bock, os Air Trafic surpreenderam, os Tv on the Radio confirmaram, os Klaxons mantiveram e os Crystal Castles sofreram com problemas de som.

Dia dois do festival. Placebo e The Prodigy marcaram claramente o dia, onde pelo meio também houve as fabulosas actuações de Late of the Pier, Hadouken!, The Ting Tings e Does it Offend You, Yeah?, todos eles com uma adesão incrível no palco secundário, tornando-se nas bandas mais interessantes do festival.
No início da tarde os Eagles of the Death Metal fizeram delicias com o seu puro rock'n'roll e os Blasted Mechanism apresentaram o seu novíssimo “Sound in Light” no romper da noite.

Seguiu-se o regresso de Brian Molko e os seus Placebo com um cenário electrónico poderoso, novo baterista, uma violinista de louvar e “Battle for the Sun”, o novo álbum para ser exposto. E foi com este registo que deram as boas vindas à grande adesão de publico nesta noite, com quatro temas, incluindo os dois singles já retirados deste novo disco. Depois foi desfolhar os temas que marcaram o percurso dos Placebo, fechando a porta com “Taste in Man”.
O regresso dos The Prodigy é feito com um monumental palco de encher o olho e a alma. “Invaders Must Die” foi apresentado com muita potência visual e muito magnetismo sonoro, o que não seria de esperar outra coisa. Um regresso forte e ainda bem vivo.

E ao terceiro dia, foi descoberta a banda do festival… Os Los Campesinos! souberam conquistar a audiência logo nos primeiros instantes e depois foi um mundo de aventuras entre a banda e o publico que brincou, louvou e até ofereceu um vinil dos The Pavement, banda venerada por alguns elementos dos Los Campesinos!. Uma oferta de uns amigos que vieram do México para os acarinhar e criar um dos momentos mais emocionantes de todo o festival.
Houve ainda menções futebolísticas entre os “reds” britânicos e os “reds” lisboetas.
Eles adoraram Portugal e foi notória a vontade de quer regressar muito em breve. Que seja muito muito em breve.
Antes os X-Wife abriram o dia e os A Silent Film estiveram impecáveis na apresentação de “The City That Sleeps”. Conquistaram a audiência e no final Robert Stevenson ofereceu 'born slippy' dos Underworld. Fabuloso.

No palco principal foi rolando Boss Ac, Ayo e Chris Cornell enquanto pelo meio, os Madame Godard fizeram encantos no terceiro palco, palco este que foi pequeno para acolher a actuação dos Linda Martini, que arrastaram consigo inúmeras pessoas, ficando o espaço completamente intransitável. Talvez para uma outra oportunidade tenha um lugar mais decente para o nível já alcançado.
Voltando ao palco principal, Dave Matthews Band ficou encarregue de fechar a noite e o festival, num formato harmonioso e bastante tranquilo, acabando mesmo por fazer arrefecer o ambiente claramente criado pelos The Black Eyed Peas, eles que regressaram a Portugal mais fortes que nunca, numa versão “Era Digital Futurista”. De registar a excelente vertente visual do palco, acompanhado de dois robots gigantes e de muita imagem e lazer à mistura. Pelo meio, os hits que marcaram o caminho dos B.E.P. e ainda a surpresa de “Big Girls Don’t Cry”, apresentado por Fergie no seu percurso solitário. Seria uma óptima banda para fechar o cartaz do Alive 2009, mas tal não aconteceu.
Quem encerrou mesmo as festividades em todos os palcos foi Deadmau5 aos comandos dos pratos, logo depois de Lykke Li, ela que calmamente exorcizou os seus demónios e passo a passo apresentou o seu maravilhoso disco “Youth Novels”, para uma tenda a rebentar de emoções.

Para o ano há mais, no mesmo local, infelizmente (devido a todo o vento que se faz sentir), e na mesma data que este ano, mais dia, menos dia.



Agradecimentos fotograficos: Carolina Matos e Diana Rui



Mais Reportagens Fenther